quinta-feira, 29 de setembro de 2011

E agora? Aonde é que isto vai parar?




Direcção da Associação Nacional de Farmácias demite-se contra baixa de preços



Sim, podem dizer que este homem é polémico, podem dizer que tem muito poder, podem achar que as farmácias são um lobby e que têm muito lucro. Isso é o querem que a opinião pública pense como se as farmácias fossem o bode expiatório do enorme buraco financeiro que deve haver no Ministério da Saúde.
De todos os estudos de satisfação sobre a saúde, as farmácias sempre foram o sector com que os utentes se mostraram mais satisfeitos. Estas medidas vão diminuir a qualidade do serviço, vão diminuir a quantidade de farmácias disponíveis ou então as que apresentarem mais dificuldades vão acabar por ser compradas por multinacionais. E não podemos esquecer que há muitos postos de trabalho em risco incluindo o meu.

domingo, 25 de setembro de 2011

A Blue Eyes teve a gentileza de me dedicar esta "história" e agora achei por bem partilhá-la convosco...


Quatro mães católicas estão tomando um chá.

A primeira mãe, querendo impressionar as outras diz:

- Meu filho é padre.
Quando ele entra em qualquer lugar todos se levantam e
dizem: "Boa tarde, Padre!"

A segunda mãe não fica para trás e comenta:

- Pois meu filho é bispo.
Quando ele entra em uma sala, com aquela roupa, todos param o que estão fazendo e dizem: "Sua bênção, Bispo!"

A terceira mãe, calmamente, acrescenta:

- Pois o meu é cardeal.
Quando entra em uma sala todos se levantam, beijam o seu anel e dizem: "Sua bênção, Eminência!"

A quarta mãe permanece quieta...
Então, a mãe do cardeal, só para provocar, pergunta:
- E o seu filho, não é religioso?

- Meu filho tem 1,90 m, tem olhos verdes, bronzeado e pratica musculação. Quando entra numa sala, todo mundo olha e diz:
AI MEU DEUS!!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Meia Noite em Paris




Acabei de chegar do cinema e venho com o coração a palpitar por Paris. O último filme de Woody Allen é, absolutamente, fenomenal. Romântico, sonhador, imaginativo... Allen transporta-nos para Paris e deixa-me com imensa vontade de pisar aquelas pontes, passear pelos boulevards, olhar para as luzes de Paris. Só não conseguirei cruzar-me com todos os génios da pintura e da literatura que Gil Pender encontrou.
A banda sonora é linda. Todo o filme é uma obra de arte que só Woody Allen seria capaz de executar.
Esta história é tão Woody Allen que até o ar perdido e alucinado da personagem principal nos faz lembrar este realizador fantástico.
Uma verdadeira declaração de amor à cidade luz...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tiques governamentais

Os nossos actuais governantes têm alguns tiques linguísticos. Devem ser nervos que o caso também não é para menos. Se não reparem:
- O primeiro-ministro começou quase todas as respostas à entrevista de hoje na RTP com a expressão: "Deixe-me dizer-lhe uma coisa"

E não podemos esquecer o frequente comentário do ministro das finanças nas várias vezes em que tem sido questionado: "Ainda bem que me faz essa pergunta.

Se eu fosse jornalista começava a ficar fartinha de dizerem sempre a mesma coisa.

Brigada da caixinha




Este fim de semana li um artigo bem interessante, na revista Notícias Magazine sobre o hábito que os portugueses vão adquirindo de levar o almoço de casa para o emprego. Nalguns sectores quem leva o almocinho de casa até pode ser olhado de lado mas eu concordo com a ideia que é passada no artigo, levar o alomoço de casa é um sinal de inteligência.


Eu, quando comecei a trabalhar, também ia sempre ao restaurante. Graças a esse hábito tenho hoje mais 12 kg do que tinha quando saí da faculdade não só pela comida mas principalmente pelas sobremesas altamente calóricas.


A pouco e pouco começámos a ir equipando a farmácia com mais condições para almoçar lá. Ao mesmo tempo comecei a notar que, na maior parte das tardes, ficava maldisposta porque fazia muito mal a digestão. Então fui-me habituando a levar comida de casa. Não quer dizer que leve todos os dias, uma vez por outra ainda como fora mas vou tentando. São muitas as vantagens, é mais saudável, mais económico e mais rápido. Hoje, por exemplo, o almoço foi uma salada de rúcula, tomate, queijo fresco e croutons o que também é fácil de conseguir porque há um supermercado na rua do meu emprego.


Só não acho bem que se coma na secretária. O melhor é ter um espaço onde se possa descontrair, não se pensar em trabalho e aproveitar o tempo, que não se esteve no restaurante à espera de ser servido, a dar um pequeno passeio, ler, fazer compras, por exemplo. E agora vou-me deitar que amanhã tenho que me levantar mais cedo para preparar a minha "marmita".




Imagem retirada daqui

sábado, 17 de setembro de 2011

Sérgio Godinho no Olga Cadaval




A noite passada fui até Sintra o que já de si é um destino adorável. E fui até lá exactamente para assistir ao concerto de lançamento de "Mútuo Consentimento", o novo disco de Sérgio Godinho. Há já 40 anos que ele escreve canções/poemas maravilhosos. A sua história cruza-se com a História recente de Portugal. A maioria das suas canções são interventivas, pretendem chamar a atenção para o que está mal no país e na sociedade. Ultimamente deve-se ter sentido muito inspirado.
A sala dava a impressão de estar esgotada e, ao olhar para a assistência, cruzavam-se cabelos grisalhos, trintões e rostos imberbes. Em suma, um cantor intemporal.
Uma noite muito bem passada.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma semana com altos e baixos

Na 2a feira soube que a espada da lei que tenho tido sobre a cabeça se afastou um bom bocado e já não está à beira de me cortar mais uns euros(uma dívida anterior ao divórcio e que o "falecido" devia ter pago) e amanhã vou ao concerto do Sérgio Godinho a Sintra. Estes são os momentos altos.
Agora vou a caminho de uma consulta de dermatologia para mostrar os imensos sinais que têm aparecido nos últimos anos. Estou muito preocupada. O melanoma é um tipo de cancro assustador. Nem quero pensar. Tenho tantos cuidados, gasto litros de protector solar. Vamos ver se, até ao fim do dia, a consulta se transforma num bom momento ou num ainda pior.

Resultado da consulta (publicado 2h depois da referida): os sinais são perfeitamente normais, posso continuar a apanhar sol mas com cuidado, obviamente. Devia mudar o título do post para "semana de momentos altos"

domingo, 11 de setembro de 2011

Ainda sobre o 11 de Setembro

Há uma coisa que não mudou nos últimos 10 anos, o José Rodrigues dos Santos ainda não sabe pronunciar Ground Zero.

Há 10 atrás

Esta semana tem-se vindo a lembrar os acontecimentos que mudaram o mundo há 10 anos. Quem viveu esse dia dificilmente esquecerá as imagens que a televisão trouxe até nós. E cada um terá a memória do que sentiu naqueles momentos.

Eu trabalhava no mesmo sítio onde ainda trabalho hoje. Estava lá desde 1999. Nos primeiros anos ia sempre almoçar fora com a minha colega (a patroazinha) ao mesmo sítio. Nesse dia lá fomos, como habitual. Sentámo-nos numa mesa relativamente perto da televisão e reparámos que toda a gente tinha os olhos postos no ecrã. Alguém nos disse que um avião tinha chocado com uma das Torres Gémeas. Eu e a minha colega começámos a especular sobre o que tinha acontecido. Ela dizia que era um acidente e eu dizia que achava muito estranho como é que era possível chocar com um prédio daqueles. Eis quando vemos, em directo, o segundo avião chocar com a outra Torre. A possibilidade de atentado era cada vez mais óbvia. Foi, ao mesmo tempo, assustador e inacreditável. O mundo apercebeu-se que os Estados Unidos da América não eram assim tão poderosos e invencíveis como pareciam. Havia brechas e eram bem grandes. Ninguém consegue imaginar o que sentiram aquelas pessoas que iam nos aviões ou as que estavam nos edifícios e viram os aviões a aproximarem-se. Aperceberam-se, com certeza, que era o fim.

Ao longo do dia fomos acompanhando as notícias, os relatos que chegavam sobre as pessoas que se atiravam dos prédios, os festejos nos países árabes, nem sei o que era mais chocante. O mundo nunca mais foi o mesmo, perdeu-se tranquilidade, ingenuidade, sossego. Depois de acabar a Guerra Fria, da queda do Muro de Berlim, da abertura dos países de Leste ao Ocidente, o mundo parecia caminhar para um tempo onde a violência deixaria de ter lugar e onde poderíamos ser cada vez mais felizes mas afinal o mundo é cada vez mais assustador. 11 de Setembro passou a ser uma data arrepiante.
E, para além das vidas que se perderam, das famílias desfeitas, do sofrimento dos feridos, será que alguém avaliou a influência destes acontecimentos na crise económica que os países ocidentais vivem hoje?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O dito pelo não dito no Ministério da Saúde

Ora vinha eu preparada para protestar sobre as medidas noticiadas ontem na área da saúde e agora parece que o caso ainda está a ser estudado. Segundo o que o Ministério anunciou, só depois de analisarem os relatórios técnicos é que vão decidir.
Antigamente a justificação para os medicamentos deixarem de ser comparticipados era não haver grande vantagem terapêutica na sua toma. Este argumento também teria o seu quê de duvidoso. Se não tinha interesse então deixava de ser comercializado não é?
Agora vamos ver a que conclusão chegam.
Quem não puder comprar a pílula pode sempre voltar as métodos mais antigos como o calendário, por exemplo. Ou já agora porque não incentivar à abstinência? Um método muito mais saudável!

Também poderá gostar de

Related Posts with Thumbnails