Gosto da Primavera, gosto do som dos pássaros, gosto dos descampados transformados em campos de vermelhas papoilas, gosto da temperatura amena. Gosto do cheiro da Primavera que é diferente do cheiro de qualquer outra estação. Gosto da natureza que desperta, pelas folhas e flores que reaparecem quando, ainda há poucos meses, estava morta. Este tempo faz-me sentir, também eu, renovada, optimista e com esperança num futuro luminoso.
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos" Charles Chaplin
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quarta-feira, 7 de maio de 2014
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
O mostro de olhos verdes
Se há sentimento que me aborrece é a inveja. Diz a Wikipédia que "inveja é , é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)." Nunca sofri desta doença e não consigo perceber as pessoas que sofrem deste mal... se tudo não passasse de um sentimento que a pessoa guardasse para si ainda se tolerava; contudo, a inveja também conduz à intriga e aí é que tudo se complica.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Se fores capaz...
"Põe quanto és no mínimo que fazes"
Fernando Pessoa
Será que todos os dias, a todas as horas, somos capazes de seguir este conselho de um dos maiores poetas portugueses?
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Compras no comércio tradicional
Esta manhã fui fazer compras a uma loja do comércio tradicional. Isso é já tão raro. Era uma daquelas lojas com imensas coisas lá dentro, uma infinidade de caixas e caixinhas pelas prateleiras que sobem até ao tecto e onde deve ser impossível fazer qualquer tipo de inventário. Até posso ter gasto mais dinheiro do que se fosse à secção de lingerie (sim, foi isso que fui comprar) de um qualquer supermercado mas a simpatia com que fui atendida é imbatível. Infelizmente o progresso foi ditando e irá continuar a ditar o desaparecimento destas lojinhas. Um dia farão apenas parte do nosso imaginário nostálgico.
Era mais ou menos assim:
Retirada daqui
quarta-feira, 25 de abril de 2012
25 de Abril, sempre
Fogo de artifício das Comemorações do 38º Aniversário do 25 de Abril, Almada
Será que continua, hoje, a fazer sentido comemorar a Revolução dos Cravos? Que fizemos, nós, desta herança, do empolgamento e felicidade que se deve ter vivido há 38 anos atrás na manhã de 25 de Abril de 1974? Para mim, para a minha geração e para os mais novos que já nascemos num país livre, que futuro se adivinha? Não vivemos, hoje, numa nova ditadura que nos conduziu ao estado em que estamos? A ditadura do capital, do poder económico, da Europa? Que revolução faríamos agora? Que utopia nos faria agora rebelar?
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Shiuuuu...
Quantas vezes nos desesperamos com os problemas mesquinhos do dia-a-dia (pequenos conflitos com os colegas de trabalho ou com a família mais próxima, a roupa que não nos serve porque o "pneu" da cintura teima em não desaparecer, o subsídio de natal que vai ser cortado pela metade, o IVA e restantes impostos que aumentam) e esses problemas tornam-se tão pequenos quando comparamos com histórias de vida de verdadeiro sofrimento.
Sigo um blogue já há muito tempo, praticamente desde que me iniciei nestas andanças pela blogosfera, o Shiuuuu. Este espaço começou por ser um espaço secreto onde, anonimamente, qualquer um podia partilhar o seu segredo mais intímo descrevendo-o com poucas frases. A equipa do Shiuuuu publica os segredos depois de lhes associar uma imagem sugestiva. Até já participei 1 ou 2 vezes. O blogue tem-se desenvolvido e agora há todo um universo Shiuuuu já que foram nascendo outros espaços desta feita temáticos. Um dos espaços é História de Vida. Neste espaço, os leitores são convidados a contar a sua história de vida. Umas são mais impressionantes, outras menos. na sexta-feira passada foi publicada esta história que tocou muitos corações. Leiam e depois vão ver se não concordam comigo. Deviamos dar mais valor ao que temos de bom na vida e não entrar em desespero por um problema insignificante. Tantas vezes que não nos apercebemos que a verdadeira felicidade se constroi com pequenos momentos felizes.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Antes que a cortina se feche...
Os últimos posts têm sido muito sérios (e um bocadinho políticos) o que se percebe tendo em conta a conjectura que nos rodeia. Até já ando a pensar mudar o nome do blogue para "É possível não ser muito infeliz...". Tantas notícias de tragédias, protestos, crise política, aumento de combustíveis e não só e, ainda por cima, sinto na minha vida, e na vida dos que me são próximos, que os tempos são difíceis. Cada vez é mais complicado seguir a minha máxima de que é possível ser feliz sejam quais forem as circunstâncias da vida. A solução é apreciar as coisas mais simples da vida como o abraço da pessoa amada, o céu azul, os raios de sol, as músicas que tocam o coração e seguir aquele conselho do Charles Chaplin que está ali em cima "Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". Não há dinheiro, o país está empenhado até à 5ª geração, o desemprego aumenta drasticamente mas temos que viver intensamente porque nunca sabemos se, um dia, o chão não vai tremer como no Japão e a nossa vida seja interrompida antes do final da peça.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Momento surreal do meu dia
Eu, atrás do balcão, e as minhas colegas ali à volta. Aproxima-se uma senhora que eu tinha atendido há uns dias quando estava de serviço e diz, com o ar mais natural do mundo:
- Olhe o meu marido tomou os medicamentos que comprou aqui e já lá está debaixo da terra.
Eu, de olhos esbugalhados e queixo caído, penso, num primeiro momento, "Ela está a brincar" e, num segundo momento, penso "Ela está a culpar os medicamentos pela morte do marido". Mesmo assim pergunto:
- Como?
E ela continua (sem emoção, sem uma lágrima, como se estivesse a falar de outra pessoa qualquer:
- Pois, tomou os medicamentos, jantou bem, dormiu umas horas e morreu.
E ela vai contando os pormenores, toda bem disposta. Nunca, quase 12 anos de profissão me contaram da morte de alguém desta maneira tão desprendida. Nem queria acreditar.
- Olhe o meu marido tomou os medicamentos que comprou aqui e já lá está debaixo da terra.
Eu, de olhos esbugalhados e queixo caído, penso, num primeiro momento, "Ela está a brincar" e, num segundo momento, penso "Ela está a culpar os medicamentos pela morte do marido". Mesmo assim pergunto:
- Como?
E ela continua (sem emoção, sem uma lágrima, como se estivesse a falar de outra pessoa qualquer:
- Pois, tomou os medicamentos, jantou bem, dormiu umas horas e morreu.
E ela vai contando os pormenores, toda bem disposta. Nunca, quase 12 anos de profissão me contaram da morte de alguém desta maneira tão desprendida. Nem queria acreditar.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Felicidade é...
Esta semana há uma notícia que tem dominado os espaços noticiosos, a morte do Carlos Castro de que já falei aqui. A esse propósito a Judite de Sousa entrevistou o psiquiatra Carlos Amaral Dias. A entrevista foi muito interessante e apontou algumas pistas para o que se possa ter passado com aquele rapaz. Mas não é por isso que estou a falar desta entrevista. A dada altura, e na sequência de um comentário da Judite de Sousa, o psiquiatra afirma "A felicidade é uma utopia". Talvez neste contexto de tentar atingir a felicidade através da
exaltação da imagem e da fama se possa dizer que a felicadade seja uma utopia. Agora atingir ou não a felicidade depende do nosso próprio conceito de felicidade. Se se considerar felicidade como um estado de graça em que tudo corre muito bem, em que realizamos tudo aquilo que desejamos, em que não há obstáculos ou dificuldades para ultrapassar então seremos eternos insatisfeitos porque será muito difícil atingir este estado de graça. Para mim ser feliz é outra coisa, é aceitar que a vida não é perfeita tal como eu ou os outros também não somos perfeitos. Ser feliz é aproveitar o melhor que a vida nos dá, os pequenos momentos e gestos, é ter força e coragem de enfrentar os problemas, arranjar a melhor solução possível e ter, igualmente, a mesma força para aceitar que há coisas que nunca terão solução. E com este conceito a felicidade já não é uma utopia mas sim uma realidade.
exaltação da imagem e da fama se possa dizer que a felicadade seja uma utopia. Agora atingir ou não a felicidade depende do nosso próprio conceito de felicidade. Se se considerar felicidade como um estado de graça em que tudo corre muito bem, em que realizamos tudo aquilo que desejamos, em que não há obstáculos ou dificuldades para ultrapassar então seremos eternos insatisfeitos porque será muito difícil atingir este estado de graça. Para mim ser feliz é outra coisa, é aceitar que a vida não é perfeita tal como eu ou os outros também não somos perfeitos. Ser feliz é aproveitar o melhor que a vida nos dá, os pequenos momentos e gestos, é ter força e coragem de enfrentar os problemas, arranjar a melhor solução possível e ter, igualmente, a mesma força para aceitar que há coisas que nunca terão solução. E com este conceito a felicidade já não é uma utopia mas sim uma realidade.
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