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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Não há praia, há passeio pela mata

Tendo em conta que o namorido está de férias, eu também aproveitei para tirar uns dias. Pensava fazer os primeiros dias de praia do ano mas escolhi a semana errada. O tempo não tem estado muito agradável. Tenho aproveitado para descansar e para ir pondo as leituras em dia. 
Ontem aproveitei para fazer crepes que não tenho tempo para fazer quando estou a trabalhar mas não ficaram grande coisa já que experimentei uma receita diferente. Para a próxima, volto à receita habitual.
Esta tarde fomos dar uma caminhada pela Mata Nacional dos Medos. É sempre agradável  mas ainda mais na Primavera com os pássaros a cantar e com muitas flores silvestres junto aos caminhos. O passeio também serviu de "prospecção" para descobrir aonde há medronheiros para fazermos uma colheita daqui a uns meses. Aqui ficam algumas imagens:


domingo, 26 de janeiro de 2014

No meu Alentejo

Quando era miúda, passei uns quantos verões no Alto Alentejo. A minha família materna teve origem na zona de Ponte de Sor mais propriamente perto do local onde, hoje, se localiza a barragem de Montargil. No entanto, devido à construção da referida barragem, os meus avós maternos acabaram por levar a família para um monte localizado relativamente perto de Cabeção, concelho de Mora. E era nesta zona que eu, como já referi, passava os meus verões da infância. O concelho de Mora é muito bonito e vale a pena visitar. Um dos pontos de interesse, para além da excelente gastronomia, é o Fluviário, o primeiro aquário de água doce da Europa. O Fluviário foi construído junto do Açude do Gameiro que se localiza no Rio Raia. Na área circundante do açude e do rio localiza-se o chamado Parque Ecológico do Gameiro que possui, entre uma série de infra-estruturas destinadas a actividades de lazer, um passadiço ao longo do Rio Raia (1,5 km) e através do montado (2,5 km). 

Ontem, depois do almoço, fui conhecer este passadiço. Infelizmente, não estava com muito tempo por isso só andei um bocadinho. A tarde estava espectacular já que fui brindada com um céu azul e um sol radioso. Mesmo com um passeio curtinho já deu para perceber que é muito agradável atravessar este passadiço. Fiquei com muita vontade de voltar lá com mais tempo para poder aproveitar melhor deste contacto privilegiado com a natureza.




domingo, 3 de fevereiro de 2013

Fevereiro no Hemisfério Norte

Nos últimos tempos, viver em Portugal tem-se tornado cada vez mais difícil. Tanto que muitos optam por ir tentar a sorte noutro país. Mas se esquecermos a austeridade, a taxa de desemprego e todas essas coisas desagradáveis, Portugal é um óptimo lugar para se viver. Em quantos países do nosso Hemisfério, é possível passear na praia num dia de sol mesmo em Fevereiro, em pleno Inverno? Só mesmo por aqui...


Já não fazia uma caminhada, como a desta manhã, há bastante tempo. E valeu mesmo a pena. O sol aqueceu-me o corpo e o espírito, respirei a maresia, ouvi o bater das ondas, cansei-me mas soube-me mesmo bem. Cruzei-me com muitas outras pessoas que também aproveitavam esta fantástica manhã, em casal ou em família, a andar, a correr ou a surfar e até vi um rapaz que deu um mergulho. Vale ou não vale a pena viver em Portugal? É ou não possível ser feliz nestes breves momentos em comunhão com a natureza e em que mais nada interessa?

domingo, 30 de dezembro de 2012

Viagem de Inverno - As Beiras

Nos últimos anos, por esta altura, costumo estar a voltar de uma viagem fora do país. Este ano foi tudo diferente. Como não pude tirar férias no fim do ano, tirei uns dias antes do Natal. E também não fui para fora do país, dei uma volta por alguns locais da Beira Baixa e da Beira Alta chegando à Serra da Estrela. Ainda não tinha partilhado as minhas andanças, primeiro porque "se meteu o Natal" e depois porque fui atacada por uma valente constipação que me deixou de rastos durante uns dias.

O passeio pelo interior de Portugal foi muito bom. Ficámos perto da Covilhã na casa de familiares de uma colega do A. e contámos com a companhia da filha dela, uma miúda de 17 anos absolutamente encantadora. Sempre de sorriso pronto mesmo pela manhã.

O que mais gostei foi conhecer aldeias como Monsanto ou Sortelha onde as casas de pedra dominam a paisagem, a simpatia das pessoas e a comida. A maior desilusão foi não conseguir, pela 2ª vez, ver a Serra da Estrela com neve. Quando vejo as imagens actuais até me custa a acreditar que estive lá há uma semana. Quase que não via a própria Serra porque no dia em que subi à Torre estava um nevoeiro serrado. Felizmente que, no último dia, fomos dar mais uma volta pela Serra. O dia estava lindo lá em cima.
 Adorei o Covão da Àmetade, onde nasce o rio Zêzere, e o Poço do Inferno embora o caminho seja assustador ou melhor dizendo infernal.
 E a descida para Manteigas também tem qualquer coisa de mágico.

Portugal é muito bonito e nós esforçamo-nos tão pouco para o conhecer.

Mais fotos aqui

domingo, 16 de setembro de 2012

É possível ser feliz na simplicidade

Nos últimos tempos tenho escrito muito pouco por aqui. Na verdade há cada vez menos inspiração para escrever tendo em conta o mote deste blogue "é possível ser feliz em todas as circunstâncias da vida". O que se passa à nossa volta faz-nos ter cada vez menos esperança e cada vez menos motivos para sorrir. A drástica diminuição do poder de compra vai-nos tirando a oportunidade de aproveitar alguns prazeres que a vida nos proporciona como concertos de música, peças de teatro, livros, passeios, os gadgets mais recentes, viagens, e por que não dizê-lo, o prazer do puro consumismo feminino que nos leva a comprar mais roupa, sapatos ou malas.
Só nos resta tirar proveito das coisas simples da vida. E, se calhar, a crise até nos ensinará que podemos encontrar a felicidade na simplicidade.

O que me leva a partilhar algumas imagens de um local aonde eu nunca tinha ido. Nas várias cidades que já visitei, uma das coisas que mais gosto de ver são os mercados de fruta e legumes na rua. Adoro aquela azáfama, as cores, a disposição dos artigos. E já tenho passado por mercados bem encantadores. Só que há um bem perto, aqui mesmo em Portugal, no Oeste aonde eu nunca tinha ido apesar de já ter ido imensas vezes às Caldas da Rainha. Hoje fiz compras no Mercado da Fruta das Caldas. Não se pode negar que as frutas e os legumes têm um ar muito mais apetitoso do que no supermercado.




Sempre se ajuda os produtores locais que devem estar mesmo a precisar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Marinhas de Sal de Rio Maior

Hoje andei por esta zona. Estas salinas situam-se a cerca de 3 km de Rio Maior, no sopé da Serra dos Candeeiros. Aqui existe uma mina de sal-gema muito extensa e profunda que é atravessada por uma corrente de água subterrânea que alimenta um poço. A água extraída desse poço é muito mais rica em cloreto de sódio do que a água do mar. A água é trazida para a superfície e colocada em tanques, ou talhos como se chamam ali. A exposição ao sol e ao vento e a evaporação da água faz com que se obtenha o sal.
O processo é muito semelhante ao que se utiliza nas salinas junto ao mar mas é uma paisagem muito sui generis ver aqueles tanques e montes de sal tão longe do mar (cerca de 30 km).
A colheita de sal de hoje deve ter sido grande já que estava muito calor.
Estas salinas já são exploradas há mais de 8 séculos. O primeiro documento conhecido referente às salinas data de 1177.

Vale a pena a visita. Se forem pela hora do almoço, existe lá uma simpática churrasqueira, o Solar do Sal, numa das casas de madeira típicas das Salinas de Rio Maior. A decoração é muito gira e alusiva à especialidade da casa, frango no churrasco. É um restaurante muito simples mas muito em conta neste tempo de austeridade. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Noite na aldeia


Esta noite vim dormir à aldeia. Como o jantar foi um bocadinho exagerado, eu e o A. fomos dar uma volta a pé. A noite, aqui, tem qualquer coisa de mágico. O céu nocturno numa aldeia não tem nada a ver com o céu da cidade. Como a iluminação é muito menos intensa, consegue-se descobrir um número muito maior de estrelas. Mas a surpresa maior estava reservada para o regresso a casa. Quando estavámos a passar pelo pátio para irmos para casa, notei um estranho brilho que parecia voar entre as árvores do pátio. Eram pirilampos, um insecto que sempre me fascinou. Já não via pirilampos desde a minha infância (nem digo há quantos anos foi). Acho mesmo giro ver aquelas luzinhas a piscar no ar. Consegui perceber que esvoaçavam por ali 2 ou 3 destes insectos luminosos. Uma característica muito prática, aquela "lanterninha".

Imagem daqui

domingo, 13 de maio de 2012

Domingo radical

Esta manhã, participei, com o meu namorido, numa actividade de canoagem em grupo. Já temos feito algumas vezes, no nosso caiaque insuflável, mas só em lagoas. Desta vez foi muito mais duro já que fizemos canoagem em mar, junto à costa, em Sesimbra. E ainda por cima estava vento o que dificultava muito. Saímos do porto de abrigo de Sesimbra e fomos em direcção a poente para pararmos numa praia deserta. Sair e entrar no porto e contornar o pontão foi o mais difícil devido ao vento. Nem sempre nos entendemos mas houve algumas partes do percurso em que conseguimos encarrilhar num bom ritmo. O melhor de tudo foi chegar à praia que era lindíssima. E também gostei de andar junto às rochas porque nessa altura a ondulação não estava muito forte.

Eu não sou muito adepta de actividades radicais mas quem sabe se não experimento ainda mais alguma coisa. Afinal a vida é tão curta, não é verdade?

Umas horas depois de acabarmos a actividade é que começámos a sentir os efeitos da força que tivemos que fazer para chegar a bom porto. Os músculos dos braços ardiam. Agora já nos sentimos muito melhor devido às maravilhas da química farmacêutica. Bendito aceclofenac.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aproveitando o sol de Inverno...

Ontem foi dia de ir passear ao campo, à terra da família do A.. Apesar de ser Inverno, o sol tem dado um ar da sua graça convidando a passeios. Cada vez que vamos à terra é "obrigatório" ir à fazenda. É de lá que vêm as abóboras e as maçãs que eu transformei em doce aqui há uns meses. A verdade é que a natureza, no Inverno, não é assim muito bonita. Quer dizer, tem uma beleza muito particular.

As árvores foram podadas e não têm nem 1 folhinha para amostra. Na verdade, a natureza é assim, primeiro tem que "morrer" para poder renascer. florescer e frutificar na Primavera.
A nossa vida também é assim, muitas vezes temos que deixar "morrer" parte de nós para nos podermos renovar e sermos pessoas diferentes, melhores.
Felizmente não há mal que sempre dure e daqui por alguns meses, quando voltar à fazenda, já encontrarei esta imagem diferente

As folhas serão mais que muitas e já não saberei o que fazer a tanta fruta. Ainda bem que é assim. Como diria Lavoisier:
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".



P.S. - Actualização no meu blogue "Nas tuas margens..."

domingo, 31 de julho de 2011

Duro passeio de bicicleta





Como ontem a meteorologia não prometia um dia de praia muito agradável (vento para variar), o meu namorido teve a ideia de ir fazer um passeio de bicicleta com piquenique incluido. O destino escolhido foi a Lagoa de Albufeira. Esta Lagoa é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana, e pela água salgada do mar, quando o cordão dunar é aberto artificialmente na Primavera (retirado daqui).
Já no ano passado fomos até lá de bicicleta. O caminho é muito agradável, pela mata e a margem da Lagoa é muito bonita. Como se situa numa zona mais abrigada não se nota tanto o vento como na praia. Quando lá chegámos encontrámos um pinheiro enorme em cuja sombra nos instalámos. O dia foi excelente, muito bem passado Apanhei mais sol do que o costume porque à sombra estava frio.





O pior foi que eu ando pouco de bicicleta. Sou muito lenta e na estrada tenho medo (a mim é uma cena que me assiste) dos carros. Depois o selim é um bocado duro, começam a doer-me os gluteos e tenho que descansar. Na mata há zonas em que há muita areia onde não consigo conduzir a bicicleta e tinha que ir a pé a empurrar a bicicleta. O A. parou imensas vezes à minha espera, coitadinho. Se fosse sozinho demorava metade do tempo, com toda a certeza.





Hoje estou que nem posso, com dores e ainda uns quantos arranhões já que acertei com as silvas todas que encontrei pelo caminho. Vou passar o dia todo "alapada" na toalha, ai vou, vou!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Pedalar até à praia




A primeira prenda de Natal que o A. me deu foi uma bicicleta. Como ele já tinha uma, a ideia era fazermos passeios na zona da casa dele quando o tempo não estivesse convidativo para ir à praia. O problema é que eu sou muito preguiçosa e, em 2 anos e tal, poucas têm sido as vezes em que saimos os dois para pedalar.

Ontem de manhã, como o dia estava nebulado, o A. desafiou-me em irmos de bicicleta até uma das praias. E eu disse logo que sim. Primeiro dei uma voltinha lá no bairro para me ambientar e depois lá fomos nós. O passeio foi muito agradável embora eu não me sinta muito à vontade quando há algum trânsito automóvel como foi o caso de algumas das vias por onde passámos. O caminho para a praia é, quase sempre, a descer e é espectacular ir a descer, a velocidade é maior e sente-se o vento a bater no rosto.

Quando chegámos à praia fiquei um bocado atrapalhada com a areia e ia caindo. Sentámos um bocadinho para descansar. A praia tinha algumas pessoas mas estava sossegada. O pior foi voltar para casa uma vez que era a subir. Lá tive que subir algumas vezes a pé com o veiculo pela mão. Gostava de repetir o passeio mas só quando os meus músculos se esquecerem porque hoje quase que não me posso sentar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Óbidos, Vila Natal

Tanto ouvi falar de "Óbidos, Vila Natal" que resolvi ir até lá. Óbidos é uma vila maravilhosa, adoro passear por aquelas ruas, entrar nas lojinhas e beber uma ginginha em copo de chocolate. A "Vila Natal", propriamente dita, achei um bocadinho decepcionante. Podia ser bem mais bonito. Se calhar, sou crescida demais para achar piada à "Vila Natal". Mas aqui ficam algumas imagens para poderem apreciar...





sexta-feira, 4 de junho de 2010

Feriado no sol


O feriado não foi passado na praia como seria de esperar mas também foi passado ao sol. Fui dormir a uma aldeia bem bonita, acordei ao som dos passarinhos e dei uma voltinha pelo campo. O almoço foi um belo linguado grelhado, um dos meus peixes preferidos. Durante a tarde, dormitei na relva e li à sombra de uma nespereira. A isto chamo eu... qualidade de vida!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Palácio de Queluz

Ontem dormi pouco mas valeu a pena. A última noite estive de serviço e dormitei umas horas mas mesmo assim aproveitei o dia para estar com a minha mãe e com o meu amor. O destino escolhido, Queluz. E fomos turistas por umas horas. Almoçamos e depois lá fomos à visita. O Palácio tem salas belíssimas bem ao estilo rococó. As decorações dos tectos e das paredes são fabulosas. Numa das salas assistimos a uma divertida animação para as crianças. Infelizmente o tempo não permitiu que aproveitassemos convenientemente um dos ex-libris de Queluz, os Jardins do Palácio. Como a chuva abrandou conseguimos dar uma voltinha mas soube a pouco. Tenho que lá voltar para conhecer melhor os Jardins.

P.S. - As imagens são cortesia do meu amor porque eu não levei nem máquina fotográfica nem telemóvel. Muito obrigada.

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