O país tem sido "sacudido" por uma série de protestos. Nos últimos dias, os camionistas voltaram a protestar, à semelhança do que se passou em 2008. Felizmente, há pouco chegou a notícia de que as associações dos empresários de camionagem tinham chegado a acordo com o Governo. Mais uma vez as pessoas correram a encher os depósitos dos automóveis ajudando a esgotar mais depressa o combustível das bombas de abastecimento. Vá lá que não houve tempo para esvaziar as prateleiras dos supermercados. Estas atitudes de pânico são incompreensíveis para mim já que, normalmente, não entro nestas histerias.
Ainda sobre os protestos, ou as greves, há um conceito que, para mim, é também incompreensível que é o conceito de piquete de greve. O piquete de greve é constituído por um grupo de pessoas, em protesto, que tem por finalidade impedir de trabalhar aqueles que não querem fazer greve ou então tentam convencer os renitentes a aderirem à greve. Não me parece bem. Se vivermos em liberdade nos dá o direito, entre outras coisas, à greve, essa mesma liberdade também implica que ninguém é obrigado a fazer greve. Permitido não quer dizer obrigatório. Acho um disparate, neste caso em concreto, o bloqueio das estradas, o apedrejamento e o insulto aos camionistas que não aderiram a esta paralização. Como diz a frase: "A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro".

