sábado, 30 de janeiro de 2010

Sozinha...

Hoje tive o dia inteiro para mim. O meu amor está em formação e eu aproveitei bem o meu sábado de folga. Quando passamos o dia a dia rodeados de pessoas, a falar, a explicar, a aconselhar, a responder a perguntas, sabe bem passar um dia inteiro quase sem articular palavra. De manhã aproveitei o sol ter dado um ar da sua graça e dei um passeio à beira mar, sentei-me numa esplanada e li alguns artigos do Expesso. Como o sol teimava em esconder-se, fui para o carro e rumei ao centro comercial mais próximo. Ao almoço matei saudades de Chop soy de Gambas e a seguir dei uma volta rápida pelas lojas parando na Massimo Dutti e na Fnac. Como já não tenho muito espaço para livros, fiquei-me pela música. Comprei um CD fabuloso, "Songs of Freedom", músicas dos anos 70 e 80 revisitadas pela voz quente de Jacinta. Mas o importante eram as compras para o jantar já que queria experimentar umas receitas novas. Depois de me abastecer de comida, abasteci o carro de gasolina e, depois de me ter perdido e quase não conseguir encontrar a casa do meu namorado (o costume!) lá consegui chegar e dediquei-me à doçaria e fazendo um belo salame de chocolate. O dia terminou com um duche revigorante, ouvindo música e cozinhando para o meu amor. Um sábado que me soube muito bem... Se não for companhia para mim mesma, dificilmente serei boa companhia para os outros...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pedrito de Portugal no Haiti

Primeiro que tudo. tenho a dizer que acho muito nobre e louvável a atitude de qualquer pessoa, seja famosa ou não, que deixe tudo e apanhe um avião para ir ajudar quem precisa. Eu também ia, se não tivesse que trabalhar para pagar as contas ao fim do mês, como é óbvio. Agora já começa a irritar a cobertura que a Comunicação Social tem dado ao Pedrito de Portugal por ter ido para o Haiti, como voluntário da AMI. Não sei se é ele que procura as estações de televisão e os jornais ou se é ao contrário. Aqui há dias esteve na SIC, ontem esteve na RTP 1 e hoje vem no 24 Horas. Na minha modesta opinião, tanto protagonismo até diminui um bocadinho a nobreza do gesto dele. Parece que o senhor só dorme 4 horas por noite para ajudar os haitianos. E os outros voluntários dormirão quantas horas? Já agora falem de todos os portugueses que andam por lá e não só dos que são famosos. Tenho dito!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Nunca me esqueças" Lesley Pearse

Como já devem ter reparado "inaugurei" uma nova secção, o Livro de Cabeceira. Para dizer a verdade até já acabei de ler este livro mas tocou-me de modo especial por isso é que continua ali ao lado. Esta é a história de Mary, uma jovem presa e condenada à forca por roubar um chapéu. Nessa altura, em 1786, a justiça inglesa era muito severa. Não era preciso muito para ser condenada à forca. As prisões estavam cada vez mais cheias e a Inglaterra estabelecia as primeiras colónias no território da Austrália. Então seleccionavam alguns presos para serem deportados. Mary inicia uma viagem de coragem e luta pela melhoria das condições sub-humanas a que os presos eram sujeitos nessa longa viagem e mesmo depois na colónia. Uma luta pela sua sobrevivência e pela sobrevivência daqueles que ama. Uma história que tem tanto de chocante como de apaixonante... uma mulher extraordinária!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Turista acidental...

Embora não seja a pessoa mais viajada do mundo, tenho tido a sorte de conhecer já algumas cidades estrangeiras, Londres, Washington, Nova Iorque, Berlim e por aí fora. Já estive em museus nalgumas dessas cidades. Já passeei pelos jardins, pelas ruas mais típicas. E se eu, um dia, andasse por Lisboa como se fosse uma turista? Por quantos museus já passei sem nunca ter entrado?! Quantos parques e jardins há por aí e que eu nunca percorri? E quem diz Lisboa, diz qualquer outra cidade de Portugal. Se eu já andei por cidades a km daqui porque não experimentar a ser turista no meu próprio país?! Quantos já visitaram o Louvre ou o Metropolitan Museum de Nova Iorque e nunca entraram no Museu da Gulbenkian ou no Museu de Arte Antiga? Eu, por acaso, não conheço os primeiros mas já estivenos dois úiltimos. A Fundação Gulbenkian é, mesmo, um dos meus locais favoritos em Lisboa. Um dia gostava de percorrer cada ruela de Lisboa, cada recanto, cada bairro, subir ao Castelo, descer à beira rio tal e qual uma turista... em vez de passar por Lisboa a correr a caminho de uma formação ou daquela loja para as compras de Natal.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Filha roubada

Quase todas as noites acompanho as notícias da RTP. Às vezes vou fazendo zapping mas volto sempre à RTP. Nem sempre vejo os programas ou reportagens que passam a seguir ao Telejornal mas, hoje, o destaque chamou-me a atenção. O título da reportagem era "Filha roubada" no programa Linha da Frente. Achei esta história inacreditável. Os pais desta criança separaram-se e a criança ficou com a mãe. Passados uns meses o pai queixou-se ao tribunal porque o regime de visitas não estava a ser cumprido. Aparentemente, a menina não queria estar com o pai. Chegou-se ao ponto de a GNR ir buscar a menina a casa da mãe e levá-la até ao pai, à força. Os pais tiveram que ser presentes a tribunal, novamente. Foram feitas avaliações psicológicas e, durante as diligências, houve suspeitas de abuso sexual por parte do pai. Este facto não foi investigado. O juiz decretou que a criança fosse entregue a uma instituição alegando que a menina sofria de um sindrome de alienação parental. Basicamente, ele achou que era a mãe que influenciava a criança para que ela não quisesse estar com o pai. Ninguém se preocupou em investigar a veracidade daquilo que a criança dizia acerca do pai, ninguém pensou que retirar a criança ao seu ambiente foi de uma violência terrível. Os adultos não entendem e as crianças sofrem as consequências. A meu ver ninguém pensou nos superiores interesses da criança e não era isso que devia nortear todas estas pessoas, principalmente o juíz?!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Viver é melhor que sonhar

Quando era criança e mesmo adolescente passava a vida a sonhar acordada. Sonhava como seria a minha vida, o que faria, o que alcançaria, até onde chegaria... Hoje, com 35 anos, vejo que pouco do que sonhei se tornou realidade. Sonhos houve que se tornaram pesadelos mas, felizmente, tenho tido momentos mais felizes do que alguma vez ousei sonhar. Aprendi que a vida se constroi vivendo e não sonhando acordado... Embora haja momentos em que gostaria que as coisas fossem mais fáceis e em que pergunto porque é que tem acontecer assim, as pedras no caminho ajudam a apreciar melhor as veredas floridas que vão aparecendo neste percurso que é a vida... E como diria Scarlett em "E tudo o vento levou...": "Afinal, amanhã é um novo dia." E um novo dia é, sempre, uma oportunidade mais de ser feliz...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Peripécias automobilisticas

Já devo ter mencionado que tenho grandes aventuras ao volante. Tenho o hábito de me perder e dar montes de voltas para encontrar o caminho certo. Hoje tive que ir ao Hospital da Cruz Vermelha. Até aí tudo bem, saí na saída correcta do Eixo Norte-Sul, segui as placas, encontrei um lugar para estacionar pertinho da entrada e lá fui à minha vida. O pior foi depois. Não sabia como sair de lá e ir, outra vez, para o Eixo Norte-Sul. Segui o meu instinto e, da primeira vez, dei umas voltas e fui parar outra vez ao Hospital da Cruz Vermelha. Da segunda vez decidi ir por outra rua e lá fui eu alegremente. Também não deu bom resultado, fartei-me de cometer infracções já que não tive outro remédio senão passar em frente do Jardim Zoológico naquela zona que é reservada aos transportes públicos. A sorte foi não encontrar nenhum polícia. E, finalmente, encontrei o caminho para casa...

Alguém percebe como é que o trânsito funciona naquela zona? É que eu não me entendo mesmo com todas aquelas faixas!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Magnitude 7.0

Hoje fomos todos confrontados com as imagens de devastação que o sismo do Haiti provocou. Sempre que vejo imagens deste tipo penso quando será que acontece uma situação semelhante no nosso país. Portugal encontra-se na proximidade da divisão das placas Euro-asiática e Africana. Já sofremos grandes sismos em 1755, 1909, 1969, por exemplo. A zona onde vivo foi muito afectada pelo sismo de 1909 e pensa-se que também houve lá um grande sismo em 1531. O grande terramoto de Lisboa já foi há mais de 250 anos. Naquela zona também já quase não havia actividade sísmica há mais de 200 anos. Dá que pensar...
Outra coisa que dá que pensar é como a internet veio revolucionar a nossa forma de comunicar. Nas últimas horas o Twitter, os blogues e outros instrumentos da internet têm sido uma fonte de informação inesgotável. As pessoas recorrem a estes meios até para localizar amigos e familiares desaparecidos ou incontactáveis. E, enquanto não chegam lá as equipas de reportagem, as imagens que se conseguem ir transmitindo online trazem até nós a verdadeira dimensão da tragédia haitiana, vivida em primeira mão e pelos seus protagonistas. Que Deus (e a comunidade internacional) ajude o Haiti!

Detesto! (II)

Já fui lavar o cabelo. E já me sinto outra!

Também poderá gostar de

Related Posts with Thumbnails