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domingo, 5 de junho de 2011

Mais um domingo eleitoral

Mais uma vez repete-se a vitória da abstenção. De 9.429.024, só votaram 5.554.002 enquanto em 2009 de 9.347.315, votaram 5.658.495. O que quer dizer que a abstenção foi, até, superior à das últimas eleições legislativas. Tendo em conta as manifestações (como por exemplo a célebre manifestação do dia 12 de Março), os protestos e a insatisfação geral não se entende porque é que as pessoas continuam sem exercer o seu direito e a desperdiçar a melhor maneira de protestar, o voto.

Qual será a razão desta abstenção sempre tão elevada? Será desilusão com a classe política? Será desinteresse pelo futuro do país? Será o chamamento da praia ou de outras coisas mais interessantes para fazer? Eu também fui à praia, conduzi mais de 60 km e fui votar como sempre. Na minha opinião poucas coisas justificam a abstenção. Já se tem alado em criar um método de voto electrónico para facilitar a votação, para que as pessoas pudessem votar onde quer que estivessem. Acreditam mesmo que isso iria fazer uma grande diferença?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Indecisos

Ando aqui a pensar que tenho que seguir o exemplo desta blogger e desligar a televisão até passarem as eleições. Oh, debates mais cansativos! Se há indecisos, quer-me parecer que continuam a haver (e cada vez mais). Os debates são muito pouco esclarecedores.




E as belas frases dos políticos da nossa praça:

"- Em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andam a discutir, passo a expressão, pentelhos. " - Eduardo Catroga

"Posso-vos garantir que eu sou o mais africano de todos os candidatos ao Parlamento que existem em Portugal" - Pedro Passos Coelho (por ter uma mulher da Guiné-Bissau e uma filha que "também é africana")

“Esse africanista de Massamá tem de demonstrar amanhã se tem unhas para tocar a guitarra do País” - Pita Ameixa (deputado)

"O senhor é um provocador, não perturba mais o debate. Não vim para uma palhaçada" - Garcia Pereira, durante o debate entre os partidos sem representação parlamentar, a propósito das atitudes do ex-candidato presidencial José Manuel Coelho.




Estamos mesmo, mesmo bem (des)governados.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Afinal quem venceu?!



Estes são os resultados da freguesia onde estou recenseada. Não é muito diferente dos resultados nacionais. A abstenção foi, até, superior à média nacional (53,38%). Aqui na minha freguesia houve 7 240 pessoas que não expressaram a sua opinião através do voto. No país foram 5.135.968 os que não exerceram o seu dever. Haverá quem queira culpar os problemas informáticos como justificação para este nível de abstenção mas a verdade é que os portugueses cada vez se interessam menos pelos actos eleitorais. Se se interessassem, esta questão do cartão do cidadão e das alterações nos cadernos eleitorais não se punha. A maioria dos eleitores que tiveram problemas hoje já deviam saber que, se tinham mudado de residência, teriam que investigar, atempadamente, qual o número de eleitor e onde seria a mesa de voto respectiva. Ou então, essa informação devia ser fornecida quando as pessoas fazem o cartão do cidadão. Não sendo não restava outra hipótese senão prevenirem as situações que se passaram hoje. Eu, ainda, não tenho cartão do cidadão logo votei com o ultrapassado cartão do eleitor no local de sempre. Vou ter muita pena quando deixar de usar o cartão de eleitor já que foi com grande emoção que me recenseei, recebi o cartãozinho e votei pela primeira vez.

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