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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dádiva falhada

Esta última semana tenho andado muito ocupada e com muito que contar. No sábado passado parti para uma escapadela de 5 dias entre o País Basco e os Pirinéus franceses mas esse relato fica para outra ocasião.
Ontem passei a minha hora de almoço de maneira especial, útil e em prol do próximo. Já há muito que tinha a ideia de ser dadora de sangue e de medula óssea. Como até sou um bocadinho acomodada, arranjava sempre a desculpa de não ter tempo para me deslocar ao Instituto Nacional de Sangue mas desta vez não tive desculpa porque a recolha foi muito perto do meu local de trabalho. 
O primeiro passo é o preenchimento de um questionário exaustivo que visa uma primeira avaliação do estado de saúde do potencial dador ao que se segue uma consulta médica. Eu sempre pensei que não poderia dar sangue porque os meus  valores de hemoglobina são baixos, habitualmente. No entanto, desta vez enganei-me, o valor estava até muito bom e permitia a recolha. Fiquei muito contente. Infelizmente, a recolha é que não correu assim muito bem. As enfermeiras tiveram muita dificuldade em encontrar um vaso adequado mesmo picando os dois braços. Não vou dizer que é indolor mas é um desconforto perfeitamente tolerável. Assim só foi possível recolher sangue para a inscrição como dadora de medula o que já fez com que o esforço valesse a pena. A recolha de sangue ficou adiada para o Verão para ver se é possível aproveitar a vasodilatação provocada pelo calor. 
Apesar de a minha experiência não ter corrido como eu desejava, não deixem e se dirigir a um local onde esteja a decorrer uma recolha porque o lugar comum "um pequeno gesto pode salvar vidas" é mesmo verdade. No site do Instituto Nacional do Sangue é possível consultar os locais onde se fazem recolhas em cadaht distrito. Quem sabe a recolha até pode ser ao lado das vossas casas.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Fosse este um blogue popular

E eu largava a farmácia e tornava-me blogger a tempo inteiro. Não li a notícia completa do Expresso mas este resumo já dá para ter uma ideia do dinheiro que é possível ganhar com os blogues. Não se trata propriamente de um conceito novo. As marcas sempre se associaram a pessoas que consideravam opinion makers, a novidade é que a plataforma agora é outra. Já não se escreve só nos jornais e nas revistas. A internet  e as variadíssimas redes sociais que foram surgindo permitiram alargar o número de pessoas que se pode alcançar. Este "fenómeno" é, apenas, uma nova forma de marketing. Até nem acho mal que as empresas paguem a quem escreve sobre os seus produtos já que não deixa de ser uma forma de os publicitarem. Desde que as pessoas não disfarcem uma "boa opinião" paga com uma máscara de isenção para que, quem leia não fique com uma ideia errada. Não faço ideia se os blogues mencionados no artigo escrevem sobre todos os produtos que lhes aparecem ou se seleccionam apenas os produtos que tenham gostado mesmo. Se for assim não tenho nada contra. Só tenho pena de não ser, também, uma blogger famosa. Dava um jeitão, uns trocos extras para compensar o "enorme" aumento de impostos.
E, já agora, das poucas vezes que escrevi sobre produtos cosméticos ou qualquer outro tipo de produto, foi mesmo por ter gostado muito do produto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não digo que vá ser uma delinquente mas...

Ontem assisti a uma cena no supermercado que me deixou perplexa. Eu estava na fila da caixa e na caixa ao lado estava um casal com uma filha com 5/6 anos. A miúda parecia muito irrequieta e estava a "pedinchar" que lhe comprassem um pacote de pastilhas elásticas. A mãe lá lhe dizia que não podia ser, que tinha muitos doces em casa e outras coisas que tais. A miúda não se calava. Quando as compras dos pais já estavam a passar pela registadora, a miúda não é de sarilhos, enfia o pacote de pastilhas no bolso da mãe. A mãe apercebe-se e lá tira o pacote de pastilhas do bolso e passa-o ao marido para o pôr no sítio. Não ouvi nenhuma chamada de atenção à miúda nem uma explicação de como aquela acção era errada. Só ouvi a mãe dizer ao pai: "- Jà viste o que ela fez?"
Será que uma criança desta idade não sabe ainda que é errado fazer uma coisa daqueles? A partir de quando é que as crianças devem ser ensinadas a respeitarem os bens alheios?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Homens, não deixem passar esta oportunidade

Um multimilionário de Hong Kong tem uma bela filha, sonha com netos sentados no colo mas a filha, afinal, é lésbica e até mantém uma relação com outra mulher há vários anos. O que é que o pai faz? Conforma-se?! Nada disso. Põe um anúncio oferecendo 50 milhões de euros ao homem que conseguir seduzir (e converter) a sua querida filha. Convenhamos que ele ainda lhe dá a benesse de ser ela a escolher o candidato de entre as ofertas que apareçam. Haverá atitude mais preconceituosa e machista? A filha tem 33 anos, já deve ser capaz de saber o que é que quer da vida. Será que ela não tem o direito com quem quer partilhar a vida, independentemente de concordarmos ou não?
O senhor diz que o candidato só precisa de ser generoso e ter bom coração. Mas que ingenuidade... Ainda por cima, o tal milionário é um conhecido playboy tendo tido relações com centenas de mulheres embora nunca tenha casado. Ou seja, ele pôde conduzir a sua vida como bem entendeu mas a filha não tem o mesmo direito.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Momento revista cor de rosa



Agora que acabou o Campeonato Europeu de Futebol, são as férias dos futebolistas que virão notícia. E, obviamente, Cristiano Ronaldo é a principal atracção, não só das revistas cor-de-rosa, mas também do Telejornal da RTP. Então parece que o menino bonito da nossa Selecção anda por Saint Tropez a bordo de um iate com a namorada, o filho e toda a restante família (tem que ser um grande iate que os familiares são muitos.)
retirada daqui

Não percebo por que isto é notícia. É que aqui a Stiletto também já andou por lá e não foi capa de revista. Não percebo porquê...

domingo, 24 de junho de 2012

Devia era ter ido à praia

Eu não sou nada de ir atrás das promoções com que as redes de supermercados da nossa praça nos têm bombardeado, ultimamente. Aliás, só aproveitei a promoção do peixe no Pingo Doce porque foi prolongada sem obrigatoriedade de comprar outros artigos e porque a confusão já tinha passado.
Surpreendentemente hoje fui, de livre e espontânea  vontade pressão, à promoção anunciada pelo Continente, desconto de 50% em cartão do valor da carne adquirida. Embora me apetecesse mais ir à praia lá me convenci a passar a manhã no supermercado. O cenário que encontrei era digno de uma análise sociológica dos portugueses. Quando cheguei pouco passava das 9 e já não havia espaço para circular em frente ao talho. A dada altura fiquei completamente encurralada entre carrinhos e separada do A.. Quando me consegui soltar e tentei chegar à parte da carne embalada para ir buscar bifes de perú comecei a ver pessoas que carregavam caixas e caixas de carne embalada e ouvi a seguinte conversa: "Vê lá não deixes o carrinho abandonado. Eu larguei o meu e quando voltei tinham-me tirado os bifes de perú todos. Fui agora buscar mais."
Acham normal? Tirar coisas dos carrinhos de compras das outras pessoas?!
E quando cheguei às caixas de pagamento, verifiquei que só estavam 3 a funcionar. Ora assim é que se faz dinheiro. Leva-se as pessoas a comprar desalmadamente e depois têm-se poucas pessoas a trabalhar para poupar nos "parcos" ordenados dos trabalhadores. Para além do inflacionamento dos preços de outros artigos como nos aconteceu com o resto das compras.
Bom, mas agora temos o congelador cheio de carne e o cartão do Continente com mais uns euros. Para lá ir gastar outra vez e o ciclo vai-se repetindo...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um estranho perfume

Todas as manhãs, Fernando Alves vai-nos trazendo "Sinais" deste estranho mundo em que vivemos. Aqui há dias não pude deixar de me emocionar com Um estranho perfume - TSF. Fernando Alves falou dos tempos difíceis que vivemos contando a história de um bairro igual a tantos outros que conhecemos. A realidade dos pequenos negócios de uma vida que vão desaparecendo devido à crise e à austeridade. As pequenas lojas a que sempre nos habituámos, que acompanharam o nosso crescimento vão desaparecendo. Como ele diz "o rosto do bairro, na periferia da cidade, começou a mudar." O espaço que nos rodeia vai sofrendo alterações que nos entristecem e nos surpreendem. 
Este texto é tristemente belo e verdadeiro. A frase final é sublime:

"A meio da rua há um enorme plátano. Com a proximidade do verão, as noites trazem uma aragem de tílias. Mas o discreto adeus da mais famosa florista deste lugar antigo parece ter espalhado pela rua, pelo bairro todo, um intenso perfume de crisântemos"


Será que um dia seremos capazes de fazer dissipar este perfume dos crisântemos?!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mais uma promoção

Sou só eu que acho que esta história de o Pingo Doce estar constantemente a inventar novas promoções já começa a ser exagerado?! A campanha do peixe já não correu bem uma vez que tiveram de a prolongar para escoar o peixe. Hoje começou uma nova campanha, 50% de desconto em produtos nacionais mas comprando 25 € de outros produtos. Será que a campanha de hoje deu algum resultado? Os portugueses ainda têm espaço na despensa?! E dinheiro na carteira?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pingo Doce, Continente, Jumbo e afins: Amanhã não contem comigo

Amanhã é dia 1º de Maio. Felizmente a farmácia não está de serviço então vou ter direito ao dia do trabalhador. As empresas de distribuição alimentar resolveram estar a funcionar com inúmeras justificações como a situação de crise, o facto de as lojas da concorrência estarem abertas e por aí fora. Não estou de acordo e amanhã não conto entrar em nenhum desses sítios.
A moça que me trata da casa também queria vir trabalhar amanhã. Por mais que adore chegar a uma casa limpinha, cheirosa e encontrar a roupa passada, não quis que ela viesse. 
Eu tenho um grande respeito pelo Dia do Trabalhador e pelas pessoas que lutaram pelos direitos dos trabalhadores. Por isso, para mim, o 1º de Maio é "sagrado".

sábado, 21 de abril de 2012

Será isto a verdadeira liberdade?

A poucos dias de mais um aniversário da Revolução dos Cravos, úm dos seus obreiros, Otelo Saraiva de Carvalho, é mais uma vez notícia. Na verdade, durante estes 38 anos, nunca andou muito tempo longe das bocas do mundo. Em certa altura por motivos bem tristes, como a sua ligação aos actos de terrorismo das FP-25.
Desta vez é notícia por uma história que até parece anedota. Na sua biografia, que será lançada precisamente no dia 25 de Abril, logo no ínicio pode-se ler "Sente-se bem em família. Tanto, que tem duas. Casou cedo, com uma colega de liceu. Mais tarde, na prisão, teve outro amor. Não foi capaz de abandonar a primeira mulher, nem a segunda. (...) Otelo assume as suas duas mulheres. Aparece em público com elas, não mente a nenhuma, trata-as por igual. Também nisso é organizado. De segunda a quinta vive numa casa; sexta, sábado e domingo passa-os na outra"


Parece que são todos felizes assim. Bom, para mim não servia mas enfim se as envolvidas concordam é lá com elas. Se ele pensar em trocar os dias é que é capaz de correr mal. Sabe-se lá se elas não arranjam outra companhia nos outros dias da semana em que ele vai para a outra casa?! Os direitos são iguais, ou não?!
Há uma frase que eu gosto muito de utilizar "a minha liberdade termina, onde começa a liberdade do outro". E está tudo dito.
Este homem não cessa de se ridicularizar. Não podemos esquecer que, há bem pouco tempo, ele ameaçava com um novo golpe militar se fossem ultrapassados certos limites. Mas alguma vez, os militares de hoje, estão para se meter nestas confusões?!
Obviamente que o título da Visão não está correcto. Não se trata de uma verdadeira bigamia já que ele só casou com a primeira. É assim uma espécie de bigamia moral.
Se calhar também foi para isto que se fez a Revolução...

Podem acompanhar esta notícia e os comentários resultantes aqui

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sexta-feira



Felizmente esta música não se enquadra na minha vida mas como é o espelho de parte da nossa sociedade (e ainda faltam 2 minutos para deixar de ser sexta-feira) e esta música é muito alegre, aqui fica para animar o vosso fim-de-semana.

domingo, 4 de março de 2012

Domingo espiritual

Para compensar a música que vos ofereci ontem, o post de hoje é mais espiritual. É uma oração já antiga mas extremamente actual neste mundo tumultuoso em que vivemos. Para além disso é também uma pista para descobrirem aonde é a minha próxima viagem. Bom domingo


Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;



Onde houver ódio, que eu leve o amor;


Onde houver discórdia, que eu leve a união;


Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;


Onde houver erros, que eu leve a verdade;


Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;


Onde houver desespero, que eu leve a esperança;


Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;


Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,


que ser consolado;


Compreender, que ser compreendido;


Amar, que ser amado;


Pois é dando que se recebe;


É perdoando, que se é perdoado;


E é morrendo que se vive para a vida eterna.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Maria Adelaide de Bragança, na morte como na vida

A notícia da morte, na passada sexta-feira, da centenária Infanta Maria Adelaide de Bragança passou, praticamente, despercebida. Tão discreta foi ao morrer como discreta foi a sua vida. Eu confesso que também nunca tinha ouvido falar dela. Aqui há tempos vi, na montra de uma livraria da Costa de Caparica, a sua biografia escrita por Raquel Ochoa que tem o sugestivo título de "A Infanta Rebelde". Chamou-me a atenção por haver a indicação de que se tratava de uma centenária que vivia ali mesmo, na zona da Costa de Caparica. Na altura nem pesquisei de quem se tratava mas ontem vi este post de Helena Sacadura Cabral e, finalmente, foi tentar perceber quem foi esta mulher.
 Maria Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança nasceu em França, a 31 de Janeiro de 1912 e era neta do Rei D. Miguel, o Absolutista. O seu pai foi o único filho de D. Miguel. A 2ª Guerra Miundial apanhou em Viena, Áustria. Durante a guerra trabalhou como enfermeira e assistente social onde conheceu o seu futuro marido, Nicolas van Uden, um jovem estudante de Medicina. As suas actividades, nessa altura, incluiam a ajuda aos feridos dos bombardeamentos e envolveu-se na resistência austriaca tendo chegado a ser presa pela Gestapo por duas vezes escapando aos fuzilamentos por pouco. Em 1949 veio viver para Portugal, estabelecendo-se na zona da Costa de Caparica onde também se dedicou ao trabalho social nas zonas mais pobres da Margem Sul nomeadamente na Trafaria e no Monte de Caparica. Tudo isto ela fez na mais completa discrição. «Ela [Maria Adelaide] percebeu que através da discrição não era notada nem perseguida, além de, por educação, não gostar de fazer alarde do que faz. Há zero de gabarolice nesta família, o que é a antítese da sociedade em que vivemos», disse a sua biográfa ao Sol.
O seu marido Nicolaas van Uden foi o fundador do Instituto Gulbenkian da Ciência.
Maria Adelaide de Bragança foi condecorada, pelo Presidente da República, no dia em que completou 100 anos com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito Civil.
Será possível ainda surgirem, hoje, portugueses e portuguesas com esta determinação e coragem?!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Second love


Já há tempos que queria falar aqui deste assunto. Sempre que utilizo a A1 lá está o outdoor a fazer publicidade a este site, Second Love. Nas próprias palavras que se lêem no site é  "uma plataforma virtual online de relacionamentos para homens e mulheres à procura de um caso ou de uma aventura emocionante.". O texto que acompanha a imagem publicitária que encontro nas minhas viagens é "porque flertar não é só para solteiros"". Ou seja, basicamente, é um site de encontros específico para casados, ou comprometidos, que queriam ter um caso extra-conjugal. Há pessoas casadas que, conscientemente, têm vontade de ter um caso e já não precisam de o fazer no local de trabalho ou no círculo de amigos, já podem encontrar um parceiro de tropelias num site de encontros.
A mim parece-me ridículo e deplorável. Acho a traição abominável mas haverá situações que podem ter atenuantes. O casamento já não vai bem e conhece-se alguém com quem se sente um click e deixa-se que as coisas aconteçam, por exemplo. Agora ir à procura de alguém num site de encontros elaborado para esse efeito já me parece demais. Já existe quase há um ano. Logo no primeiro mês de funcionamento do site português, contou com 30 mil inscrições. Há muitos portugueses insatisfeitos com as suas relações. Não consigo perceber porque não tentam resolver os problemas com o seu (sua) companheiro(a) ou então, em vez de viverem uma mentira, porque não são sinceros e acabam com uma relação insatisfatória.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dadores de sangue em protesto

Fazer algo em prol dos outros sem esperar receber nada em troca é uma das melhores caraterísticas do ser humano. A doação de sangue inclui-se, obviamente, nesta categoria. Eu nunca doei sangue. Já pensei nisso mas como tenho sempre um nível de hemoglobina muito baixo, e esse factor costuma ser limitativo para a doação, nunca cheguei a tentar doar. A meu ver, quem faz doação regularmente tem um valor inquestionável. Daí a minha desilusão ser grande quando ouço uma notícia como esta. Afinal parece que alguns dadores não são assim tão benévolos se deixam de fazer recolhas de sangue por passarem a pagar taxas moderadoras. Uma atitude muito feia, digo eu. Os bombeiros voluntários também eram isentos de taxas moderadoras e agora também deixaram de ser. E não ficaram nada satisfeitos. ´
Devo ser muito ingénua porque o voluntariado era ajudar desinteressadamente mas com estes 2 exemplos, nem sei o que pensar.

SEGUIR EM FRENTE

Ontem, a seguir ao telejornal, transmitiram esta reportagem RTP - ESPECIAL INFORMAÇÃO: SEGUIR EM FRENTE. Uma lição de vida que nos é dada por João Silva, o fotógrafo português que perdeu as pernas ao pisar uma mina no Afeganistão. Um homem que, apesar do muito que perdeu, não desistiu de viver a vida intensamente. Tantas vezes nos desesperamos com problemas bem menos importantes.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A caminho dos ParaOlimpicos

No último domingo, Marcelo Rebelo de Sousa falou de um evento que aconteceu ontem. Tratou-se de uma gala de angariação de fundos para os atletas hípicos paraolimpicos ao Jogos Paraolimpicos de 2012. O que me chamou à atenção foi a referência a uma jovem campeã de dressage, Sara Duarte. Esta jovem é um exemplo para todas as pessoas portadoras de deficiência. Para além de contar com alguns títulos no seu curriculo desportivo:

- Medalha de ouro no Internacional de Madrid
- Título de Heptacampeã de Portugal
- Taça de Portugal
- 1º lugar na Taça Ibérica 2010

Sara é também licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia de Lisboa, a mesma onde eu estudei.
A jovem é portadora de paralisia cerebral e 72% de incapacidade física, iniciou-se na equitação aos 7 anos e nunca mais parou de evoluir. Foi por indicação médica, para desenvolver a nível físico, que Sara Duarte se iniciou na prática deste desporto. A hipoterapia traz muitos benefícios aos portadores de deficiência. Um caso de sucesso que prova que nem tudo é mau em Portugal.




sábado, 29 de outubro de 2011

A poção da felicidade (pelo menos por um dia)




Ultimamente tem sido difícil encontrar temas de post que justifiquem o nome deste blogue. No entanto, esta quinta-feira ouvi uma reportagem na TSF de que vale mesmo a pena falar aqui.

A reportagem chamava-se "Poção Mágica" e é enternecedora. As doenças graves não escolhem idades e, infelizmente, atingem muitas crianças. Esta reportagem fala de algumas associações que se dedicam a realizar os sonhos e desejos destas crianças iluminando os seus rostos com um sorriso. Ser princesa por um dia, conhecer um futebolista famoso, ir à Disneylândia ou ser visitado pelos Doutores Palhaços, tudo é possível. Pelo menos, por um dia, podem esquecer o sofrimento e pensarem que ainda é possível serem muito felizes...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Para onde vamos?

Dois dos blogues que eu sigo falaram, ontem, dos tumultos em Inglaterra.
A Rita F. está em Londres e vive a situação no terreno e faz um relato impressionante do que sente, do que se passa e apresenta algumas explicações para justificarem o que se está a passar. Diz ela: "sempre tentei que o medo nunca definisse as minhas decisões" mas é impossível não sentir algum medo quando nos rodeiam tumultos irracionais não é verdade?! A Rita termina dizendo, precisamente:"Mas não gostei de ter medo"
Não consigo imaginar o que se sente em Inglaterra qualquer que seja o lado da barricada em que se encontrem. Também senti algum receio (mas numa situação muito menos grave) durante o protesto dos camionistas que ia parando o país. Como uma das zonas em que eles estavam parados é uma das estradas onde tenho que passar para ir trabalhar, estava sempre a pensar qual era o dia em que me iriam impedir de ir trabalhar.
Quem também postou sobre este assunto foi o Espuma dos Dias. Ele apresenta um relato, obviamente, baseado naquilo que temos visto nas notícias e dá a sua opinião sem entrar em grandes polémicas. O que me impressiona são alguns dos comentários totalmente descabidos que algumas pessoas são capazes de fazer mesmo aqui neste país de brandos costumes como por exemplo:


" mandar los para a prisao e expulsar do pais os que nao sao ingleses. Muitos destes sao imigrantes que usam e abusam do pais. Correr com eles para a nigeria e para a india. Ver se eles fazem a mesma merda no pais deles. nao fazem porque no pais deles nao sao brandos como os europeus,cortam lhes logo um mao. EH CORRER COM ELES.!!!"

ou

"so tenho pena é de não atacarem e queimarem o parlamento e as bombas de gasolina, isso sim éra bem feito. o barril do petroleo está mais baixo que nunca, e os politicos precisam de levar todos nos cornos para começarem a trabalhar."


Ainda hoje, lá na farmácia, um utente dizia, a propósito de alguns roubos ou tentativas quem têm acontecido por lá, que deviam todoa votar na extrema-direita ou fazer como o norueguês que era a única maneira de resolver.

Pergunto eu, que sociedade é esta que queremos construir? Que valores transmitimos aos mais novos?Para onde nos leva este modelo de sociedade em que os objectos têm mais valor do que as pessoas?

sábado, 2 de julho de 2011

E o resto é paisagem





A TSF Rádio Notícias tem um programa que se chama "Fim da Rua" o qual gosto muito de ouvir. Os repórteres vão, ao fim da rua, ou melhor a pequenas vilas, aldeias ou a zonas mais típicas das cidades e entrevistam os comuns mortais que lá vivem.


Ora ontem, como estava a comemorar os 20 anos de emissões da TSF Porto, andaram pelas ruas do Porto. Com grande surpresa minha ouvi o seguinte comentário "No Porto trabalha-se, em Coimbra estuda-se, em Braga reza-se e em Lisboa gasta-se". Nem quero pensar o que ele pensa do resto do país mas esta caracterização até tem uma certa piada. E é mais uma justificação para a eterna rivalidade, a malta do Porto acha que trabalha para os lisboetas gastarem. Estará longe da verdade?!Obviamente que quem falava era um tripeiro típico.

Imagem retirada daqui

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