terça-feira, 7 de Abril de 2009

Farmacêuticos vs Médicos


«Medicamento genérico», medicamento com a mesma composição
qualitativa e quantitativa em substâncias activas, a mesma forma
farmacêutica e cuja bioequivalência com o medicamento de referência
(«Medicamento de referência», medicamento que foi autorizado com base
em documentação completa, incluindo resultados de ensaios
farmacêuticos, pré-clínicos e clínicos) haja
sido demonstrada por estudos de biodisponibilidade apropriados;
Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto
Desde o dia 1 de Abril que o País assiste a esta polémica que opõe, principalmente, médicos e farmacêuticos no que diz respeito à substituição de medicamentos de marca por medicamentos genéricos. Nesta confusão toda há umas coisas que não percebo:
  1. Se um médico quando está a receber a sua formação académica aprende que substâncias activas actuam em cada patologia porque é que, quando começa a trabalhar, insiste que aquela marca é que é boa e a outra não?
  2. Se, em ambiente hospitalar, prescreve por Denominação Comum Internacional (nome da substância activa) e quando está no consultório ou na consulta externa "esquece-se" e só prescreve por marca?
  3. Porque é que a Ministra da Saúde levou 6 dias a pronunciar-se?
  4. Porque é que o Bastonário da Ordem dos Médicos acha que os farmacêuticos não têm conhecimentos que lhes permitam fazer a tal "substituição"? A meu ver a palavra substituição nem devia ser utilizada. Os farmacêuticos não estão a substituir aquilo que o médico prescreveu mas sim a ajudar o utente a optar pela mesma substância activa a um preço mais baixo.
  5. Que eu saiba quem tem conhecimentos de tecnologia farmacêutica (produção, excipientes e por aí fora) é o farmacêutico e não o médico.
  6. O especialista do medicamento é o farmacêutico ou o médico? Parece-me que é o farmacêutico.
  7. Será que é o farmacêutico que é movido por interesses comerciais? E o médico é movido por que interesses?
  8. O farmacêutico é um profissional de saúde que se rege por princípios éticos e deontológicos tal como o médico.
  9. Se os médicos confiam no Infarmed (orgão do Ministério da Saúde que tutela esta área) para fiscalizar, aprovar a comercialização, garantir a qualidade dos medicamentos de marca porque é que não confiam no mesmo Instituto para fazer exactamente o mesmo trabalho no caso dos medicamentos genéricos?

A meu ver, o problema que está aqui em questão é que os vários intervenientes no Sistema de Saúde se estão a esquecer que o utente é que deveria ser o centro do Sistema de Saúde. Isso não se nota pois não? Cada um se acha o dono da razão quando todos deveriam trabalhar em conjunto para melhor a qualidade de vida, em todos os aspectos, do utente.

9 comentários:

Jorge Freitas Soares disse...

Olá

Falei nisto um destes dias lá no meu sitio.

O problema aqui é que há muitos interesses pelo meio... e o ultimo que conta é o que deveria contar primeiro.. o do utente.

Eu sou da opinião que o médico deveria ser impedido de prescrever marcas comerciais, deveria prescrever unicamente a substancia activa e o doente comprava a marca que entendesse.

Jorge

Vanity disse...

Pois eu estou pelos farmaceuticos. Há que mudar mentalidades e há que passar a consumir genéricos, Deviamos aliás consumir 10 comprimidos e não caixas com 60 quando não precisamos de tantos para o tratamento em questão. Estão a politizar a questão e a levar a coisa para ódios de estimação que alguns têm. Para mim a questão é simples paracetamol e Ben-u-ron é o mesmo por isso devemos levar o mais barato!

RRR disse...

O farmaceutico percebe de medicamentos mas é o médico que percebe da doença!!!!

Nenhum tem razão, mas qual é o médico que gosta de ver a sua receita alterada sem autorização....
Na verdade, custa-me a crer que alguém como os farmacêuticos que tem um negócio de vendas, onde o lucro depende da percentagem do que se vende, esteja interessado em vender mais barato. Tal caridade não existe na vida real. Também os médicos dizem que os move o supremo interesse dos doentes estão a recorrer à boa causa, mas não à causa verdadeira.

Anabela disse...

Tem toda a razão,mas sou das poucas pessoas que não está ao lado dos farmacêuticos.. a bem da verdade não estou do lado de ninguem mas acho que ninguem gosta de fazer uma coisa, que acha que está certa, e vir outra e achar que não é assim, mas que de outra maneira ficava melhor...
Hora eu acho que nenhum médico deve gostar de saber que receita uma coisa a um doente e que o farmacêutico altere a mesma...
Assim se quissermos ser mais poupadinhos não vamos ao médico mas sim directamente à farmácia!!!!!
Uma coisa como leiga eu sei, e a mim ninguem me engana...do medicamento percebe o farmacêutico mas da doença é o médico!!!!!

Já agora acrescentem mais um quadrado ao receituário em vês de ser só quadradinhos para o autorizo/não autorizo a alteração da receita, podem por também que se a mesma for alterada as consequências da mesma serão da responsabilidade não do médico mas sim de quem a alterou........

Anónimo disse...

Na minha opinião ( de leiga ), os dois deveriam trabalhar em conjunto, pois eu como balconista durante 15 anos vi mu erros bobos de médicos (não que sejam culpados pois sei que trabalham em estrema pressão e as vezes sem condições apropriadas) erros como ex: passar claritin d 24hs de 8 em 8hs, sendo este de liberação prolongada, esse pra mim foi um dois mais gritantes mais já teve outros, já aconteceu em várias farmacias que eu trabalhei proximo a consultórios médicos, receber a mesma prescrição para acredito que 90% dos pacientes que foram atendidos isso sem exagero ex: paracetamol e diclofenaco de sódio (isso para não divulgar o nome comercial), será que todos os pacientes estavam com a mesma doença, e o mesmo histórico de vida?, vi um comentário mais acima que falava que o farmaceutico não iria vender o mais barato pois o interesse dele é comercial, discordo desta afirmação, pois o farmacêutico não ganha com as vendas e muitas vezes ele é obrigado a ficar dentro da sala "escondindo" para não ter que vizualizar uma venda equivocada e ter que interromper. Quantos de vcs já viram o farmacêutico no meio do sala atendendo os clientes? acredito que poucos. Quem gosta de vender é o balconista e ganha muito bem por sinal em algumas farmácias chegam a ganhar o dobro e meio em relação ao farmacêutico. E em relação de não querer vender o mais barato também discordo pois tem medicamento que chamamos de bonificados que são 70% mais barato que o de referencia e é nesse que vamos ganhar a bonificação e não no mais caro.Pra finalizar a minha humilde opinião, acho que os dois deveriam trabalhar em conjunto pois quem entende do medicamento é o farmaceutico e doença é o médico, se alguem vier me falar que o medico estuda farmacologia, eu digo que não é tão a fundo como o farmacêutico e se me falar que o farmacêutico não estuda as doenças e o historico do paciente em relação a local onde mora , alimentação, genetica eu digo que estuda pois estou terminando a faculdade de farmácia mais tambem digo que não tão afundo quanto ao médico por isso repito os dois deveriam trabalhar em cojunto para o bem da população que já é tão carente de saúde, acredito eu como já funciona em alguns paises, que o médico deveria atender diagnosticar prescrever, e depois passar pelo farmacêutico, se este acha-se que podesse ocorrer alguma interação medicamentosa ou fisiologica em relação a este paciente,o mesmo ligava para o médico falava do que foi indicado e o médico prescrevia uma nova receita. Não sei se minha opinião é valida não conheço a funda a faculdade de medicina não posso julgar mais como balconista vi várias coisas que daria para escrever um livro, e não estou falando de interações não , estou falando de erros simples que qualquer um fora da area questionaria, repito não acredito que seje um erro por ignorancia, acredito que seje pela pressão de alguns hospitais. obrigada pelo espaço.

Ela disse...

Boa noite queridos.
Sou aluna do quinto periodo de Farmácia, e quanto mais estudo farmacologia (e não são poucos periodos que estudamos) mais vejo como é gritante a situação da saúde em relação aos erros ocorridos devido a prescrições erroneas de médicos. Como li nos comentários anteriores, percebo que a população consegue enxergar o óbvio (que o médico entende de diagnóstico de doença, não entendo como o Ministério da Saúde não enxerga (ou não quer enxergar isso). Pensa bem! O médico estuda ação de medicamentos na faculdades por 6 meses.O Farmaceutico estuda ação de medicamentos no corpo po 5 anos. Em lugares como a Europa e EUA quem prescreve o medicamento é o farmacêutico. Ao médico cabe diagnosticar. O problema é que aqui no Brasil os interesses econômicos das indústrias farmaceuticas falam mais alto. O representante de laboratório visita o médico, diz pra ele como o medicamento funciona (e o camarada nem formação academica pra isso tem), o médico ganha sua comissão, e o paciente vira cobaia (se der algum problema ou alguma interação medicamentosa, não tem problema, porque temos a Anvisa pra retirar ele do mercado e todo mundo fica feliz).
Realmente somos tratados como verdadeiros palhaços!
Bem pelo menos é assim que me sinto!

Elaine disse...

Boa noite queridos.
Sou aluna do quinto periodo de Farmácia, e quanto mais estudo farmacologia (e não são poucos periodos que estudamos) mais vejo como é gritante a situação da saúde em relação aos erros ocorridos devido a prescrições erroneas de médicos. Como li nos comentários anteriores, percebo que a população consegue enxergar o óbvio (que o médico entende de diagnóstico de doença, não entendo como o Ministério da Saúde não enxerga (ou não quer enxergar isso). Pensa bem! O médico estuda ação de medicamentos na faculdades por 6 meses.O Farmaceutico estuda ação de medicamentos no corpo po 5 anos. Em lugares como a Europa e EUA quem prescreve o medicamento é o farmacêutico. Ao médico cabe diagnosticar. O problema é que aqui no Brasil os interesses econômicos das indústrias farmaceuticas falam mais alto. O representante de laboratório visita o médico, diz pra ele como o medicamento funciona (e o camarada nem formação academica pra isso tem), o médico ganha sua comissão, e o paciente vira cobaia (se der algum problema ou alguma interação medicamentosa, não tem problema, porque temos a Anvisa pra retirar ele do mercado e todo mundo fica feliz).
Realmente somos tratados como verdadeiros palhaços!
Bem pelo menos é assim que me sinto!

FDS_Flash disse...

As pessoas precisam parar urgentemente de confundir balconista de farmácia com o Profissional Farmacêutico.

Precisam parar também de pensar que farmacêucito não pode prescrever. Isto já é feito nos países desenvolvidos e aqui no Brasil existem centenas de medicamentos que são sob prescrição farmacêutica.
Por último, a população em geral, tem que dar graças a Deus, por haver alguém, com a capacidade de inventar e produzir medicamentos, para depois ainda, corrigir seu mau uso e salvar a vida de muita gente que morreria devido aos erros nas prescrições, e olhem que essa parte é feita sem ser cobrado nada. Salva-se vidas e minimiza-se sofrimentos sem cobranças ou buscas por recompensas financeiras e mesmo assim; com a informação tão valiosa sendo dada gratuitamente, de bom grado, por um expert no assunto,profissional formado com todo o conhecimento para isso; ainda tem os que a fazem pouco e menosprezam devido a alienação causada por interesses políticos e financeiros.

Anónimo disse...

Eu fui a um profissional médico e ele prescreveu o medicamento finasterida, meu psa era 0,5. Vocêss sabem quais os efeitos da finasterida, que tb é usada por dermatologistas para aumentar o volume do cabelo, NÃo vou entrar em detalhes ele apenas disse que eu estava hpb só que ele não sabia que eu era farmacêutico e bioqímico , não tomei a medicação prescrita porque tinha certeza que não devia. Um conselho que eu posso dá para vcs, não tomem este medicamento, se precisar opere mas nÃo tome este remédio, opere se for indicado no caso de ca de próstata ou para não vir a ter.

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