Amanhã já faz uma semana que parti para Madrid. Como foram só 3 dias, já estou com saudades. Cada vez gosto mais de viajar, de conhecer outras cidades, outras culturas, outras maneiras de viver. Se eu pudesse, trabalhava seis meses e viajava na outra metade. Infelizmente não pode ser... Para quem não conhece Madrid, aconselho a irem lá passear. A viagem é muito rápida e vale a pena. É uma cidade alegre, animada e com recantos bem bonitos... Aqui fica um cheirinho...
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos" Charles Chaplin
quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Peripécias...
Esta viagem foi fértil em peripécias. O dia da partida começou logo bem com uma queda barulhenta, o meu namorado tropeçou na escada do meu prédio, estatelou-se no chão e pregou-me um grande susto já que pensei que ele estava todo partido. Ao fim da tarde, estávamos nós, alegremente, a fazer o check-in quando a funcionária da companhia diz: - O Bilhete de identidade está caducado. Ficámos estarrecidos, ele não tinha reparado que o BI tinha caducado há meia dúzia de dias. Ele procurou mais documentos e, a muito custo, a companhia lá o deixou viajar. Mas as peripécias conttinuaram ao passarmos pelo controlo de segurança. Quando eu passo pelo detector de metais, aquilo desata a apitar. Eu, distraída como de costume, nem estava a perceber que era comigo. Os sapatos foram os culpados, tinham uma fivela. O que eu não percebi foi porque é que me "apalparam" toda se foram os sapatos que fizeram disparar o detector.
Quando chegámos ao aeroporto e fomos buscar as bagagens reparámos que faltava uma peça na mala da minha mãe. Não era muito grave, não valia a pena reclamar. Já passava da meia noite local quando chegámos à zona do hotel, eu tinha visto no mapa que era pertíssimo da saída do metro, tão perto que eu passei pela rua e não a vi. E fui andando, andando e nada de encontrar o hotel. Já estava a ficar preocupada. Resolvemos voltar para trás e lá o encontramos, duas ruas a seguir à saída do metro. E para terminar, que o relato já vai longo, numa das noites fomos a um restaurante para provar as famosas tapas (para ser mais exacta pedimos raciones que é o mesmo que as tapas mas é servida uma dose maior para dividir). Na mesa ao lado estavam 2 francesas, não pareciam muito satisfeitas com o que estavam a comer. Quando o nosso pedido chegou, não paravam de olhar para a nossa mesa. E, como se não bastasse, começaram a perguntar à minha mãe, que era quem estava mais perto, os nomes do que estavamos a comer. Ora a minha mãe só fala português e não percebia nada. Eu lá fui respondendo, um bocadinho incomodada. Se eu alguma vez me lembraria de estar a cobiçar a comida alheia! Enfim...
Hasta luego...
Entrada do Museo Thyssen-Bornemisza, uma colecção que começou por ser particular...
a Arte só serve para alguma coisa se for partilhada
O que é bom, passa depressa e o fim-de-semana passou a correr. Não sei dizer o que gostei mais, se a animação das "calles", das "plazas", do Mercado San Miguel ou do Parque del Retiro, se a arquitectura maravilhosa, o sabor das tapas ou a emoção de estar tão perto de tantas obras de arte... a imensidão e a violência do "Guernica", a doçura de "Las meninas", os maravilhosos instrumentos "Stradivarius" no Palacio Real. O cansaço é muito e as dores nos pés quase insuportáveis mas valeu a pena porque a alma e o espírito estão a transbordar. Madrid está ali tão perto...
quinta-feira, 22 de abril de 2010
"O Perfume - História de um assassino" de Patrick Süskind
Enquanto Baldini se encontrava ainda a manipular os candelabros pousados na mesa; Grenouille já tinha deslizado até aos recantos sombrios do atelier, onde se localizavam as prateleiras a abarrotar de essências,óleos e extractos preciosos, delas seleccionando os frascos que precisava, guiado pelo seu faro infalível. Eram nove ao todo: essência de flor de laranjeira, óleo de lima, óleos de cravo e de rosa, extractos de jasmim, de bergamota e de rosmaninho, tintura de almíscar e de bálsamo de estoraque. Apressou-se a retirá-los das prateleiras e a dispô-los na beira da mesa. A terminar, arrastou até aos pés da mesa um garrafão com espírito de álcool altamente concentrado. Foi colocar-se depois atrás de Baldini que ainda continuava a dispor os instrumentos com uma minúcia pedante, deslocando ao de leve um instrumento aqui, outro mais adiante, a fim de que tudo apresentasse segundo o bom e velho método tradicional e ressaltasse ante a luz dos candelabros. Esperou, trémulo de impaciência, que o velho saísse de onde estava e lhe desse lugar.
Dava-se então ao luxo de repousar um instante com a consciência tranquila. Distendia-se fisicamente e tanto quanto lhe era possível neste reduzido espaço de pedra. Interiormente, porém, nos espaços então limpos da sua alma, estiraçava-se indolentemente, gozando toda a embriaguez causada pelo esvoaçar dos odores mais subtis junto ao nariz: por exemplo, um ligeiro sopro perfumado , como se tivesse flutuado sobre os prados primaveris; um vento morno de Maio, soprando por entre as primeiras folhas, que coloriam as faias de verde; uma brisa marítima, com o sabor acre a amêndoas salgadas.
Ao lermos "o Perfume" parece que vamos também sentido, tenuamente, os mesmos cheiros, odores, aromas que Grenouille.
E hoje, Dia Internacional do Livro, peguem num livro e abandonem-se à fantasia e ao sonho. Boas leituras...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Finalmente...
...mudei o livro de cabeceira. O livro anterior "O perfume" é um livro muito denso e de leitura difícil. Amanhã tentarei falar dele...
Hola, Madrid!
Afinal parece que as cinzas vulcânicas decidiram dar umas tréguas e que a situação se está normalizando. Pelo menos a minha esperança é que eu consiga "abalar" (como dizia a minha avó) à hora marcada para aproveitar em cheio os 3 dias em Madrid. Graças ao guia American Express "Top 10 Madrid" já seleccionei os locais mais emblemáticos mas é complicado gerir a agenda tendo em conta os horários dos museus, as entradas gratuitas ao fim de semana e os horários de funcionamento das lojas. E já agora era bom que não chovesse para andar a pé e passear no Parque del Retiro que me parece bem bonito...
domingo, 18 de abril de 2010
Coradinha...
O dia começou cinzento e com chuva. Já há duas semanas que eu não ia passear à praia e por isso, ao ínicio da tarde, mesmo com nuvens carregadas, lá fui tentar a sorte. Contra todas as expectativas, acabei a tarde com a bochecha bem coradinha... O sol decidiu fazer-me a vontade e apareceu tempo suficiente para dar me dar uma corzinha enquanto bebia um sumo, bem abrigada, no meu bar preferido e seguia as acrobacias, na água, dos surfistas que participavam numa competição. Um cheirinho a uma verdadeira Primavera...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A nuvem que veio da Islândia
Anda por aí meio mundo a falar da nuvem de poeira gerada pela entrada em erupção de um vulcão na Islândia. Grande parte dos aeroportos estão encerrados por motivos de segurança e há milhares de pessoas afectadas. E ando eu a planear há tempos uma viagem a Madrid para o próximo fim de semana mas estou a ver cada vez como verdadeira a hipótese de ficar em terra. O pior é que está já tudo pago, viagem e hotel no centro de Madrid. E eu que já me estava a imaginar extasiada a olhar para o "Guernica"...
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Dia Mundial de...
P.S. - Ontem parece-me que foi o dia Mundial do Beijo. Espero que tenham dado muitos beijinhos, ontem e nos outros 364 dias do ano também...
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domingo, 11 de abril de 2010
E pronto...
A primeira fase das obras já terminou, a mudança está praticamente feita embora ainda falte arrumar muita coisa. O fim de semana foi de loucos mas a ajuda de todos permitiu que amanhã se possa funcionar normalmente. Não sei o que me doi mais se os pés, os braços ou as pernas mas valeu a pena!
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