Ora vinha eu preparada para protestar sobre as medidas noticiadas ontem na área da saúde e agora parece que o caso ainda está a ser estudado. Segundo o que o Ministério anunciou, só depois de analisarem os relatórios técnicos é que vão decidir.
Antigamente a justificação para os medicamentos deixarem de ser comparticipados era não haver grande vantagem terapêutica na sua toma. Este argumento também teria o seu quê de duvidoso. Se não tinha interesse então deixava de ser comercializado não é?
Agora vamos ver a que conclusão chegam.
Quem não puder comprar a pílula pode sempre voltar as métodos mais antigos como o calendário, por exemplo. Ou já agora porque não incentivar à abstinência? Um método muito mais saudável!
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos" Charles Chaplin
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Obras de Santa Engrácia
"Diz a lenda que Simão Pires, um cristão-novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara para se encontrar às escondidas com Violante. A jovem tinha sido feita noviça à força porque o seu pai não estava de acordo com o amor de ambos.
Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia, que ficava perto do convento. Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência foi preso e condenado à morte na fogueira. A cerimónia da condenação tinha lugar junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado. Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem.
Certo é que as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma, que o povo se habituou a comparar tudo aquilo que parece não ter fim às obras de Santa Engrácia." in Lenda das Obras de Santa Engrácia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Só para dizer que estou tão farta das obras que andam a fazer na via que tenho que utilizar todos os dias para ir trabalhar. Agora levo 30 min, 45 min ou mesmo 1 hora para fazer o percurso que antes levava um quarto de hora. Já perdi a conta das semanas que esta obra leva, cada vez parecem mais as obras de Santa Engrácia.
Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia, que ficava perto do convento. Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência foi preso e condenado à morte na fogueira. A cerimónia da condenação tinha lugar junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado. Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem.
Certo é que as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma, que o povo se habituou a comparar tudo aquilo que parece não ter fim às obras de Santa Engrácia." in Lenda das Obras de Santa Engrácia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Só para dizer que estou tão farta das obras que andam a fazer na via que tenho que utilizar todos os dias para ir trabalhar. Agora levo 30 min, 45 min ou mesmo 1 hora para fazer o percurso que antes levava um quarto de hora. Já perdi a conta das semanas que esta obra leva, cada vez parecem mais as obras de Santa Engrácia.
terça-feira, 15 de março de 2011
Liberdade para protestar e para não protestar...
O país tem sido "sacudido" por uma série de protestos. Nos últimos dias, os camionistas voltaram a protestar, à semelhança do que se passou em 2008. Felizmente, há pouco chegou a notícia de que as associações dos empresários de camionagem tinham chegado a acordo com o Governo. Mais uma vez as pessoas correram a encher os depósitos dos automóveis ajudando a esgotar mais depressa o combustível das bombas de abastecimento. Vá lá que não houve tempo para esvaziar as prateleiras dos supermercados. Estas atitudes de pânico são incompreensíveis para mim já que, normalmente, não entro nestas histerias.
Ainda sobre os protestos, ou as greves, há um conceito que, para mim, é também incompreensível que é o conceito de piquete de greve. O piquete de greve é constituído por um grupo de pessoas, em protesto, que tem por finalidade impedir de trabalhar aqueles que não querem fazer greve ou então tentam convencer os renitentes a aderirem à greve. Não me parece bem. Se vivermos em liberdade nos dá o direito, entre outras coisas, à greve, essa mesma liberdade também implica que ninguém é obrigado a fazer greve. Permitido não quer dizer obrigatório. Acho um disparate, neste caso em concreto, o bloqueio das estradas, o apedrejamento e o insulto aos camionistas que não aderiram a esta paralização. Como diz a frase: "A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro".
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domingo, 13 de março de 2011
Não estou à rasca mas...
... estou solidária com o protesto da Geração à Rasca. Inicialmente até achei que era imoral da minha parte ir a este protesto uma vez que tenho emprego, não sou trabalhadora precária e até tenho um ordenado um "bocadito" superior a 500 euros. No entanto não posso deixar de me sentir solidária com quem tem razões pessoais para protestar.
Quando pensámos em passar pelo Marquês de Pombal, a ideia era só ir ver o ambiente mas, uma vez lá, senti fervilhar os meus genes revolucionários (pai e avós de esquerda dão nisto) e desci com o meu namorado a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Nunca antes tinha estado numa manifestação embora tenha feito greve pelo fim da PGA e tenha participado nas RGA's na Faculdade contra as propinas. Desta vez posso dizer que desci a avenida pela minha mãe que, com 60 anos, está prestes a ficar sem emprego, pelo futuro da minha sobrinha, da minha afilhada e do irmão e pelos utentes da minha farmácia que não conseguem comprar todos os medicamentos que precisam. Já agora que este protesto não fique por aqui e que os jovens percebam que a solução não é só apontar o dedo ao que está mal. É preciso intervir, é preciso exercer o direito de voto, é preciso constituir movimentos cívicos e ajudar a construir um país melhor num mundo melhor.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
112, Serviço de Emergência
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
DECO e a pílula do dia seguinte
Aos senhores da DECO que fizeram este estudo só tenho a dizer que:
- A pílula do dia seguinte é um medicamento não sujeito a receita médica (mnsrm) como tal pode ser vendido fora das farmácias em locais autorizados.
- Na farmácia tem, obrigatoriamente, que estar sempre, pelo menos, um farmacêutico. Um farmacêutico é um profissional de saúde licenciado e que tem obrigação ética de prestar a melhor informação possível sobre qualquer medicamento. Ao estar permanentemente na farmácia assegura a qualidade do serviço prestado.
- Nos outros locais o responsável, farmacêutico ou técnico, pode sê-lo de 5 estabelecimentos em simultâneo. Que eu saiba ainda não se consegue estar em 5 lugares ao mesmo tempo.
- Analisaram os conselhos sobre a contracepção de emergência dados nos locais de venda de mnsrm?!
- Em 2006 existiam 2775 farmácias, número já desactualizado com certeza. O estudo foi feito em 88 farmácias o que equivale a cerca de 3% das farmácias. A mim não me parece representativo da realidade.
- Supostamente as pessoas que foram à farmácia não receberam qualquer informação. E mostraram-se receptivas a receber essa informação?! Não adianta se o farmacêutico ficar a falar sozinho. Nessas situações as pessoas têm tendência a não querer ouvir.
- Quantas vezes se tenta encaminhar para o planeamento familiar e as jovens vêem-se confrontadas com um horário restrito que torna impossível recorrer a essas consultas.
Sejamos sérios, meus senhores...
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pancreatite
Um dia destes há um utente da farmácia que me diz assim: "Tenho que lhe agradecer. Se não fosse a Dra, a minha mulher podia ter morrido." E eu fiquei a olhar para ele sem perceber. Então o que tinha acontecido? A mulher dele tinha ido lá à farmácia num dia de serviço. Contou-me que já tinha ido ao hospital (distrital e público) no dia anterior. A medicação que estava a tomar era adequada para as queixas gástricas que ela apresentava mas não estava a ser eficaz pois ela continuava com cólicas. A sra procurou a farmácia para que lhe dessemos qualquer coisa para as dores. Eu achei que ela já se devia sentir melhor mas parecia estar a piorar mais ainda. Felizmente seguiu a opinião que lhe dei e foi, novamente, ao hospital. Quando chegou ao hospital (desta vez era privado) foi-lhe diagnosticada pancreatite, mais um bocadinho e podia não ter salvação.
Ser farmacêutico não é só vender mas sim analisar cada situação que aparece e é gratificante quando o nosso trabalho é reconhecido. E ainda há quem ache que o farmacêutico é um mero comerciante...
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Surpresa no parque de estacionamento
Hoje, ao chegar do trabalho, fui ao supermercado com o meu namorado. O parque de estacionamento estava relativamente cheio mas lá descobrimos um lugar para deixar o carro. Quando saímos do carro nem queriamos acreditar no que estávamos a ver. Então não é que alguém tinha estado a mudar a fralda a um bébé e tinha deixado a fralda suja e os toalhetes no espaço entre os carros?! Acham normal???!!! Eu não tenho filhos mas nunca me passaria pela cabeça fazer uma coisa dessas. Será assim tão difícil levar os ditos objectos até ao caixote mais próximo? Francamente...
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
"Diz não a uma seringa em segunda"
Hoje em dia, o kit traz 2 seringas, 2 toalhetes embebidos em álcool a 70º, um preservativo, uma ampola de água bidestilada, um filtro, duas caricas, duas carteiras de ácido cítrico e um saco com informação, enfim a constituição do kit foi sendo aumentada mas o procedimento continua a ser o mesmo, o toxicodependente entrega 2 seringas usadas e recebe um kit. Infelizmente, tudo o que é gratuito começa a ser desvalorizado, ou por outra, os toxicodependentes, que são tão doentes como os diabéticos ou os hipertensos, consideram que a troca de seringas constitui apenas um direito sem deveres. Cada vez mais se geram situações tensas, ou querem comprar, ou querem um kit sem levarem seringas usadas ou pior ainda compram 2 seringas novas e colocam-nas no contentor para lhes ser dado um kit. Eu, que sempre me esforcei para ser tolerante, começo a ficar farta destas situações. Sempre achei que este era um excelente programa de saúde pública com benefícios para todos e não só para alguns. Canso-me a explicar-lhes como é que o programa funciona mas não adianta que eles não ouvem nada nem ninguém. E estas situações são cada vez mais frequentes desde que os kits passaram a incluir ácido cítrico e as caricas uma vez que eles dizem, frequentemente, que precisam do material que vem lá dentro. A meu ver, desvirtuou-se a génese do programa, os toxicodependentes cada vez se preocupam menos em levar as seringas usadas. Quantas vezes tenho vontade de recusar dar o kit mas cedo para me defender e defender a segurança dos outro utentes. E a tolerância que tinha quando comecei a trabalhar é cada vez menor...
O texto é longo mas há dias em que este assunto me tira do sério.
(imagem retirada da internet)
sábado, 11 de julho de 2009
Sábado na praia
Ainda gostava que me explicassem porque é que, numa praia quase deserta, um grupo grande se instala, precisamente, em frente do meu chapéu. Acabam com o sossego, tapam a vista para o mar e espalham lixo à volta. Bom ambiente não acham? Se calhar vou lá perguntar se não tinham um "spot" mais indicado para escolher...
terça-feira, 17 de junho de 2008
"País fecha para balanço"
Este é o título de jornal que eu, ainda, estou à espera de ver. Cada vez mais me pergunto: "- Será mesmo possível ser feliz neste país???" Todas as semanas há um protesto diferente; primeiro foram os pescadores, depois os camionistas, em seguida as empresas de reboques e agora um buzinão. Aonde é que isto vai parar? Os combustíveis aumentam, os cereais aumentam, as taxas de juro aumentam, o desemprego aumenta, os portugueses deprimidos aumentam, a demagogia dos governantes aumenta, os protestos aumentam, os jovens activos voam para outros países... a inflação, na Europa, é cada vez maior... Cada vez os portugueses estão mais infelizes... é o nosso fado, a nossa natureza nostalgica...
Com um panorama destes não acham que Portugal devia fechar para balanço? Talvez, quando reabrisse, as perspectivas fossem outras, quem sabe?!
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