quarta-feira, 9 de outubro de 2013

25 anos de ausência



Há 25 anos atrás, vivi a pior noite da minha vida; a noite em que te foste, pai, num impiedoso acidente de viação. Se fechar os olhos ainda consigo reviver aquele instante em que percebi que não ias voltar para casa... nunca mais. Eu tinha, apenas, 14 anos - tinha tanto para viver - e fizeste-me tanta falta. Apesar de ausente, estiveste comigo em todos os momentos (bons ou maus) porque continuaste a fazer parte de mim. Dou por mim a imaginar como seria a minha vida se tu não tivesses morrido -nem tivemos tempo para os conflitos de gerações típicos da adolescência - questiono-me se faria as mesmas escolhas se tu estivesses aqui ou se tu influenciarias as minhas decisões, mesmo que sem intenção. Como teria sido a minha vida se não me tivesses deixado orfã ( um título terrível) tão cedo?!
Ainda hoje sinto falta do teu colo e do teu abraço. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Orgulho em ser farmacêutica


Hoje  assinala-se, em Portugal, o dia do farmacêutico. 26 de Setembro é o dia dos santos gémeos, Cosme e Damião, considerados os padroeiros da Medicina e da Farmácia - a Ordem dos Farmacêuticos adoptou-o como Dia do Farmacêutico desde 1989. Uma profissão nem sempre valorizada mas importantíssima no âmbito dos cuidados de saúde prestados à população. Mesmo quando o reconhecimento do nosso papel pelas entidades competentes e pelos outros intervenientes na saúde é quase nulo, há um reconhecimento que vale todo o nosso trabalho, dedicação e esforço; é o reconhecimento dos nossos utentes. Em suma, é difícil mas gratificante. E estes 14 anos que já levo de profissão levam-me a acreditar que valeu a pena chegar aqui.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Promoções vantajosas

Fruto desta época de crise e de austeridade, as promoções tornaram-se uma moda. Eu não tenho tempo para andar com todos os cupões promocionais de supermercado em supermercado para fazer as compras mas dou alguma atenção a este assunto - até porque os tempos que vivemos assim o exigem. E ontem fiz, mesmo, uma grande compra: detergente líquido para a máquina de 55 doses tem o preço habitual de 15,29 €; estava marcado com um "super preço" de 7,99 €; eu tinha um cupão de desconto em cartão de 25% o que deu mais 2 € de desconto; ou seja, no fim o referido detergente ficou por 5,99 €, uma poupança de 9,30 €. Eu acho que assim, em produtos não deterioráveis, vale a pena aproveitar uma promoção mesmo que não seja um produto necessário no imediato. 
Por vezes, as promoções não passam de estratégias de marketing e é preciso olho vivo para detectar essas "armadilhas" das grandes superficies. Na semana passada, um dos gigantes do consumo alimentar anunciava uma promoção de bananas da Madeira (este é só um exemplo). Eu não comprei mas o A. resolveu adquirir porque o preço compensava. O interessante do caso é que as bananas da Madeira estavam, praticamente, ao mesmo preço em todos outros supermercados, mesmo não estando em promoção. Curioso...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Imagens do Outono que se insinua











O Outono é, sem dúvida nenhuma, a estação do ano que tem as cores mais fotogénicas. A vinha do pai do A. tornou-se, para mim, um dos mais belos cenários para fotografar nesta altura do ano.

sábado, 21 de setembro de 2013

Emoção em família

Estes dois últimos fins de semana foram muito emotivos. Fui a dois encontros de família do meu lado paterno organizado por primos do meu pai. Infelizmente, o meu pai já não está cá para poder participar e eu também não costumo ir; no entanto, este ano faz 25 anos que ele nos deixou e eu achei que lhe devia esta homenagem. Mal conheço a maioria destas pessoas mas foi com eles que o meu pai brincou, cresceu e se fez homem - naquele tempo, o conceito de família era mais alargado do que hoje. As famílias eram grandes, as pessoas tinham muito filhos e os primos são mais que muitos:


Árvore geneológica da família T. (as folhas verdes são os filhos dos primos e os frutos vermelhos, os netos)


Arrepiei-me por cada vez que algum dos presentes me reconheceu pela parecença com o meu pai. Imagino que, também, não deve ser sido fácil para os primos do meu pai: olhar para mim e ver o meu pai através do meu sorriso. Apesar de tudo, valeu a pena. Afinal foi daqui que eu vim...


O ramo do meu avó




Os meus bisavós




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O mostro de olhos verdes

Se há sentimento que me aborrece é a inveja.  Diz a Wikipédia que "inveja é  , é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)." Nunca sofri desta doença e não consigo perceber as pessoas que sofrem deste mal... se tudo não passasse de um sentimento que a pessoa guardasse para si ainda se tolerava; contudo, a inveja também conduz à intriga e aí é que tudo se complica.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Inadmissível



Esta decisão do Tribunal Constitucional faz com que os portugueses desconfiem cada vez quer dos políticos quer dos juizes: uns porque já constroem as leis dando azo a interpretações dúbias: os outros porque, realmente, as interpretam como interessa aos tais políticos; ou seja, parece uma pescadinha de rabo na boca. Não admira que a abstenção seja cada vez maior.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O vício dos programas de culinária



Um das coisas que mais gosto de ver, na televisão, são os programas de culinária. Só têm um problema... fico com uma fome! Será que só me acontece a mim?!



Regresso




Hoje foi dia de voltar ao trabalho, de contar as peripécias e partilhar as histórias das férias com as colegas.
Ao fim de 2 semanas, voltei a usar relógio.Deixar de usar relógio, quando estou de férias, tem o efeito psicológico de me sentir mesmo em férias.
O que é certo é que ainda só passou um dia e eu já estou cansada. No entanto, é preciso encarar o novo dia com cara alegre; eu sou uma sortuda porque, para além de ter um emprego (caso raro nos dias que correm), faço aquilo que gosto. E há tanta gente que não pode dizer o mesmo.

sábado, 31 de agosto de 2013

Na crista da onda

Depois de passar o último dia útil das férias lá por casa, hoje é dia de aproveitar ao máximo. Ainda não são 10 h e já estou na praia quase há 1 hora; além disso já estou toda molhada, cabelo incluído, o que é coisa rara. O que eu mais gosto de fazer na praia é ficar deitada a ler; no entanto, o A.  insistiu para que eu fosse experimentar deitar-me em cima da prancha... a contragosto, cheia de medo, lá fui. A princípio, correu muito mal. A primeira vez que tentei bati logo com os joelhos na prancha. Lá fomos insistindo mas acabava, invariavelmente, por escorregar. Finalmente consegui ficar um bocadinho deitada (virada para a praia para não dar pelas ondas) e até gostei da sensação. De repente aparece uma onda maior e eu lá fui na crista da onda. Acabei debaixo de água, engoli um "pirolito" e fiquei cheia de tosse mas diverti-me à brava. Qualquer dia experimento outra vez. Agora vou ver se o A.  consegue apanhar umas ondas. Visto daqui, da toalha, parece tão mais fácil.

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