quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pancreatite

Um dia destes há um utente da farmácia que me diz assim: "Tenho que lhe agradecer. Se não fosse a Dra, a minha mulher podia ter morrido." E eu fiquei a olhar para ele sem perceber. Então o que tinha acontecido? A mulher dele tinha ido lá à farmácia num dia de serviço. Contou-me que já tinha ido ao hospital (distrital e público) no dia anterior. A medicação que estava a tomar era adequada para as queixas gástricas que ela apresentava mas não estava a ser eficaz pois ela continuava com cólicas. A sra procurou a farmácia para que lhe dessemos qualquer coisa para as dores. Eu achei que ela já se devia sentir melhor mas parecia estar a piorar mais ainda. Felizmente seguiu a opinião que lhe dei e foi, novamente, ao hospital. Quando chegou ao hospital (desta vez era privado) foi-lhe diagnosticada pancreatite, mais um bocadinho e podia não ter salvação.
Ser farmacêutico não é só vender mas sim analisar cada situação que aparece e é gratificante quando o nosso trabalho é reconhecido. E ainda há quem ache que o farmacêutico é um mero comerciante...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O sorriso da Mona Lisa

Eu devia ser uma das poucas alminhas que nunca tinha visto este filme mas, graças ao Canal Hollywwod, lá colmatei esta falha. Acabei com as lágrimas a quererem saltar dos olhos. Nós, mulheres ocidentais do séc. XXI, nem conseguimos conceber o que seria ser mulher nos Anos 50. Aquelas jovens andavam na faculdade, não para se prepararem para uma profissão, mas sim para "passarem" um tempo enquanto não casam. A professora de Arte, Katherine Watson, chega para abanar as consciências e levar as jovens a pensar. As dificuldades que enfrenta são muitas, a começar pela resistência das próprias alunas mas, no fim, consegue fazer a diferença e ficar no coração das alunas. Muitas mulheres lutaram para que tivessemos os direitos que temos hoje mas será que sabemos aproveitá-los?!

Queremos medicamentos com preço (adenda)

O link para a petição dos medicamentos com preço estava errado. Peço desculpa pelo facto. Já está corrigido. Obrigada, Jorge.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Queremos medicamentos com preço

Estas últimas semanas têm surgido uma série de medidas e de alterações a nível da saúde com intenção de diminuir a despesa com medicamentos. Para além das diminuições de comparticipação de alguns grupos terapêuticos, o preço total dos medicamentos vai sofrer uma descida de 6%. Ao mesmo tempo que vai haver esta descida, o governo decretou que os medicamentos comparticipados deixassem de ter o preço marcado. Ora, em todas as áreas de negócio, o preço marcado é uma obrigação legal para defesa dos consumidores. Qual será a razão obscura para que os medicamentos não tenham preço marcado?! Soa assim a pouca transparência na área dos medicamentos não é?! Para tentar contrariar esta legislação, promoveu-se uma petição a enviar à Assembleia da República.

Eu já assinei...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Surpresa no parque de estacionamento

Hoje, ao chegar do trabalho, fui ao supermercado com o meu namorado. O parque de estacionamento estava relativamente cheio mas lá descobrimos um lugar para deixar o carro. Quando saímos do carro nem queriamos acreditar no que estávamos a ver. Então não é que alguém tinha estado a mudar a fralda a um bébé e tinha deixado a fralda suja e os toalhetes no espaço entre os carros?! Acham normal???!!! Eu não tenho filhos mas nunca me passaria pela cabeça fazer uma coisa dessas. Será assim tão difícil levar os ditos objectos até ao caixote mais próximo? Francamente...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Depois de 2 anos...


Nesta semana, em que tanto se fala de contenção de despesas, a oficina apresenta-me uma factura de mais de 300 € pela revisão do carro. Se isto continua assim ou vendo o carro ou tenho que me deixar ficar em casa. Parece que eu consegui destruir as pastilhas dos travões em 2 anos (e depois de 40 000 km). Eu já sabia que era destravada mas tanto assim...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O mito da água

Então ando eu a tentar convencer os meus utentes dos benefícios e necessidade de beber 1,5/2 litros de água para depois descobrir que é um mito?! Na edição da National Geographic Portugal deste mês vem um pequenino artigo sobre o mito da água. Parece que esta ideia da necessidade de beber esta quantidade de água vem de um estudo feito em 1933 sobre a hidratação dos roedores. Os resultados dessa experiência conduziram à recomendação diária de 2,5 litros de água para compensar a água perdida pela sudação e pelas excreções de um ser humano moderamente activo. Como 20% da água é ingerida através dos alimentos, ainda teriamos de ingerir cerca de 2 litros de água. No entanto, hoje em dia, já não está tão clara a necessidade de ingerir tanta água. Por um lado, obtemos água em todas as bebidas que ingerimos. Por outro lado, quando o corpo precisa de líquidos desencadeia-se a sensação de sede que funciona bem desde que não haja nenhum problema de saúde. Só preciso ter em atenção que os idosos, por exemplo, vão perdendo, progressivamente, a sensação de sede. Obviamente, que se formos fazer exercício físico de modo intenso, então aí sim, deve-se incrementar a ingestão de água.
A ciência é mesmo fantástica. O que é verdade hoje, amanhã já poderá ser mentira. O importante é irmo-nos mantendo actualizados. E beber água quando a sede aparecer...

Uma lufada de ar fresco...

... é a melhor definição para o dia de ontem!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Perturbadoras capacidades da internet

Este fim de semana fiz uma descoberta perturbadora. Ontem, enquanto fazia uma pesquisa na net, deparei-me com um nome igual ao meu no quadro de pessoal de uma superfície comercial. Hoje, só por brincadeira, tentei saber quantas mulheres teriam o nome igual ao meu no facebook. Encontrei mais de 40. Sabia que o meu nome e apelido eram, relativamente, vulgares mas nunca pensei que a combinação também fosse. Quantas mais haverá por aí...

Luso-brasileirices

No tempo dos descobrimentos e das conquistas, cada "potência" impôs-se à sua maneira. Os nossos vizinhos espanhóis dominaram os outros povos pela violência mas os portugueses foram muito mais eficazes, envolveram-se com as nativas e foram colonizando com os seus genes nos filhos que foram fazendo pelo mundo fora. Nos últimos anos temos assistido a uma colonização ao contrário principalmente por brasileiras que têm espalhado os seus genes por cá. Lembrei-me disto,ontem, no supermercado, quando ouvi uma brasileira mulata de coxas grossas dizer: "- É só mais uma coisa, benzinho." O tal "benzinho" passou ao meu lado, era um homem de aspecto simples, cabelo grisalho, na casa dos 55/60 anos, com ar de tudo menos de "benzinho". Provavelmente mais um casamento de 30 e tal anos desfeito. Já a Carmen Miranda cantava: "O que é que a baiana tem?..."

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