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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fraudes e mais fraudes

Ora ando eu, há mais de 14 anos, a batalhar, todos os dias, para dar uma boa imagem da minha profissão para depois me deparar com manchetes destas:




De vez em quando, lá vem uma notícia sobre fraudes na área dos medicamentos. Na maioria dos casos, a maneira como a comunicação social divulga estas notícias pode lançar suspeição sobre todos os profissionais. Naturalmente que há profissionais sérios e menos sérios em todas as profissões mas, quando nos toca directamente, doí um bocadinho. E, para além disso, há pessoas que se assustam com estas situações e deixam de confiar nas farmácias e nos seus profissionais. Isso não é bom porque a farmácia é o último contacto que os doentes têm com um profissional de saúde e é importante que se confie em todos os profissionais de saúde, sejam médicos, enfermeiros ou farmacêuticos. Esta história levou a que uma utente da farmácia onde trabalho a ligar para lá preocupada com a vacina que tinha tomado. Esta senhora perguntava se não teria tomado uma dessas vacinas "falsificadas" porque até já tinha estado muito doente apesar de ter sido vacinada. Não é admissível que as pessoas sejam levadas a pensar uma coisa destas. O que me deixa mais triste é que, muitas vezes, são os próprios farmacêuticos a cair nestas situações e contribuir para denegrir a imagem de toda uma classe profissional.

domingo, 26 de maio de 2013

A comida também é uma moda

Ultimamente, a comida está mesmo na moda. Nos vários canais de televisão há inúmeros programas de culinária chegando mesmo a haver concursos como o MasterChef (sou fã da versão australiana). Aliás os Chefes tornaram-se verdadeiras estrelas como se pode ver pela notoriedade atingida por cá por José Avillez ou Henrique Sá Pessoa entre outros. Não só têm os seus próprios programas de culinária como também fazem anúncios publicitários. Na blogosfera também se encontram uma série de blogues onde as pessoas partilham as suas experiências como por exemplo o blogue As minhas Receitas o qual já levou a que a sua autora, Joana Roque, publicasse 2 livros de culinária e participasse em programas de televisão.
A paixão pela comida e pela sua confecção leva a que hoje em dia, ser cozinheiro, ou melhor, ser Chef de cozinha já seja uma profissão desejada pelos miúdos o que não acontecia há uns anos atrás.
Nos países do sul da Europa, o acto de comer não se limita a uma necessidade fisiológica mas é, sem dúvida, um acto social. Quantos negócios se resolvem à volta de uma mesa de refeição? Quantas datas festivas familiares (casamentos, baptizados, Natal, aniversários) se comemoram em refeições que duram horas e horas? Em que não sabemos bem quando acaba o almoço e começa o jantar?
Obviamente que aquilo que comemos e como comemos têm uma importância fundamental no nosso estado de saúde. Em Portugal, a Diabetes Mellitus já atinge mais de 1 milhão de portugueses e estima-se que haja 40% de casos por diagnosticar. Esta semana até se realizou em Lisboa, um Fórum Internacional subordinado a este tema. Sabe-se também que as alterações que os nossos hábitos alimentares sofreram nos últimos anos conduziram a um aumento das doenças cardiovasculares como a hipercolesterolémia, a hipertensão e os consequentes enfartes do miócardio ou acidentes vasculares cerebrais.
 Como tal reveste-se de particular importância a candidatura a Património Imaterial da Humanidade pela Unesco da chamada Dieta Mediterrânica por Portugal, Chipre, Argélia e Croácia que se juntam a outras candidaturas já existente desde 2010 de Grécia, Espanha, Itália e Marrocos. Nos últimos dias têm-se ouvido falar muito desta dieta o que é importante para chamar a atenção para uma maneira de nos alimentarmos bem mais saudável.

terça-feira, 12 de março de 2013

Livros ou ansióliticos

Esta manhã recebi, como todos os meses, a revista LER. Como tive pouco tempo só conseguir ler o editorial escrito pelo novo director da revista, Francisco José Viegas (pois, esse mesmo). Então diz ele que o SNS inglês criou um programa designado por "Books on Prescription", ou seja, os médicos ingleses vão poder passar a prescrever livros para ajudar a tratar problemas de saúde como por exemplo distúrbios do sono, fobia social, stress ou compulsão alimentar. Os livros possíveis poderão ser os típicos livros de auto-ajuda mas também "O Diário da Bridget Jones".
Não tenho nada contra esta medida já que adoro livros. Se este medida fosse aplicada em Portugal só espero que os livros fossem vendidos na farmácia e já agora com uma margem melhor que a margem actual dos medicamentos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

A alimentação em 2013

Digo em minha defesa que não simpatizo particularmente com a Direcção Geral de Saúde (DGS) muito por culpa de uma sessão a que assisti há uns anos, na altura da Gripe das Aves. Nessa noite, o seu director-geral Francisco George foi uma nulidade como responsável por informar profissionais de saúde sobre o que fazer perante a hipótese de uma epidemia de Gripe das Aves.
Isto tudo para dar a mão à palmatória para dizer a DGS até pode servir para alguma coisa e dar bons conselhos à população. Aconselho a ler as Dez decisões alimentares para 2013. Tudo bons conselhos.
Eu vou já começar neste almoço de domingo, ingerindo legumes num belo prato da típica gastronomia portuguesa, um cozido à portuguesa!


Bom domingo!!!!

sábado, 29 de setembro de 2012

De luto... pelo SNS

Um dos acontecimentos que marcou esta última semana foi a campanha organizada pela ANF (Associação Nacional de Farmácias) designada por "Farmácias de Luto". Obviamente que a minha farmácia aderiu à campanha embora sem utilizar todo o material disponibilizado porque gostamos de manter alguma discrição. Nunca eu pensei, há 14 anos quando estava quase a começar o estágio nesta mesma farmácia onde trabalho até hoje, que as farmácias passassem pelas dificuldades que estão a passar hoje. Sem esquecer que o encerramento das farmácias, para além de afectar os seus proprietários e funcionários, irá prejudicar os utentes. O acesso aos medicamentos já é difícil devido aos medicamentos constantemente esgotados e ficará muito mais difícil se houver menos estabelecimentos disponíveis.
Agora o que me parece é que o luto não devia ser só nas farmácias mas sim pelo SNS que está agonizante. Ontem soube-se das recomendações da Comissão Nacional de Ética sobre os medicamentos utilizados em patologias como o Cancro, a Sida e a Artrite Reumatóide. A Comissão não foi feliz na redacção do parecer levando a que fosse interpretado como recomendações para racionamento dos medicamentos quando o que é importante é racionalização dos custos. Racionalização é gastar melhor os recursos. Gastar melhor conduz a menores gastos mas não é o mesmo que racionar. Agora por mais explicações que dêem fica sempre a dúvida de qual era a verdadeira intenção dos membros da Comissão.
Para além dos medicamentos também se tem falado dos dispositivos médicos. Dispositivos médicos é todo o material utilizado no tratamento ou diagnóstico mas que não é medicamento, que interage como o organismo. Por exemplo, as próteses utilizadas em ortopedia, as sondas de alimentação, as seringas e por aí fora. A primeira legislação abrangendo os dispositivos médicos já existe há cerca de 14 anos, até fiz um trabalho sobre isso no meu estágio em Farmácia Hospitalar, e agora o Ministro da Saúde diz que ainda está tudo por fazer. Durante estes anos todos ninguém se debruçou sobre isso?!
Acredito que há muito por fazer na área da saúde mas não se pode cortar indiscriminadamente sem olhar às necessidades dos doentes. O sonho de Saúde para Todos ainda se torna num pesadelo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Antibióticos, resistências e infecções

Já percebi o elevado número de mortes nos primeiros meses do ano. A culpa não é só da austeridade.
Ontem foi um dia de trabalho extenuante com muito receituário e muitas situações de infecções respiratórias e má utilização de antibióticos. Como se não bastasse, a má utilização pelos utentes, como seja não tomarem até ao fim, quererem tomar outra vez o mesmo antibiótico que tomaram da outra vez etc, etc, há dias em que me parece que alguns médicos faltaram às aulas de farmacologia, no dia da antibioterapia. As situações são tão inacreditáveis que eu não resisto a exemplificar:
- O médico chega à conclusão que um antibiótico não está a ser eficaz apenas após 2 tomas e resolve trocar por outro antibiótico já de 2ª linha.
- O médico faz um domícilio a uma criança e prescreve 1 frasco de antibiótico. Tendo em conta a posologia que o médico estabeleceu, o frasco só dura 6 dias (quando devia durar  8/10 dias). O pai telefona para o médico para questionar a aquisição de 1 mais um frasco. O médico diz que pode tomar só 6 dias (!!!!!!!)
- Um utente de 80 anos é atendido no hospital depois de 1 semana de sintomatologia. Diagnóstico de infecção respiratória. O médico prescreve um antibiotico em que a duração do tratamento são 3 dias mas só coloca na receita a embalagem de 2 comprimidos. O acompanhante do doente volta ao hospital para esclarecer a situação.  E o médico diz que é mesmo assim (!!!!).
Mas quando é que os médicos se começam a preocupar mais com os doentes e menos com o facto de perderem a face por admitirem que se enganaram?!
De cada vez que um antibiótico é mal utilizado, não é só a saúde daquele doente específico que está em risco, é a saúde pública que está em perigo.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Máscara... Meso-Mask da Filorga

Hoje fiquei sozinha aqui por casa e decidi pôr uma máscara. Não, não é de Carnaval, é Meso-Mask da Filorga. O post que fiz aqui há tempos sobre esta marca é um dos mais populares. O problema de trabalhar numa farmácia cuja proprietária adora dermocosmética é muito problemático. Há sempre tantas coisas para experimentar. Agora voltei à Filorga que até já tem algumas novidades. A novidade mais fresquinha é a Mousse de Limpeza Anti-envelhecimento. Desde a altura em que fiz o primeiro post sobre a Filorga também sairam mais alguns produtos mas quero destacar um produto do qual estou a ficar fã, Eau Anti-Age, funciona como serum já que é um concentrado de substâncias anti-envelhecimento e também tem um aroma fantástico e   deixa uma sensação muito agradável na pele. Outros produtos que tenho experimentado nos últimos  dias são o Sleep & Peel, o Optim-Eyes e o Hyal-Defense. Os 40 aproximam-se perigosamente e há que prevenir o envelhecimento em vez de tentar remediar depois. E agora tenho que o tempo de exposição da Meso-Mask está quase a acabar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Será que há um culpado?

A propósito deste acontecimento, a colega farmacêutica, Ema Paulino escreveu este artigo no Ionline. Não deixem de perder (ou ganhar) um bocadinho a lê-lo porque é uma boa maneira de perceber que os medicamentos devem ser respeitados e nãodevem ser usados indiscriminadamente. Por vezes a janela terapêutica (diferença entre dose terapêutica e dose tóxica) é muito estreita e facilmente se cai num situação de uso abusivo e indevido. Dá que pensar...

domingo, 9 de outubro de 2011

"Nós até devemos estimulá-los a fumar..."

Uma das características de trabalhar numa profissão liberal é pertencer a uma Ordem Profissional. É verdade que se paga quotas para se poder trabalhar mas sempre temos alguém, escolhido pelos seus pares, para nos defender e falar por nós. O Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos é uma pessoa discreta que só fala quando tem algo de importante a dizer (ou pelo menos é quando a comunicação social divulga a sua opinião).
Já os médicos, cujo exercício profissional está intimamente ligado ao exercício da profissão farmacêutica, têm agora um Bastonário perito em declarações polémicas. Aqui há tempos defendia que a «fast-food e outros alimentos não saudáveis como o sal, os hambúrgueres, os venenosos pacotes de batatas fritas e as embalagens de dezenas de variedades de lixo alimentar» deviriam ter um imposto adicional que financiaria o Serviço Nacional de Saúde. Logo se levantaram vozes a favor (alguns nutricionistas) e contra (Bloco de Esquerda e DECO, por exemplo). Agora virou-se para os fumadores. Diz ele que o vício do tabaco é bom para as contas públicas. Até foi mais longe dizendo «Nós até devemos estimulá-los a fumar, porque pagam um imposto elevadíssimo», ajudando as Finanças, e porque, «morrendo em média oito anos mais cedo, recebem menos oito anos de reformas».


Obviamente que o senhor estava a ser irónico embora não tenha dito nenhuma mentira, infelizmente. Quem não apreciou a ironia foi o presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo que ficou muito chocado com estas declarações.


Cá a mim não me choca nada. Mesmo com os sucessivos aumentos do tabaco, continuam a haver muitos fumadores logo o seu contributo para as contas públicas deve ser significativo. Se se investisse mais na prevenção, comparticipando os medicamentos que existem para a desabituação tabágica por exemplo, podia-se diminuir os custos para a saúde com as doenças provocadas pelo vício do tabaco a médio/longo prazo. Podia-se gastar mais de início mas poupava-se mais tarde. Não sei é se alguém se deu ao trabalho de fazer essas contas... ou se interessa fazê-las..


Fonte TSF

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma semana com altos e baixos

Na 2a feira soube que a espada da lei que tenho tido sobre a cabeça se afastou um bom bocado e já não está à beira de me cortar mais uns euros(uma dívida anterior ao divórcio e que o "falecido" devia ter pago) e amanhã vou ao concerto do Sérgio Godinho a Sintra. Estes são os momentos altos.
Agora vou a caminho de uma consulta de dermatologia para mostrar os imensos sinais que têm aparecido nos últimos anos. Estou muito preocupada. O melanoma é um tipo de cancro assustador. Nem quero pensar. Tenho tantos cuidados, gasto litros de protector solar. Vamos ver se, até ao fim do dia, a consulta se transforma num bom momento ou num ainda pior.

Resultado da consulta (publicado 2h depois da referida): os sinais são perfeitamente normais, posso continuar a apanhar sol mas com cuidado, obviamente. Devia mudar o título do post para "semana de momentos altos"

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O dito pelo não dito no Ministério da Saúde

Ora vinha eu preparada para protestar sobre as medidas noticiadas ontem na área da saúde e agora parece que o caso ainda está a ser estudado. Segundo o que o Ministério anunciou, só depois de analisarem os relatórios técnicos é que vão decidir.
Antigamente a justificação para os medicamentos deixarem de ser comparticipados era não haver grande vantagem terapêutica na sua toma. Este argumento também teria o seu quê de duvidoso. Se não tinha interesse então deixava de ser comercializado não é?
Agora vamos ver a que conclusão chegam.
Quem não puder comprar a pílula pode sempre voltar as métodos mais antigos como o calendário, por exemplo. Ou já agora porque não incentivar à abstinência? Um método muito mais saudável!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Reeducação Postural


Ontem tive a minha primeira sessão de reeducação postural. Já há algum tempo que estava a pensar experimentar porque tenho alguns problemas na coluna vertebral o que me provoca uma postura deficiente. A postura deficiente faz com que a coluna fique cada vez pior e é um ciclo vicioso. Para além disso, desde que fiz umas sessões de radiofrequência, fiquei a saber que os erros de postura também conduzem a alterações cutâneas e estéticas. A experiência foi muito interessante, aprendi alguns exercícios, principalmente de alongamento, para defender a várias regiões da minha coluna e trouxe trabalho para casa. Já saí de lá mais direita embora com os músculos cansados. Agora é só não ter preguiça de fazer os exercícios em casa. Mais um esforço para ficar mais saudável... e mais gira!

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Saldos nos medicamentos"????

Mais uma vez a comunicação social conseguiu surpreender-me. Ontem, quando estava a jantar, ia-me engasgando quando ouvi a pivot do Jornal da Noite da SIC dizer: "As farmácias vão fazer saldos!" Ia caindo da cadeira. Chamar saldos a uma descida imposta pelo Governo é um bocadinho demais não é? Vamos lá a esclarecer umas coisinhas. Os vários intervenientes no processo foram pedindo o adiamento da aplicação da medida porque 2 semanas (prazo inicial) para escoar os medicamentos com preço antigo era intolerável. A maioria das farmácias, e os armazenistas mais ainda, tem stocks superiores a 2 semanas de receituário logo a aplicação tão imediata desta medida ia ser muito complicada e poderia levar a ruptura de stocks. Por outro lado já desde há uns meses que estamos a receber embalagens com o preço mais reduzido logo o Estado já começou a poupar. E ainda há outro prisma, se o Governo sabia que os preços teriam de aumentar em Janeiro deveria ter calculado bem esta medida para não fazerem figuras ridículas nem nos fazerem de parvos a todos. Eu bem sabia que esta história de os medicamentos não terem preço marcado não ia dar bom resultado.
No Expresso, a propósito do mesmo assunto, diz que se espera uma corrida às farmácias. É natural que as pessoas façam isso especialmente depois destas notícias. E depois acontece como o açucar, noticiam que vai faltar, as pessoas invadem os supermercados e o açucar esgota mesmo... Bom, assim se os anti-diabéticos orais esgotarem já não é tão grave, os diabéticos não podem mesmo cair em tentação já que os doces devem escassear este Natal.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

DECO e a pílula do dia seguinte

Aos senhores da DECO que fizeram este estudo só tenho a dizer que:
- A pílula do dia seguinte é um medicamento não sujeito a receita médica (mnsrm) como tal pode ser vendido fora das farmácias em locais autorizados.
- Na farmácia tem, obrigatoriamente, que estar sempre, pelo menos, um farmacêutico. Um farmacêutico é um profissional de saúde licenciado e que tem obrigação ética de prestar a melhor informação possível sobre qualquer medicamento. Ao estar permanentemente na farmácia assegura a qualidade do serviço prestado.
- Nos outros locais o responsável, farmacêutico ou técnico, pode sê-lo de 5 estabelecimentos em simultâneo. Que eu saiba ainda não se consegue estar em 5 lugares ao mesmo tempo.
- Analisaram os conselhos sobre a contracepção de emergência dados nos locais de venda de mnsrm?!
- Em 2006 existiam 2775 farmácias, número já desactualizado com certeza. O estudo foi feito em 88 farmácias o que equivale a cerca de 3% das farmácias. A mim não me parece representativo da realidade.
- Supostamente as pessoas que foram à farmácia não receberam qualquer informação. E mostraram-se receptivas a receber essa informação?! Não adianta se o farmacêutico ficar a falar sozinho. Nessas situações as pessoas têm tendência a não querer ouvir.
- Quantas vezes se tenta encaminhar para o planeamento familiar e as jovens vêem-se confrontadas com um horário restrito que torna impossível recorrer a essas consultas.
É preciso ter cuidado com os estudos e com as generalizações. Não se pode olhar para 88 farmácias e extrapolar os resultados para o todo levianamente.
Sejamos sérios, meus senhores...

domingo, 21 de novembro de 2010

Bento XVI e o preservativo

Uma das notícias deste fim de semana foi a admissão, pelo Papa Bento XVI, da possibilidade de utilização do preservativo. Obviamente que limita essa utilização a situações muito específicas nomeadamente para reduzir a contaminação pelo vírus da Sida. Este comentário está num livro que resulta de uma longa entrevista feita por um jornalista alemão ao Papa. Afinal, a ideia que fazemos das pessoas nem sempre é verdadeira. De certeza que não se esperava uma frase destas vinda do Chefe da Igreja. Esta afirmação do Papa foi muito bem recebida e ele provou ser um homem consciente do mundo que o rodeia. Mas, para além disto, o Papa disse ainda que o melhor caminho para vencer esta terrível infecção é a "humanização da sexualidade". É impossível não concordar, a sexualidade vivida de modo responsável é meio caminho andado para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Aqui há anos tive uma conversa, mais ou menos sobre este tema, com uma mulher, um pouco mais velha que eu e recentemente divorciada. Ela andava envolvida com um homem, jogador de futebol de uma pequena equipa, e falávamos de métodos contraceptivos. Como a relação estava no ínicio, eu dizia-lhe que era melhor usar preservativo. E ela respondeu-me mais ou menos isto:

" - Mas ele não tem nada cara de ter doenças dessas e, de resto, como é jogador de futebol deve andar sempre a fazer análises!"
Será?!

Imagem retirada do blogue Henricartoon

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Queremos medicamentos com preço (adenda)

O link para a petição dos medicamentos com preço estava errado. Peço desculpa pelo facto. Já está corrigido. Obrigada, Jorge.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Queremos medicamentos com preço

Estas últimas semanas têm surgido uma série de medidas e de alterações a nível da saúde com intenção de diminuir a despesa com medicamentos. Para além das diminuições de comparticipação de alguns grupos terapêuticos, o preço total dos medicamentos vai sofrer uma descida de 6%. Ao mesmo tempo que vai haver esta descida, o governo decretou que os medicamentos comparticipados deixassem de ter o preço marcado. Ora, em todas as áreas de negócio, o preço marcado é uma obrigação legal para defesa dos consumidores. Qual será a razão obscura para que os medicamentos não tenham preço marcado?! Soa assim a pouca transparência na área dos medicamentos não é?! Para tentar contrariar esta legislação, promoveu-se uma petição a enviar à Assembleia da República.

Eu já assinei...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O mito da água

Então ando eu a tentar convencer os meus utentes dos benefícios e necessidade de beber 1,5/2 litros de água para depois descobrir que é um mito?! Na edição da National Geographic Portugal deste mês vem um pequenino artigo sobre o mito da água. Parece que esta ideia da necessidade de beber esta quantidade de água vem de um estudo feito em 1933 sobre a hidratação dos roedores. Os resultados dessa experiência conduziram à recomendação diária de 2,5 litros de água para compensar a água perdida pela sudação e pelas excreções de um ser humano moderamente activo. Como 20% da água é ingerida através dos alimentos, ainda teriamos de ingerir cerca de 2 litros de água. No entanto, hoje em dia, já não está tão clara a necessidade de ingerir tanta água. Por um lado, obtemos água em todas as bebidas que ingerimos. Por outro lado, quando o corpo precisa de líquidos desencadeia-se a sensação de sede que funciona bem desde que não haja nenhum problema de saúde. Só preciso ter em atenção que os idosos, por exemplo, vão perdendo, progressivamente, a sensação de sede. Obviamente, que se formos fazer exercício físico de modo intenso, então aí sim, deve-se incrementar a ingestão de água.
A ciência é mesmo fantástica. O que é verdade hoje, amanhã já poderá ser mentira. O importante é irmo-nos mantendo actualizados. E beber água quando a sede aparecer...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dia Mundial de...

Nos últimos tempos tem havido uma explosão de dias mundias. Quase todos os dias se comemora alguma coisa. Hoje, dia 14 de Abril, celebra-se o Dia Mundial do Café. Ora eu, como grande apreciadora de café, não podia deixar passar esta data em branco. O café deve ser uma das bebidas mais consumidas no Mundo embora haja muitas diferenças na sua confecção, no sabor e no aroma. Quem já viajou para outros países encontra muitos tipos de café bem diferente do nosso café português. Nas poucas viagens que já fiz é das coisas de que tenho mais saudades... O café foi ganhando má fama devido às suas propriedades excitantes e como tal foi-se gerando a ideia de que se deve evitar o café. A verdade é, que como qualquer outra substância, se deve consumir com moderação. E digo mais, já existem evidências científicas de que o café, consumido moderadamente, pode até ser benéfico devido às suas propriedades anti-oxidantes e psico-estimulantes como podem ver aqui. Eu não consigo começar o dia sem o café da manhã (e da tarde, da noite e por aí fora). Normalmente bebo 2 ou 3 cafés por dia embora em dias em que durmo pouco, possa consumir mais. O café é um dos meus vícios ao qual se junta o chocolate e funcionam um pouco como anti-depressivos nos dias em que me encontro mais em baixo. O meu namorado, para comemorar o dia, fez um belo cafézinho com chocolate...

P.S. - Ontem parece-me que foi o dia Mundial do Beijo. Espero que tenham dado muitos beijinhos, ontem e nos outros 364 dias do ano também...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Faz doer...




No meu dia a dia, relaciono-me com muitos idosos. Esta faixa etária é aquela que vai mais à farmácia, naturalmente. E custa-me muito quando me apercebo da solidão a que muitos idosos estão sujeitos por não terem família ou por a família não os acompanhar devidamente. E isso dá que pensar... e, para piorar as coisas, alguns serviços de saúde ainda complicam mais a vida a estes doentes tão especiais. Ainda hoje lá esteve uma senhora que não tem família, tem muitos problemas de saúde e já vai algumas três vezes ao centro de saúde para a médica lhe passar as receitas dos medicamentos que ela precisa e não há maneira de a situação ser resolvida correctamente. Ou faltam medicamentos ou passa-lhe medicamentos aos quais a senhora é alérgica... Bom, cada vez que a senhora volta à farmácia é um drama e nós não conseguimos resolver a situação. Às vezes acho que há profissionais de saúde que deveriam desempenhar outras funções porque para se trabalhar na saúde é preciso gostar de pessoas... e ter muita paciência.

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