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sábado, 21 de junho de 2014

Tudo tem um fim



Este blogue já ultrapassou aos 1000 posts. No próximo mês, o blogue faz 7 anos. Nas relações amorosas fala-se muito da crise dos 7 anos. Pelo que tem acontecido por aqui também me parece que eu e o blogue temos vivido a crise dos 7 anos. Não me tenho dedicado muito ao blogue. De vez em quando tenho feito algumas tentativas mas sinto-as como quando há uma relação que já acabou há muito tempo mas vamos fazendo tentativas para remediar as coisas. E, chega um dia, em que percebemos que já não há remédio. 
Este blogue foi muito importante para mim e, graças à sua existência, a minha vida mudou e melhorou muito nestes últimos anos. Por isso mesmo, a 2 semanas de completar 40 anos, já não reconheço aquela mulher que começou a escrever neste espaço. Continuo a acreditar no mote que serve de título "É possível ser feliz..." mas apetece começar de novo noutro lugar. Este blogue acaba aqui mas não vou apagá-lo. Quero voltar aqui para recordar os bons e os maus momentos destes 7 anos. 
Até um dia...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tempo de esperança

Gosto da Primavera, gosto do som dos pássaros, gosto dos descampados transformados em campos de vermelhas papoilas, gosto da temperatura amena. Gosto do cheiro da Primavera que é diferente do cheiro de qualquer outra estação. Gosto da natureza que desperta, pelas folhas e flores que reaparecem quando, ainda há poucos meses, estava morta. Este tempo faz-me sentir, também eu, renovada, optimista e com esperança num futuro luminoso.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

De volta à normalidade

Hoje foi dia de voltar ao trabalho o que quer dizer que estou quase recuperada da minha cirurgia. Até não desgostei de estar em casa. Foram mesmo dias de relax total. Custou-me um bocadinho entrar no ritmo. Andei todo o dia cheia de sono. Vamos lá a ver se amanhã já corre melhor.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

No Inverno...

... há poucas coisas mais agradáveis do que acordar e poder ficar na cama a ouvir chover. Adoro.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

"Verão Quente" em Fevereiro

Isto de estar de molho tem as suas vantagens. Ontem li este livro inteirinho. Acho que isso não me acontecia desde a adolescência. A verdade é que não é nenhuma obra-prima mas dá para entreter. Deste autor destaco, para ler mais devagar, "Enquanto Salazar dormia..." e  "Quando Lisboa tremeu".

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Primeira experiência de internamento

Acabei de voltar a casa depois de 1 estadia de 2 dias no hospital para uma pequena cirurgia. Nada de grave. Foi uma estreia, nunca tinha sido operada nem tinha estado internada. Estive num hospital privado graças ao seguro de saúde da entidade patronal. Todos os funcionários foram muito atenciosos desde a cirugiã (que eu já conhecia porque foi a médica que me tem acompanhado), anestesista passando por todos os enfermeiros, auxiliares e pessoal da limpeza. Tudo fizeram para que a estadia fosse agradável mas hospital é sempre hospital. Acordar da anestesia foi horrível porque tive naúseas e vómitos durante 24 horas. Isso fez com estivesse mais de 36 horas sem me poder alimentar (só soro, alguns 4 litros ) o que é quase intolerável para uma pessoa que gosta tanto de comer como eu. Quando isso foi ultrapassado, e pude fazer uma refeição, constatei que comida de hospital não é melhor por ser no privado. Comida de hospital é comida de hospital em todo o lado. Bom, o pior já passou, agora estou em casa durante mais 1 semana e meia para recuperação. Ah, tenho uma bonita sutura diz a enfermeira. Como se uma sutura podesse, alguma vez, ser bonita.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Stiletto tricotadeira

No ano passado, entre muitas outras coisas, desenvolvi um novo hobbie que, ainda por cima, me deixa pouco tempo para os outros hobbies como a leitura ou o postcrossing. Foi já no fim do ano de 2013 que descobri como o tricot pode ser relaxante. Até já li algures que é antidepressivo. Já no Inverno de 2012/2013 que as minhas colegas de trabalho se tinham dedicado ao tricot mas eu passava o tempo a brincar com elas dizendo "Lá vem o clube do tricot, outra vez". No entanto. aqui há meses, apeteceu-me experimentar. As minhas noções de tricot são muito rudimentares e já têm muito tempo. Cheguei a ter uma camisola começada durante uns 20 anos. Agora bastaram umas pequenas explicações, e uns vídeos da net, para me lançar no tricot. Aqui fica uma imagem minha usando o meu primeiro projecto. Nunca seria possível realizá-lo sem as minhas colegas, I. e A.. A I. é a especialista em tricot lá do estaminé e foi responsável pelas explicações e pelas costuras. A A. deu-me uma grande ajuda na realização do pompom. São umas queridas.


Já me lancei noutro modelo, um cachecol para o A.. Vamos ver como fica. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ohhhh, que preguiça

Estou aqui indecisa. Não sei bem o que me apetece atacar primeiro. Sugestões?


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A primeira realização culinária do ano



E assim termina o primeiro dia das minhas mini-mini-férias de inverno. Sou obrigada a reconhecer que foi um dia da mais completa preguiça. Tirando dois curtos passeios, passei a maior parte do dia a navegar na internet e a acompanhar o meu namorido no seu vício de ver séries na internet. O momento mais produtivo do dia foi quando resolvi fazer panquecas para o pequeno-almoço. Estavam bem boas, tão boas que se comeram tão depressa que nem tive tempo de tirar fotos e tive que ilustrar este post com uma imagem mais antiga. Na verdade, as de hoje ficaram mais feias.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano novo, vida nova... para o blogue


Se eu fosse pessoa de fazer resoluções de ano novo, uma delas seria dar um novo fôlego ao blogue. No ano passado não andei muito blogosférica e tenho pena. O blogue foi primordial para mim, para a pessoa que sou hoje e para tudo o que vivi nos últimos sete anos. Em 2013 o meu entusiasmo com o blogue foi diminuindo progressivamente tendo publicado apenas 90 posts, praticamente metade das publicações de 2012. A vida diária, com todas as preocupações e dramas, a famosa conjectura nacional e internacional deram-me cada vez menos motivos para acreditar que "é possível ser feliz..."; daí ter escrito cada vez menos, achei que o título do blogue já não fazia muito sentido. Mas o tempo presente não é para tristezas. Há um novo ano, com 12 meses e 365 dias completamente vazios para encher de vida e de momentos felizes. Vou procurar encontrar, em cada instante, dar um novo sentido a esta frase que serviu de mote para ir construindo este blogue. Não sei se conseguirei mas prometo tentar!

sábado, 21 de setembro de 2013

Emoção em família

Estes dois últimos fins de semana foram muito emotivos. Fui a dois encontros de família do meu lado paterno organizado por primos do meu pai. Infelizmente, o meu pai já não está cá para poder participar e eu também não costumo ir; no entanto, este ano faz 25 anos que ele nos deixou e eu achei que lhe devia esta homenagem. Mal conheço a maioria destas pessoas mas foi com eles que o meu pai brincou, cresceu e se fez homem - naquele tempo, o conceito de família era mais alargado do que hoje. As famílias eram grandes, as pessoas tinham muito filhos e os primos são mais que muitos:


Árvore geneológica da família T. (as folhas verdes são os filhos dos primos e os frutos vermelhos, os netos)


Arrepiei-me por cada vez que algum dos presentes me reconheceu pela parecença com o meu pai. Imagino que, também, não deve ser sido fácil para os primos do meu pai: olhar para mim e ver o meu pai através do meu sorriso. Apesar de tudo, valeu a pena. Afinal foi daqui que eu vim...


O ramo do meu avó




Os meus bisavós




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O mostro de olhos verdes

Se há sentimento que me aborrece é a inveja.  Diz a Wikipédia que "inveja é  , é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)." Nunca sofri desta doença e não consigo perceber as pessoas que sofrem deste mal... se tudo não passasse de um sentimento que a pessoa guardasse para si ainda se tolerava; contudo, a inveja também conduz à intriga e aí é que tudo se complica.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Regresso




Hoje foi dia de voltar ao trabalho, de contar as peripécias e partilhar as histórias das férias com as colegas.
Ao fim de 2 semanas, voltei a usar relógio.Deixar de usar relógio, quando estou de férias, tem o efeito psicológico de me sentir mesmo em férias.
O que é certo é que ainda só passou um dia e eu já estou cansada. No entanto, é preciso encarar o novo dia com cara alegre; eu sou uma sortuda porque, para além de ter um emprego (caso raro nos dias que correm), faço aquilo que gosto. E há tanta gente que não pode dizer o mesmo.

sábado, 31 de agosto de 2013

Na crista da onda

Depois de passar o último dia útil das férias lá por casa, hoje é dia de aproveitar ao máximo. Ainda não são 10 h e já estou na praia quase há 1 hora; além disso já estou toda molhada, cabelo incluído, o que é coisa rara. O que eu mais gosto de fazer na praia é ficar deitada a ler; no entanto, o A.  insistiu para que eu fosse experimentar deitar-me em cima da prancha... a contragosto, cheia de medo, lá fui. A princípio, correu muito mal. A primeira vez que tentei bati logo com os joelhos na prancha. Lá fomos insistindo mas acabava, invariavelmente, por escorregar. Finalmente consegui ficar um bocadinho deitada (virada para a praia para não dar pelas ondas) e até gostei da sensação. De repente aparece uma onda maior e eu lá fui na crista da onda. Acabei debaixo de água, engoli um "pirolito" e fiquei cheia de tosse mas diverti-me à brava. Qualquer dia experimento outra vez. Agora vou ver se o A.  consegue apanhar umas ondas. Visto daqui, da toalha, parece tão mais fácil.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Último da de férias



E eu feita... fada do lar. O que só tem a vantagem de 2ª feira já estar habituada a fazer qualquer coisa.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Motivação

Gosto de dias grandes. Gosto de chegar a casa e ainda estar sol. Gosto de acordar com os raios de sol a entrar pela janela. Gosto de sair de casa sem casaco. O calor até me pode tirar as forças durante o dia mas os fins de tarde prolongados dão-me ânimo e energia. Ou melhor dizendo, o sol dá-me um novo ânimo.
Ou será que ainda são reflexos do evento motivacional a que assisti no último fim-de-semana? Nunca tinha assistido a nenum sessão deste tipo mas valeu a pena. O orador  foi o Zezo Carvalho. Aqui fica um exemplo de uma sessão do Zezo:

sábado, 1 de junho de 2013

Regresso das comidinhas de Verão

Diz-se por aí que o Verão vai ser mais ameno do que é habitual. O que convenhamos é muito aborrecido. O melhor é aproveitar os poucos dias de calor que vão aparecendo. E foi isso que eu pensei quando pensava no almoço de ontem. Resolvi começar a fazer uma refeição fresca. Vamos chamar-lhe salada mediterrânica porque se trata de uma adaptação da salada grega. Tendo em conta que me faltavam alguns ingredientes essenciais tive que tratar de adaptar a receita. Soube-me muito bem mas no fim senti-me uma bocadinho desconsolada, afinal ainda não está assim tanto calor. De qualquer modo partilho aqui a imagem e a receita para quem quiser experimentar:

Salada Mediterrânica para 1 pessoa (comilona)

Ingredientes:

2 ou 3 folhas de alface (não se utiliza na salada grega)
1 tomate pequeno (usei tomate em rama porque é mais saboroso)
1/4 pepino
1/4 pimento verde
1/4 pimento vermelho
10/12 azeitonas descaroçadas cortadas às rodelas
1 queijo fresco (ou queijo feta grego)
cebola branca (na salada grega utiliza-se cebola roxa)
azeite, vinagre, sal e oregãos q-b-

Cortar tudo em cubos, misturar, temperar a gosto e saborear.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Entre tintas, rolos e pincéis

A minha casa, hoje, parece o "Querido, mudei a casa". Resolvi pintar a minha sala sozinha. Sozinha mais ou menos. A mãe andou por cá a dar ideias e a servir de encarregada da obra porque eu sou completamente inexperiente.
O namorido também deu uma ajudinha principalmente a nível das refeições. Até tenho achado divertido. Ainda falta fazer imenso e já estou extenuada. Se correr bem, qualquer dia ataco outra divisão.

domingo, 19 de maio de 2013

Conselho para os próximos fins de semana

Evitar, a todo o custo, hipermercados ao domingo de manhã especialmente se houver qualquer tipo de promoção na peixaria. Cheguei pelas 10 horas e só saí de lá 2 horas depois, grande parte do tempo perdido à espera do dito peixinho. Os portugueses andam doidos com as promoções.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Filhos da Madrugada

Portugal comemora, mais uma vez, a Revolução de 25 de Abril. Sinto-me sempre emocionada neste dia porque me lembro de como era um dia importante para o meu pai. Em miúda acompanhei-o sempre no desfile que se fazia na minha terra.

Imagino a excitação que ele deve ter sentido na manhã desse dia 25 de Abril de 1974 quando foi impedido de ir trabalhar porque, para chegar ao local de trabalho, teria de passar por uma das estradas por onde passavam as colunas militares. A excitação pelo fim iminente da ditadura, pela esperança na liberdade. Uma alegria incontida pela mudança que se adivinhava naquelas horas. Uma alegria como só alguém nascido e criado no Alentejo daquele tempo podia sentir.

Imagino o medo que a minha mãe deve ter sentido, por si e pelo bébé que trazia no ventre, eu. Ela conta-me que durante esse dia foi muitas vezes à janela para tentar ver ou ouvir alguma coisa.

Imagino a euforia dos dias que se seguiram. Contaram-me que o meu pai foi muito activo no recenseamento das pessoas lá da rua. Durante anos habituei-me a ver o meu pai nas mesas de voto e a sair algumas noites para as reuniões da Assembleia de Freguesia.

O que os meus pais viveram e me transmitiram faz-me acreditar que o espírito de Abril ainda não está morto. Por tudo o que me ensinaram ao longo dos anos é que eu continuo a fazer questão de cumprir o meu dever e direito de voto. Por piores que seja a nossa classe política, não nos devemos demitir de intervir nem que seja pelo boletim de voto. Para que continuemos a viver no país livre e democrático que os nossos pais e avós sonharam.

A responsabilidade é nossa, nós que somos os filhos dessa madrugada.

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