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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fraudes e mais fraudes

Ora ando eu, há mais de 14 anos, a batalhar, todos os dias, para dar uma boa imagem da minha profissão para depois me deparar com manchetes destas:




De vez em quando, lá vem uma notícia sobre fraudes na área dos medicamentos. Na maioria dos casos, a maneira como a comunicação social divulga estas notícias pode lançar suspeição sobre todos os profissionais. Naturalmente que há profissionais sérios e menos sérios em todas as profissões mas, quando nos toca directamente, doí um bocadinho. E, para além disso, há pessoas que se assustam com estas situações e deixam de confiar nas farmácias e nos seus profissionais. Isso não é bom porque a farmácia é o último contacto que os doentes têm com um profissional de saúde e é importante que se confie em todos os profissionais de saúde, sejam médicos, enfermeiros ou farmacêuticos. Esta história levou a que uma utente da farmácia onde trabalho a ligar para lá preocupada com a vacina que tinha tomado. Esta senhora perguntava se não teria tomado uma dessas vacinas "falsificadas" porque até já tinha estado muito doente apesar de ter sido vacinada. Não é admissível que as pessoas sejam levadas a pensar uma coisa destas. O que me deixa mais triste é que, muitas vezes, são os próprios farmacêuticos a cair nestas situações e contribuir para denegrir a imagem de toda uma classe profissional.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ficar em casa, a cuidar dos filhos

Tropecei nesta notícia no facebook. 

"As famílias alemãs que cuidem dos filhos em casa e não os coloquem em infantários ou outros locais, obterão um subsídio do Estado a partir de 2013: 100 euros por cada filho entre os 13 e os 24 meses. A partir de 2014, esse subsídio aumentará para 150 euros mensais por cada filho no seu segundo ou terceiro ano de vida. É o que estipula um projecto lei que o Conselho de Ministros enviou para o Parlamento alemão."

Na continuação da notícia diz-se que esta medida não seria bem recebida porque a ideia de ficar em casa já não é bem aceite pela mulher portuguesa. 
Na minha modesta opinião não se trata só de ser ou não bem aceite pela mulher portuguesa deixar de ter um trabalho remunerado. Já não é fácil sustentar uma família com 2 ordenados (se os dois tiverem, ainda, emprego) quanto mais só com um ordenado. Sim, porque o subsídio alemão também não é grande coisa, convenhamos. 
E, também há outra coisa que não percebo.  Então não eram os alemães que achavam que os portugueses trabalhavam pouco e agora querem dar incentivos às mães para ficarem com os filhos em casa? Sou só eu que acho que isto é um contra-senso?!

Não tenho nada contra as mulheres, ou homens, optarem por ficar com os filhos em casa. Até teria muitas vantagens pelo menos até as crianças terem 3 ou 4 anos porque diminuiria os episódios de doença nas crianças e os pais poderiam acompanhar todos os momentos de crescimento da criança. Não me parece é que haja condições económicas que permitam fazer esta opção.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Adopções falhadas

Esta noite, a TVI transmitiu uma reportagem (isto é apenas o teaser) sobre adopções falhadas e as crianças devolvidas. Parece-me que esta reportagem já não é nova. Não sei porque a transmitiram outra vez mas é duplamente chocante. E duplamente porquê? Choca a atitude das famílias que devolvem uma criança que se preparavam para adoptar e choca também o facto de as instituições onde estas crianças vivem permitirem que elas repisem a dor da rejeição sendo entrevistadas na televisão.
Adoptar não é uma brincadeira de crianças, é uma coisa muito séria. Obviamente, que a selecção de famílias deve ser feita com todo o cuidado o que não quer dizer que demore muito. Agora as instituições tembém ser muito bem analisadas porque expôr assim as crianças, mesmo sem se ver a cara, tem muito que se lhe diga.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Brigada da caixinha




Este fim de semana li um artigo bem interessante, na revista Notícias Magazine sobre o hábito que os portugueses vão adquirindo de levar o almoço de casa para o emprego. Nalguns sectores quem leva o almocinho de casa até pode ser olhado de lado mas eu concordo com a ideia que é passada no artigo, levar o alomoço de casa é um sinal de inteligência.


Eu, quando comecei a trabalhar, também ia sempre ao restaurante. Graças a esse hábito tenho hoje mais 12 kg do que tinha quando saí da faculdade não só pela comida mas principalmente pelas sobremesas altamente calóricas.


A pouco e pouco começámos a ir equipando a farmácia com mais condições para almoçar lá. Ao mesmo tempo comecei a notar que, na maior parte das tardes, ficava maldisposta porque fazia muito mal a digestão. Então fui-me habituando a levar comida de casa. Não quer dizer que leve todos os dias, uma vez por outra ainda como fora mas vou tentando. São muitas as vantagens, é mais saudável, mais económico e mais rápido. Hoje, por exemplo, o almoço foi uma salada de rúcula, tomate, queijo fresco e croutons o que também é fácil de conseguir porque há um supermercado na rua do meu emprego.


Só não acho bem que se coma na secretária. O melhor é ter um espaço onde se possa descontrair, não se pensar em trabalho e aproveitar o tempo, que não se esteve no restaurante à espera de ser servido, a dar um pequeno passeio, ler, fazer compras, por exemplo. E agora vou-me deitar que amanhã tenho que me levantar mais cedo para preparar a minha "marmita".




Imagem retirada daqui

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