domingo, 14 de novembro de 2010

O Luxo e os meus pequenos luxos


"Na verdade sou rico, visto que o meu rendimento é superior às minhas despesas e as minhas despesas são iguais aos meus desejos." Edward Gibbon



O tema central da REVISTAÚNICA, do Jornal Expresso, desta semana é o Luxo. Tendo em conta a altura de crise e contingência orçamental que o país atravessa é um tema curioso para ser tratado numa das mais importantes publicações portuguesas. O luxo é abordado por vários aspectos, as casas mais caras do país, as joias mais valiosas, a história do luxo com a figura incontornável de Cleópatra. E também uma figura mais recente, Coco Chanel, um dos símbolos universais do luxo. Outro símbolo, os Armazéns Harrods, a catedral londrina do consumo luxuoso, onde fazem compras alguns dos mais ricos do mundo principalmente do mundo árabe... enfim uma série de artigos com o luxo, nas suas várias facetas, como personagem principal.


"O que é para si um luxo?" foi a pergunta feita a alguns portugueses, uns conhecidos e outros anónimos. As respostas foram bem interessantes. Para uns luxo é ter tempo, para outros é viver a surfar, poder pagar "direitinho" todas as contas do mês ou ter uma cama para dormir. A pergunta fez-me pensar o que é um luxo para mim... comprar todas as botas e sapatos que me apetecer, por exemplo, ou todos os livros que conseguir ler ou ainda poder fazer todas as viagens que sonhar...cozinhar com os melhores ingredientes... saborear um vinho excelente... lambuzar-me com um bom chocolate... e comprar as melhores e mais indicadas prendas para todas as pessoas que amo, agora que estamos quase no Natal.


E para vocês, o que é um luxo?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"O Bom Inverno", de João Tordo

Este já é o segundo livro que leio do João Tordo. O primeiro foi o "Três Vidas", romance premiado com o Prémio Literário José Saramago. A mim parece-me que foi prematuro atribuir o prémio naquela altura. "O Bom Inverno" é muito melhor do que o "Três Vidas". João Tordo conta histórias fabulosas e verdadeiramente surpreendentes desde às personagens, ao enredo, às soluções que ele arranja quando a história está muito complicada para desenrolar a trama. A história gira em torno de um escritor frustado e hipocondriaco que, depois de participar numa conferência de literatura em Budapeste, viaja até à Itália e envolve-se involuntariamente numa assustadora "história carregada de suspense, em que o amor e a literatura se misturam com sexo, crime e metafísica". João Tordo está a tornar-se um caso sério da literatura portuguesa da actualidade.


Só para abrir o apetite:

"Pusemos o homem dentro do cesto do balão e deixámo-los desaparecer no céu pálido do Lácio. Foi um momento dramático e, se não houvéssemos caído naquele torpor pesado e ruminante que de nós se aporedou, alguém teria erguido um braço para, por entre lágrimas ou sorrisos, acenar um último adeus a Don Metzger. Foram precisos oito braços para tranportar o corpo do carro até à gôndola de verga, junto da qual o sinistro Bosco havia, com a ajuda do fiel Alípio, insuflado de ar frio o envelope de nylon preto, a grande ventoinha ensurdecendo aquele dia tão fúnebre. Acomodámos Don denro da gôndola o melhor que pudemos - tanto quanto era possível acomodar um gigante - e depois, com um gesto de amor que chegou a parecer cruel, Bosco abriu a válvula de propano e acenceu o maçarico, as chamas incendiaram o ar e ergueram a gôndola do chão como se a carregassem na palma de uma mão invisível. Era ainda muito cedo naquela manhã e Donjá partia em direcção ao ininito, onde conjuntos de nuvens em vários tons de cinzento, banhadas por um sol melancólico, avançavam lentamente em direcção à montanha, sobrevoando-a como anjos coléricos que trouxessem o prenúncio de tempos terríveis."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


Segundo o Google, faz 115 anos que é possível ver o corpo humano por dentro... pelo menos no que diz respeito aos ossos. Os raios X foram descritos, pela primeira vez, em 1895 por Wilhelm Conrad Roentgen. O cientista descobriu estes raios X quase por acaso e a primeira radiografia que ele mostrou foi a mão da mulher onde eram visiveis os ossos e até a aliança de casamento. Roentgen chamou-lhe radiação X porque era um tipo de radiação desconhecida. Não sei se ele se chegou a aperceber do alcance da sua descoberta.

domingo, 7 de novembro de 2010

A luta pela sobrevivência








Pescadores e gaivotas enfrentam-se para ver quem leva a melhor. Quer uns quer outras tiram o seu sustento do mar. Esta manhã de domingo, junto ao mar, trouxe-me este espectáculo. Até hoje só tinha visto o peixe na banca da praça ou já no prato. Hoje vi-o chegar do mar...

sábado, 6 de novembro de 2010

Oh, crise que nos assombras

Por mais que eu não queira pensar nisso, a crise é um tema incontornável. Jornais, telejornais, noticiários de rádio não falam de outra coisa que não seja a situação económica do país. Até agora, no meu momento de relax à beira mar, a crise veio ter comigo... No editorial da revista que escolhi para me fazer companhia e que tem as páginas cheias de artigos maravilhosos e carissímos... No grupo da mesa ao lado que escolhe esse tema de conversa... E sempre pairando esse fantasma que nos vai tirando a alegria de gastar mais uns euros...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Stiletto no "Pés que tocam lugares"


Os pézinhos da Stiletto (embora esteja de sandálias baixas) passearam-se pela Ópera de Viena e agora pousaram aqui.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Insónia

O meu ritmo de sono anda completamente variado. Já me tinha acontecido acordar de madrugada e ter muita dificuldade em voltar adormecer. A noite passada voltou a acontecer. Possivelmente, os serviços nocturnos podem ser um dos motivos para a insónia. Esta noite vou experimentar uns adevisos que actuam no ponto de acupressão que actua na insónia. Vamos ver se resulta. Não estou nada habituada a dormir mal, é um problema que tenho muito raramente mesmo nas piores alturas da minha vida.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Halloween ou Pão por Deus


Ontem à noite, os miúdos aqui da zona andaram por aqui a pregar sustos. Não sei se ganharam alguns doces ou se só pregaram sustos. Tocaram à campainha mas como não estava preparada não abri a porta, nem eu nem ninguém aqui do prédio. Ainda andaram muito tempo pela rua a rir, a gritar e a correr. Esta manhã, quando passeava à beira-mar, alguns miúdos pediam Pão por Deus. Fico quase sem perceber qual é a tradição mais enraizada nas nossas crianças. O cinema e as séries norte-americanas e mesmo a escola acabam por mostrar mais o Halloween, a noite das bruxas, que se festeja na noite de 31 de Outubro em que as crianças se vestem de modo assustador para tentarem ganhar guloseimas ou pregarem sustos quando os doces não aparecem. O Pão por Deus consistia nas crianças andarem de porta em porta no dia 1 de Novembro pediam o tal Pão por Deus mas, antigamente, recebiam-se principakmente frutos secos porque as guloseimas não abundavam. Eu nunca fiz nm uma coisa nem outro, era o meu pai que me comprava as guloseimas. Lembro-me de comer aqueles rebuçados brancos embrulhados em papel vermelho, as Bolas de Neve... Outros tempos...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pancreatite

Um dia destes há um utente da farmácia que me diz assim: "Tenho que lhe agradecer. Se não fosse a Dra, a minha mulher podia ter morrido." E eu fiquei a olhar para ele sem perceber. Então o que tinha acontecido? A mulher dele tinha ido lá à farmácia num dia de serviço. Contou-me que já tinha ido ao hospital (distrital e público) no dia anterior. A medicação que estava a tomar era adequada para as queixas gástricas que ela apresentava mas não estava a ser eficaz pois ela continuava com cólicas. A sra procurou a farmácia para que lhe dessemos qualquer coisa para as dores. Eu achei que ela já se devia sentir melhor mas parecia estar a piorar mais ainda. Felizmente seguiu a opinião que lhe dei e foi, novamente, ao hospital. Quando chegou ao hospital (desta vez era privado) foi-lhe diagnosticada pancreatite, mais um bocadinho e podia não ter salvação.
Ser farmacêutico não é só vender mas sim analisar cada situação que aparece e é gratificante quando o nosso trabalho é reconhecido. E ainda há quem ache que o farmacêutico é um mero comerciante...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O sorriso da Mona Lisa

Eu devia ser uma das poucas alminhas que nunca tinha visto este filme mas, graças ao Canal Hollywwod, lá colmatei esta falha. Acabei com as lágrimas a quererem saltar dos olhos. Nós, mulheres ocidentais do séc. XXI, nem conseguimos conceber o que seria ser mulher nos Anos 50. Aquelas jovens andavam na faculdade, não para se prepararem para uma profissão, mas sim para "passarem" um tempo enquanto não casam. A professora de Arte, Katherine Watson, chega para abanar as consciências e levar as jovens a pensar. As dificuldades que enfrenta são muitas, a começar pela resistência das próprias alunas mas, no fim, consegue fazer a diferença e ficar no coração das alunas. Muitas mulheres lutaram para que tivessemos os direitos que temos hoje mas será que sabemos aproveitá-los?!

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