quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Troca velho por novo


Ontem a meio da tarde, quando nada fazia prever, desatou a chover a cântaros. A nossa farmácia tem um suporte de chapéus de chuva bem giro (patrocinado por um analgésico bem conhecido). Tendo em conta que a farmácia foi remodelada, e está bem catita, não dá jeito nenhum que as pessoas entrem com os chapéus a pingar até ao balcão. Até aí tudo muito bem... O que não está nada bem é haver pessoas distraídas que, quando saem, pegam numa bela sombrinha, que não lhes pertence mas que está em melhor estado do que a que traziam, se vá embora alegremente e deixe um chapéu de chuva velho e até com varetas partidas. O burburinho que se gerou quando a legítima proprietária deu pela troca foi um bocadito desagradável. Ainda por cima, hoje em dia, não há necessidade nenhuma disso com tanta gente a vender artigos desses. Ainda no outro dia, quando saí do teatro e estava a chover imenso, apareceram logo três "comerciantes" de rua a tentar vender um chapeuzito a quem saia do Teatro Nacional D. Maria II. Grande oportunidade de negócio...


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Small Blue Thing-Suzanne Vega

My name is Luka já foi há muito tempo atrás... Esta música, meu amor, é para ti....

domingo, 10 de outubro de 2010

Voltou para mim

Já há quase um mês que o meu Sony Ericsson estava avariado. Lá foi ele ao "hospital" dos telemóveis e ontem voltou, finalmente. Ainda não o larguei e só tenho vontade de lhe dar beijinhos. Nunca tive um telemóvel que gostasse tanto. Perdi algumas coisas mas agora é só voltar a gravar algumas coisas e volto a organizar a minha vida com este gadget. Até dá para fazer este post...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tempestade depois do teatro.

Ontem foi noite de ir ao teatro. A peça era "Um eléctrico chamado Desejo" na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II. Não me lembro de ter visto o filme. Gostei da peça, o contraste entre as "maneiras" e as manias de Blanche Dubois (Alexandra Lencastre), do Mississipi, o bairro pobre de New Orleans onde vai visitar a irmã Stella (Lúcia Moniz) e a "brutalidade" de Stanley (Albano Jerónimo). Quando acabou e tentámos sair chovia torrencialmente e o carro ainda estava longe. Vi-me numa situação complicada porque tive a infeliz ideia de calçar uns sapatos que adoro, pretos de veludo e com um salto maravilhoso. Os problemas eram dois, primeiro não conseguia correr até ao carro com aqueles saltos, pelo menos sem escorregar e partir uma perna, e depois, com aquela água toda, ficariam arruinados. O meu amor salvou-me, a mim aos belos sapatinhos, foi buscar o carro debaixo de chuva intensa arriscando uma pneumonia. Um gesto bem bonito. É claro que quando conseguiu chegar ao carro, era possível torcer a camisa. Se viram um homem a conduzir sem camisa, quando era quase uma da manhã, era bem possível que fosse ele. ainda dizem que não há cavalheiros...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As mulheres da República

Hoje a República Portuguesa faz 100 anos. A 5 de Outubro de 1910, Portugal deixou de ser uma monarquia e passa a ter governantes eleitos. O país vivia tempos difíceis e isso abriu caminho aos republicanos. Para além do golpe militar, executado por homens já que eles é eram os militares, havia também umas quantas mulheres que lutaram, a seu modo, pela implantação da República.
Como por exemplo:

Ana de Castro Osório - Considerada a fundadora da literatura infantil em Portugala, intelectual, jornalista, feminista republicana e uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Lutou pelos ideais republicanos e pelos direitos das mulheres, nomeadamente no que diz respeito ao direito à educação. Colaborou com Afonso Costa na criação da Lei do Divórcio.







Carolina Beatriz Ângelo - Médica-Cirurgiã. Em conjunto com Adelaide Cabelo (em baixo), bordou as primeiras bandeiras republicanas utilizadas na Proclamação da República. Carolina foi a primeira mulher portuguesa a votar já que, sendo viúva, era chefe de família e o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".





Adelaide Cabelo - Médica-obstreta e ginecologista, professora e feminista. Lutou contra o flagelo da mortalidade infantil, do alcoolismo feminino e da prostituição. Com Carolina Beatriz Ângelo executou as primeiras bandeiras republicanas e foi uma das fundadoras da Liga das Mulheres Republicanas.







E muitas mais mulheres lutaram, naquela época, pelos seus direitos e pelos seus ideais. E nós, mulheres do século XXI, que gozamos dos direitos mais essenciais, continuamos a ter ideais?! Continuamos a lutar por eles?! Porque nem só de homens se fazem as revoluções...

domingo, 3 de outubro de 2010

Forgotten Bookmarks

Através de um comentário num post descobri o blogue Krasiva.Quando encontro um novo blogue costumo ler alguns dos post publicados. E foi assim que descobri o Forgotten Bookmarks. O autor trabalha com livros antigos e raros e publica os marcadores que vai encontrando nos livros usados que compra. le tem encontrado os marcadores mais curiosos desde fotografias antigas, receitas, postais ilustrados e até um saco de dinheiro (vazio lol) da reserva do Banco Federal. Eu sempre gostei de marcadores de livros mas tenho uma grande tendência para os perder. Às vezes também uso talões de multibanco e coisas afins para saber onde estou a ler. Desde que comecei a viajar mais vou comprando pelos países por onde passo. Actualmente estou a usar um marcador magnético, com uma representação de parte do Guernica, comprado no Centro de Arte Rainha Sofia em Abril.

sábado, 2 de outubro de 2010

Quem mais perde com o corte dos salários...

O deputado do PS Ricardo Gonçalves disse, esta sexta-feira, que os deputados são dos que perdem mais dinheiro com as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo. Valeu-lhe uma vaia ruidosa...

A isto chamo eu "uma boa oportunidade de estar calado" .

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Noite negra!


Já diz o povo que uma desgraça nunca vem só, não bastava o IVA aumentar de 21% para 23% como ainda tivemos que levar com a derrota do Benfica. Agora é comprar, comprar, comprar antes do IVA aumentar em Janeiro. Já falta pouco para trabalharmos só para pagar impostos. A minha dúvida é se as medidas ficam por aqui...
Como diz um dos meus utentes: "Estão mexendo no meu bolso"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"As três vidas", João Tordo

A primeira vez que ouvi falar de João Tordo foi no programa "Ping Pong Top", do canal Q, o canal das oduções Fictícias. João Tordo deu uma entrevista bem divertida a Patrícia Muller e a Hugo Gonçalves falando do novo livro "O Bom Inverno". Como fiquei curiosa fui descobrindo várias coisas, João Tordo é filho do cantor Fernando Tordo, nasceu em 1975 e ganhou o Prémio José Saramago 2009 com este romance "As três vidas", o seu terceiro romance. João Tordo representa uma nova geração de escritores e é, nas suas próprias palavras, "um gajo que conta histórias" (na revista Visão). João Tordo é um excelente e imaginativo contador de histórias. "As três vidas" é um romance repleto de mistérios que se vão desenrolando ao longo de muitos anos, atravessando períodos marcantes da História do século XX e do ínicio do século XXI. A imaginação do autor surpreende-nos a cada página e, quando não conseguimos perceber como ele vai desenrolar o novelo da história, eis que surge uma solução inacreditável. O narrador é um jovem secretário, sem nome, que começa a trabalhar com o misterioso António Augusto Milhouse Pascal. Durante muito tempo não consegue compreender qual é o trabalho que o patrão executa. Sempre presente está Artur, o jardineiro e motorista, quase tão misterioso como Milhouse Pascal. Os clientes, que são ricos, perigosos e loucos vêm e vão. O conhecimento que o jovem trava com os netos de Milhouse Pascal influenciará o seu discernimento e as suas decisões. Uma história que diicilmente se consegue deixar de ler...

"Ainda hoje, sempre que o mundo se apresenta como um espectáculo enfadonho e miserável, sou incapaz de resistir à tentação de relembrar o tempo em que, por força da necessidade, fui obrigado a aprender a difícil arte do funambulismo. Esses anos, que considero terem sido excepcionais - e, ocasionalmente, marcados por acontecimentos funestos -, deixaram-me num estado de melancolia crónica no qual, embora dele tenha procurado escapar, acabo inevitalmente por voltar a cair. (...) Bastará dizer que não recordo um tempo em que a vida tenha sido particularmente feliz, mas que sou incapaz de esquecer cada hora que passei na companhia de António Augusto Milhouse Pascal"

"Se eu fosse um homem diferente, com mais imaginação, talvez pudesse acreditar - e fazer-vos acreditar -que os mistérios que perpassaram esta narrativa irão um dia encontrar a sua resposta: estou convencido, contudo, de que muitas coisas permanecem eternamente veladas e, com o passar do tempo, aprendi a viver com esta resignação"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

'Allo 'Allo




As vezes que eu me ri que nem uma perdida a ver esta série. René era um verdadeiro galã, nenhuma mulher lhe resistia. E a maneira de falar? Inesquecível... "I shall say this only once" era a minha frase preferida. Uma maneira muito peculiar de mostrar a II Guerra Mundial e uma forma resistência muito especial. Hoje ouvi dizer que se vai fazer um filme baseado nesta série fenomenal. Não será fácil fazer o casting para encontrar actores para encarnar estas personagens que nos façam esquecer os actores originais. Veremos...

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