domingo, 13 de fevereiro de 2011

Inverno Azul




Fosse eu influenciável pela publicidade e agora estaria a consumir Actimel como se não houvesse amanhã. O que eu sonhei ao som desta música. Adorava o "Verão Azul", não perdia um episódio. Queria ser a Bea e ter dois rapazes a lutar por mim... Nunca aconteceu.

Percebe-se perfeitamente qual é o alvo desta campanha, trintonas saudosistas como eu.


P.S. - Um dia destes estava a dar um episódio do "Verão Azul" na RTP Memória patrocinado, obviamente, pelo Actimel.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Solidão não tem idade

A Comunicação Social tem coisas muito engraçadas. Só depois de ter notícia a idosa que esteve morta durante 8 anos no interior de sua casa sem nunca ter sido encontrada é que descobriram que a solidão é um problema muito grave da nossa população idosa. Hoje, para além da repetição e continuação desta história, pudemos assistir a reportagens, discussões e fóruns sobre o mesmo tema. A solidão na 3ª idade é realmente um problema muito grave mas que não limita a esta fase da vida. Quanto mais caminhamos nesta era da informação, dos "amigos" do Facebook, dos blogues, do Hi5 mais as pessoas estão sozinhas à frente do ecran embora tenham a ilusão de estar sempre em contacto. Um dia ainda vamos ouvir a notícia de alguém de 30/40 anos encontrado morto no seu apartamento em frente ao seu pc permanentemente ligado.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Veto presidencial

O Presidente da República vetou, pela primeira vez, um diploma do Governo. Com esta declaração, no site da Presidência da República, o Presidente apresentou as suas justificações para vetar o diploma sobre prescrição de medicamentos que prevê a obrigatoriedade de indicação do nome genérico e, também, a obrigatoriedade da prescrição electrónica. O Presidente diz que recebeu cartas e pareceres que o levaram a vetar este diploma. É de lamentar que não tenha pedido o parecer da Ordem dos Farmacêuticos (OF) e, já agora, também não percebo porque é que o Bastonário da OF só agora vá pedir uma audiência, com carácter de urgência. Se calhar já o devia ter feito. A aprovação deste diploma não implicaria a alteração sistemática dos medicamentos genéricos. Há que confiar no bom senso dos farmacêuticos. Quando o doente é analfabeto e só identifica o medicamento pela cor da caixinha, é natural que se vá mantendo sempre o mesmo genérico. Agora a verdade é que este diploma resolveria muitos problemas, por exemplo quando os medicamentos estão esgotados.
Os farmacêuticos são profissionais de saúde com formação superior e perfeitamente preparados para aplicar esta medida. Nenhum profissional de saúde conhece melhor o medicamento do que o farmacêutico. O estudante de medicina aprende a fazer diagnóstico e aprende que para aquele diagnóstico é indicada aquela substância activa, sem referência a marcas.
Numa das reportagens que vi esta noite havia uma senhora que dizia que o médico é que conhecia bem doente e então por isso é que o farmacêutico não deveria substituir por genérico na farmácia. Tenho a dizer que, na urgência, o médico não conhece, de todo, aquele doente, muitas vezes até nem lhe presta muita atenção porque tem ainda muitos doentes para observar. A mesma senhora dizia que podia não ir sempre à mesma farmácia. É verdade mas também se observa que há muitos utentes que estão fidelizados sempre à mesma farmácia e até há, hoje em dia, farmácias que implementaram um programa de acompanhamento dos utentes o que permite ter, na farmácia, um registo de toda a terapêutica e todos os problemas associados ao doente e à sua terapêutica. E eu vejo tantas prescrições que me mostram que há médicos que não conhecem bem os doentes. Só não dou exemplos porque este desabafo já vai longo. Estes assuntos deixam-me fora de mim.
P.S. - Gostava de ser uma mosca para ouvir as conversas entre o Sr. Presidente e a filha e a nora, ambas farmacêuticas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Momento surreal do meu dia

Eu, atrás do balcão, e as minhas colegas ali à volta. Aproxima-se uma senhora que eu tinha atendido há uns dias quando estava de serviço e diz, com o ar mais natural do mundo:

- Olhe o meu marido tomou os medicamentos que comprou aqui e já lá está debaixo da terra.

Eu, de olhos esbugalhados e queixo caído, penso, num primeiro momento, "Ela está a brincar" e, num segundo momento, penso "Ela está a culpar os medicamentos pela morte do marido". Mesmo assim pergunto:

- Como?

E ela continua (sem emoção, sem uma lágrima, como se estivesse a falar de outra pessoa qualquer:

- Pois, tomou os medicamentos, jantou bem, dormiu umas horas e morreu.

E ela vai contando os pormenores, toda bem disposta. Nunca, quase 12 anos de profissão me contaram da morte de alguém desta maneira tão desprendida. Nem queria acreditar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Shakira - Loca




Se virem uma louca a conduzir em quanto dança e canta, sou eu ao som desta música. É favor afastarem-se e deixarem-me passar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A minha 6ª do sorriso

Se eu, hoje, não tivesse chegado atrasada ao trabalho não dava por esta iniciativa das rádios portuguesas. Parece que já tinha sido anunciado mas, como eu sou muito distraída, não tinha dado por nada. Às 9 da manhã estava a ouvir a Rádio Comercial e quando o Pedro Ribeiro desafiou os ouvintes a sorrir pensei: "O que é que ele está a dizer?! Passou-se". Então comecei a fazer zapping radiofónico e percebi que não era uma brincadeira, era mesmo a sério, todas as rádios do país apelaram a que cada ouvinte sorrisse para quem estivesse ao lado. Ainda olhei para os carros que se cruzavam comigo mas os condutores eram muito carrancudos. Guardei o meu sorriso para as minhas colegas de trabalho e para os meus utentes que bem precisam de sorrisos. Não podia estar mais de acordo com esta iniciativa. Se cada um de nós sorrisse com mais frequência, a sociedade seria bem melhor. Sorriam mesmo quando há poucos motivos para isso. Que os sorrisos desta sexta-feira se prolonguem pelo fim-de-semana e continuem a iluminar os nossos dias.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

NY in a bottle


Cosmopolitan era a bebida "oficial" da série de culto das mulheres da minha geração, O Sexo e A Cidade. A série que nos fez sonhar com o glamour das festas, sofistificação dos "outfit" e uns Manolo Blahnik. Já estive em Nova Iorque, não fui a nenhuma festa, não bebi cosmopolitan e nem vi assim muitas mulheres com Manolo Blahnik mas mesmo assim adorei passar por lá e adorava voltar lá com mais tempo.
Quantas de nós não sonhámos viver algumas das situações de O Sexo e a Cidade. Calçar uns Manolo Blahnik será mais difícil mas beber Cosmopolitan é, agora, muito mais fácil e acessível já que, um dia destes, dei com esta garrafinha num supermercado. Só que, façam o que fizerem, é impossível enfiar a essência da cidade, da Big Apple num simples garrafa.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Competição infantil







Ontem, como na maioria dos domingos passados na casa do meu namorado, fomos almoçar ao restaurante aqui do prédio. Nos domingos de Inverno, o prato do dia é Cozido à Portuguesa que eu adora mas que acho uma chatice fazer em casa para poucas pessoas já que é preciso um bocadinho disto, um bocadinho daquilo e por aí fora. Apesar de termos ido cedo, o restaurante já estava bem composto e ainda esperavam mais gente. Reparámos que a maioria dos clientes eram meninas da patinagem artística. Aqui perto há um pavilhão gimnodesportivo e quando há competições é habitual os atletas almoçarem neste restaurante.

Depois do almoço, resolvemos ir lá espreitar e ficámos durante um bocado a ver as provas. Admiro muito quem é capaz de se manter em pé em cima de uns patins e ainda por cima levantar uma perna, fazer piruetas enfim. Eu seria incapaz de tal coisa. As meninas que estavam naquela fase da competição eram bem novinhas. Algumas ficaram muito desiludidas, choravam e tudo, quando eram eliminadas. Tenho dúvidas se é saúdavel para estas meninas estarem sujeitas a este stress de competição. Ao olhar em volta apercebi-me que, praticamente, só assistiam familiares das atletas. Estas famílias devem viver os fins-de-semana à volta da actividade desportiva das crianças, ora vão levá-las aos treinos, aos estágios ou correm o país de competição em competição. Será essa a melhor maneira de passar um fim-de-semana em família? Estas meninas serão mesmo felizes com esta actividade? Acho muito bem que os miúdos tenham algum actividade física (bem me teria ajudado quando era miúda e preguiçosa) e que esse hábito se mantenha pela vida activa. Agora tenho muitas dúvidas se a competição será bom para o seu desenvolvimento psico-social.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Hereafter Trailer (HD)



Quando, há uns meses, vi a apresentação deste filme de Clint Eastwood fiquei com as expectativas muito altas. Finalmente fui assistir ao filme e achei que podia ter sido melhor. O tema podia ter sido tratado de um modo mais profundo. A cena do tsunami está muito bem feita, foi arrepiante. Obviamente que o filme faz pensar, ainda mais a quem já perdeu alguém que amava. Apesar de eu ter outro tipo de crenças no que diz respeito à vida depois da morte não pude deixar de me lembrar do meu pai e de como eu gostaria de sentir o conforto da sua opinião pelo modo como eu fui construindo a minha vida. Como seria bom que ele me pudesse dizer que se orgulhava da mulher que eu sou. Às vezes penso que, talvez, o tenha desiludido... Acredito que nos encontraremos, de algum modo, na vida eterna!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mas está tudo doido ou quê?

Ora vinha eu, feliz e contente, do cinema quando ouço esta notícia na TSF. Dá para acreditar que aquele homenzinho, o Carlos Silvino, ou Bibi se preferirem, vem agora dizer que os arguidos estão todos inocentes????!!!! Depois do tempo e do dinheiro que se gastou ao país?! Então vem agora dizer que foi obrigado a dizer o que disse e que os rapazes da Casa Pia "levaram porrada" para testemunharem contra aquelas pessoas?! Estou estupefacta. Mas a Justiça Portuguesa é um circo ou somos todos palhaços?! A principal testemunha diz uma coisa durante o processo e agora que foram condenados vem desdizer-se! E é para isto que servem os nossos impostos? Já nem sei o que dizer, este país está muito pior do que aquilo que eu pensava!

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