quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Estar sozinho




Aqui há dias recebi um daqueles emails com um anexo em powerpoint. Muitas vezes esses emails são todos iguais, dizem todos mais ou menos o mesmo, não trazem nada de novo à minha vida mas desta vez foi diferente. Era uma reflexão sobre "estar sozinho" e li palavras que traduziam, exactamente, aquilo que eu tenho pensado nos últimos 15 meses:



"Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal."



"Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um."



"A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa."



"As boas relações afetivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém."




E é isto mesmo que eu tenho feito, tenho tentado descobrir a minha força interior, tenho tentado encontrar a harmonia e a paz de espírito. Agora só falta encontrar o outro, tão inteiro como eu e amar desta maneira, sem dominações, nem dependências nem concessões exageradas, enfim amar de maneira saudável...

domingo, 27 de janeiro de 2008

Perfume: The story of a murderer

Este é apenas um "cheirinho" do filme que vi esta noite, "O perfume". Depois de muito ouvir falar sobre esta história, decidi ver. Apesar de ser "A história de um assassino" é um filme de extraordinária beleza. Quase que dá para sentir os aromas. Quase que me sinto a passear nos campos de jasmim da Provença. Grenouille é um homem obcecado pelos aromas qu sente e que não consegue preservar, os aromas, as essências das diferentes mulheres que se cruzam consigo.Aprende,da pior maneira possível, que não se pode apropriar da verdadeira essência do outro sem o destruir. Para além da beleza da fotografia do filme, para além do horror dos assassinios, uma história bela que nos faz pensar...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Finalmente... uma boa desculpa para comer chocolate


"Há alguns anos, psicanalistas de Nova Iorque investigaram um grupo de mulheres "viciadas no amor" e descobriram que os seus cérebros apresentavam níveis elevados de feniletilamina*. Quando o sentimento do amor diminuia, a produção de feniletilamina baixava. Descobriram assim que o chocolate contém substâncias químicas relacionadas com o sentimento amoroso: comer chocolate pode provocar sensações semelhantes ao enamoramento!" in Paixão pelo chocolate, Adriana Ortemberg, Círculo de Leitores, 2007



Eu sempre achei que tinha que haver uma justificação!!!!!!




*Feniletilamina é uma substância fitoquímica pertencente ao grupo das endorfinas (moléculas que produzem sensação de bem estar). A feniletilamina tem efeitos estimulantes no cérebro, de acordo com estudos efectuados sobre a depressão, o que levou a sugerir que possui uma actividade reguladora do estado de espírito.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008


Tem piada como pequenos pormenores, numa conversa banal, têm o condão de nos fazer acreditar em sonhos que julgávamos desfeitos.

domingo, 13 de janeiro de 2008


Na embalagem dizia que a montagem demorava 15 minutos. Eu demorei mais um bocadinho mas consegui... foi a minha primeira aventura do bricolage! Agora só falta chegar a minha maravilhosa televisão LCD e vou passar muito mais tempo em frente ao ecran da televisão e abandonar a internet!!!!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Strauss Festival Orchestra


Se há excelentes maneiras de começar esta foi uma delas. Coliseu dos Recreios, audiência vestida a rigor para assistir ao Concerto de Ano Novo pela Festival Strauss Orchestra. Parecia que estavamos em Viena de Austria. As valsas, as polcas e as marchas transportaram-me para o mundo dos sonhos e imaginei-me nos salões de Viena a dançar com o Imperador Francisco José, como se fosse a inesquecível Imperatriz Sissi. Às vezes penso que nasci fora de época. Só é pena não saber dançar a valsa...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Assim foi a minha passagem de ano, calma e pacata, na companhia da pessoa mais importante da minha vida!


Adoro-te, mãe!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Ano Novo, Vida Nova?!

Desde sempre me lembro de gostar muito desta época do ano. O balanço que se faz do ano que passou e a esperança que se coloca no novo ano que começa. O meu ano fui tudo menos calmo e pacato. Neste ano de 2007 consolidaram-se as mudanças que se iniciaram no final de 2006. Foi o ano do corte com o passado, com o amor obsessivo do passado, foi ano em que aprendi a gostar de mim e a respeitar-me a mim própria, foi o ano em que aprendi a viver sozinha comigo própria e a aprendi a apreciar a minha própria companhia. Neste ano voltei-me para o que é verdadeiramente importante, a família e os amigos. Quando tudo desaba a família e os amigos verdadeiros permanecem para nos ajudar a manter de pé. Este foi, apesar de tudo, um ano bom e feliz porque estou viva e, continuo, a amar a vida, com tudo o que ela me dá, com todas as minhas forças. Foi o ano em cresci e, hoje, sou uma pessoa muito mais rica do que era há um ano atrás porque o que não nos derruba só nos torna mais fortes. Daqui para a frente coloco a minha esperança neste ano que começa, que seja mais um ano de crescimento, que seja mais um ano em que eu consiga descobrir os raios de sol mesmo no meio do céu nebuloso. Dentro de mim nascem desejos secretos para o ano de 2008 mas ficam só para mim.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A minha vida, neste momento, está muito diferente daquilo que eu sonhei que seria nesta altura. Os meus sonhos sempre foram muito singelos. Sonhei com um amor arrebatador mas duradouro, sonhei ter filhos, vê-los crescer e, um dia, envelhecer de mãos dadas com esse amor arrebatador. Sonhei, enfim, com uma família feliz. Hoje, a minha vida está completamente afastada desses planos ingénuos. Sou infeliz? Não. Deixei de sonhar? Não. Sinto-me sozinha? Devo confessar que, às vezes, me sinto só. Sinto que voltei a ser a adolescente sonhadora que fui e isso preocupa-me. Se viver muito nas nuvens vou deixar a vida real passar ao lado. Quanto maior for o castelo que o meu sonho construir maior será a queda quando descobrir que a realidade não é bem igual ao sonho. Gostava de viver a vida de um modo sereno, aguardando pacientemente o que o futuro me reserva mas tenho pressa de conhecer esse futuro. O que estará para além da curva do tempo? O que se esconde atrás dessas portas fechadas? Para onde a vida me leva?

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