domingo, 30 de dezembro de 2012

Viagem de Inverno - As Beiras

Nos últimos anos, por esta altura, costumo estar a voltar de uma viagem fora do país. Este ano foi tudo diferente. Como não pude tirar férias no fim do ano, tirei uns dias antes do Natal. E também não fui para fora do país, dei uma volta por alguns locais da Beira Baixa e da Beira Alta chegando à Serra da Estrela. Ainda não tinha partilhado as minhas andanças, primeiro porque "se meteu o Natal" e depois porque fui atacada por uma valente constipação que me deixou de rastos durante uns dias.

O passeio pelo interior de Portugal foi muito bom. Ficámos perto da Covilhã na casa de familiares de uma colega do A. e contámos com a companhia da filha dela, uma miúda de 17 anos absolutamente encantadora. Sempre de sorriso pronto mesmo pela manhã.

O que mais gostei foi conhecer aldeias como Monsanto ou Sortelha onde as casas de pedra dominam a paisagem, a simpatia das pessoas e a comida. A maior desilusão foi não conseguir, pela 2ª vez, ver a Serra da Estrela com neve. Quando vejo as imagens actuais até me custa a acreditar que estive lá há uma semana. Quase que não via a própria Serra porque no dia em que subi à Torre estava um nevoeiro serrado. Felizmente que, no último dia, fomos dar mais uma volta pela Serra. O dia estava lindo lá em cima.
 Adorei o Covão da Àmetade, onde nasce o rio Zêzere, e o Poço do Inferno embora o caminho seja assustador ou melhor dizendo infernal.
 E a descida para Manteigas também tem qualquer coisa de mágico.

Portugal é muito bonito e nós esforçamo-nos tão pouco para o conhecer.

Mais fotos aqui

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Chegou o dia!


Um Santo e Feliz Natal!
Que a pureza do Deus Menino inunde os vossos corações!




Presépio em Unhais da Serra





P.S. - Divirtam-se por mim porque parte do meu Natal será passado a trabalhar (o que, nos dias que correm, até se pode considerar uma benção).

domingo, 16 de dezembro de 2012

As prendas de Natal já começaram a chegar.

Ontem foi noite de jantar de Natal da empresa onde trabalho. E foi bem divertido. As gargalhadas foram mais que muitas. Diz-se que rir durante 15 minutos equivale a gastar 40 calorias o que até convinha tendo em conta que estavamos num jantar. 
Recebi mais um chapéu para a colecção, bem giro, e o último livro do meu escritor português preferido, José Luís Peixoto.
Este ano, o meu espírito natalício tem andado em baixo mas este já foi um bom começo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Morte em NewTown, Connecticut

Ontem e hoje, uma das notícias de todos os blocos noticiosos tem sido mais um massacre numa escola americana, no  Connecticut. Quantos mais serão necessários nos EUA para os americanos, de todos os quadrantes políticos, mudarem a legislação no que diz respeito às armas de fogo?! A quantas mais crianças e jovens será preciso roubar o futuro para acabarem com os supermercados de armas? Quantas mais lágrimas terão que ser choradas? A possibilidade de auto-defesa de cada um justifica a morte de tantos? Se lá houver tantas pessoas perturbadas psicológicamente como há por cá ainda não ficamos por aqui. As armas, nos EUA, lá porque são legais não são menos perigosas do que as armas ilegais que há aqui pela Europa. Legal não é sinónimo de moral.
Americanos, abram os olhos e as consciências.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

PPC 2012



Mais uma vez decidi participar no Polar Postcrossing do blogue Quadripolaridades. Todos os anos o PPC é um sucesso e já faz parte dos rituais de Natal da Blogosfera. Este ano, a última contagem de participações ia em 1023. A Ursa e o seu Mámen fartaram-se de trabalhar mas espero que se tenham divertido. Eu já cumpri o meu dever e os postais seguiram na 3ª feira. O pior foi explicar à pessoa que me levou os envelopes para o correio porque é que enviava um postal para o Pólo Norte ;).
Agora só espero que os CTT também cumpram o seu dever e entreguem os postais a tempo, antes do Natal. Senão não respondo pelos meus actos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Este país não é para velhos

Lar ilegal de Vila Nogueira de Azeitão encerrado de imediato - País - Notícias - RTP

Esta notícia deixou-me estupefacta. Porque será que foi preciso que a TVI fizesse uma reportagem para que este lar fosse encerrado logo no dia seguinte? Se até já tinha sido dado ordem para encerrar! Quantos casos destes haverá por este país?! Quantos idosos haverá nestas condições?! É assustador. 
Infelizmente muitas famílias sujeitam-se a colocar os idosos nestes locais por falta de respostas. 
Também haverá famílias que abandonam os idosos sem atenderem às condições em que os idosos se encontram. Mas acredito que estas famílias serão uma minoria.

imagem retirada daqui 

domingo, 9 de dezembro de 2012

O dinheiro não traz felicidade mas ajuda, mesmo, muito



Nos tempos que vivemos hoje, importa definir quais são as necessidades básicas, aquelas que permitem sustentar a vida do corpo, e as coisas que necessitamos para sustentar a vida do espírito. Para além de alimentar o estômago, é também importante alimentar o cérebro. Ler um bom livro não é menos importante que ter uma cama quente e fofa onde descansar. Mas nem tudo o que se compra é necessário. E, verdade seja dita no meu caso particular, muito daquilo que comprei nos últimos anos, não me fazia, realmente, falta. Nem ao corpo nem ao espírito. Tantas coisas que comprei apenas porque desejei ter, por que achei que só se seria feliz se tivesse aqueles sapatos, aquela mala, mais aquela camisola. Doce ilusão, nada disso me encheu a alma completamente. No entanto, gastei dinheiro em algo que não necessitava mas que me fez muito bem ao espírito, tanto que voltava a repetir como por exemplo viajar, ir ao teatro ou a concertos. Não precisava de nada disso para sobreviver mas precisava disso para crescer como pessoa.

Há muito que a sabedoria popular diz "o dinheiro não traz felicidade". Alguém se lembrou de acrescentar "mas ajuda muito". Quer uma frase que outra tem o seu quê de verdade. Há pobres a quem falta tudo falta mas que sabem encontrar a felicidade e ricos extremamente infelizes, sempre de mal com a vida. E o contrário também é verdadeiro.

O dinheiro compra a comida, permite ter um tecto, pagar a conta do gás, da água, da electricidade mas não consegue comprar aquilo que nos faz realmente falta para sermos felizes, a saúde, o amor ou a paz de espírito, coisas que qualquer pessoa deseja possuir.

Chego à conclusão que, para mim, é muito difícil distrinçar o que necessito mesmo daquilo que desejo ter para me sentir bem mesmo que a minha vida disso não dependa.

Tema de reflexão subordinada ao tema: "Sabemos distinguir entre necessidades (aquilo que dependemos para sobreviver) e desejos (o que gostaríamos de ter)?" para a Fábrica das Letras
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

No meu Alentejo

Hoje voltei à vila alentejana onde passei quase todos os verões da minha infância. Desde que perdi a minha avó, vou lá muito poucas vezes. Falta qualquer coisa. Mas hoje fui lá almoçar aproveitando a mostra de pratos de caça que decorre, todos os anos, por esta altura. 
Infelizmente, nunca me dediquei a aprender a cozinhar os pratos que a minha avó fazia mas adoro aquelas comidas alentejanas. Para além de um prato de caça, feijoada de lebre, também comemos sopa de cação e migas de espargos com carne do alguidar. A sopa foi para os pratos antes de tirarmos fotografia mas aqui estão a feijoada e as migas

O dia começou nebulado mas, durante a tarde, o sol brilhou e possibilitou um belo passeio pelas ruas da vila
Um dia em excelente em óptima companhia!

Atrasadíssima

Nunca me lembro de estar tão atrasada com as compras de Natal. Ainda por cima tenho muito pouca vontade e ainda menos tempo e ideias. Sei que tenho que me moderar com os gastos já que os tempos que se avizinham não serão fáceis. E o importante não é dar uma prenda muito cara, é dar a prenda certa. 
Só tenho uma prenda, para a minha mãe e foi porque a comprei com ela.
E o Natal está já ali ao virar da esquina.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Florence + The Machine, Shake it out


Já não é novidade, até já tinha ouvido falar muitas vezes nos Florence+The Machine mas só agora, graças ao Music Box, é que os descobri. Uma grande voz, sem dúvida.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Manhãs de domingo

imagem retirada da net


É tão bom preguiçar, ao domingo, pela manhã. Especialmente quando está frio lá fora. A semana devia ter mais manhãs de domingo para nos ajudarem a enfrentar o dia-a-dia.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Tecer palavras na Fábrica das Letras


Desde que comecei a movimentar-me pela blogosfera, tropeçava, de vez em quando, na Fábrica das Letras. Em mais de 5 anos nunca tinha tido coragem para participar.

A leitura e a escrita fazem parte da minha vida desde que aprendi a ler e a escrever. Em pequenina, adorava quando a professora mandava fazer uma composição. Só não gostava quando ela mandava lê-la em voz alta porque era muito tímida e detestava estar na ribalta. A timidez também foi determinante para me levar a escrever na adolescência. Páginas e páginas cobertas de prosa romântica e poemas sobre amores platónicos porque tinha muita dificuldade em falar sobre os meus sentimentos. Ao mesmo tempo, os livros foram-me acompanhando ao longo dos anos e comecei a desejar, ardentemente, ser escritora e fazer sonhar os outros como me faziam sonhar a mim. Esta paixão pela palavra escrita fez-me hesitar entre as humanidades e as ciências quando chegou aquela altura, na vida de qualquer estudante, em que é imperioso escolher um caminho por onde seguir. As ciências levaram a melhor e, durante o tempo da faculdade, a paixão pelos livros foi arrefecendo porque era preciso encher a cabeça com outro tipo de letras e palavras.
Mas há paixões que nunca se esquecem. Quando comecei a trabalhar, a pouco e pouco, fui voltando a dedicar algum do meu tempo aos livros. Ao descobrir a blogosfera foi despertando em mim a vontade de ir escrevinhando... Mesmo que ninguém me leia vou, pelo menos, espalhando as minhas palavras pelo vento internáutico.

Só há muito pouco tempo, arranjei a coragem necessária para começar a participar nos desafios da Fábrica das Letras. A consciência de que há muitos que escrevem melhor que eu não me deixava avançar. Só que nesta Fábrica, todos podem trabalhar. O meu talento pode ser limitado mas escrevo com o coração, com a alma... O facto de haver um tema diferente todos os meses, desafia-me e compromete-me. E ajuda-me a ultrapassar a minha inércia.


O tempo que vivemos hoje têm conduzido ao desânimo porque, por mais que nos esforcemos, não conseguimos perceber como ultrapassar as dificuldades. A crise limita-nos, dia após dia, a nossa capacidade para realizar os nossos desejos. Já agora não vamos deixar que nos leve também a nossa capacidade de imaginar e sonhar. Todos os dias vemos, nos noticiários, fábricas a fechar. Para que esta Fábrica não seja mais uma a encerrar portas é preciso o esforço de todos e de cada um em particular. O blogue Fábrica das Letras é como um bordado em que cada participante colabora com um ponto diferente  para chegar a um belo trabalho final.

Que se continue por aqui a "fabricar" letras, palavras, frases, prosa, poesia, imagens e sonhos.

Reflexão para a Fábrica das Letras

domingo, 25 de novembro de 2012

O que fiz neste fim de tarde

Rever imagens das últimas viagens que fiz, Suiça e Itália a dobrar. Espero ainda fazer muito mais viagens pela vida fora. Por agora vai-se sonhando porque a conjectura a mais não permite. Mas, mesmo que reduza as minhas viagens, já tenho muitas recordações no báu das memórias. E só por isso já valeu a pena.


Lago Genéve em Genéve


Chamonix


Capri


Bom, pode-se sempre coleccionar recordações pelo nosso belo e triste país.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Já fiz

Não cheguei a partilhar a experiência da minha primeira mamografia. Já tinha aqui mencionado que estava com medo mas correu melhor do que estava a contar. Não vou dizer que seja indolor, que não é, até fiquei com uma certa pressão do lado esquerdo mas o melhor de tudo é que está tudo bem. E, sendo realista, não era preciso estar tão nervosa. 
Já lá diz o ditado "mais vale prevenir que remediar".

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ana Moura - 'Até ao Verão'

Já foi tudo dito sobre a visita da tal senhora alemã por isso prefiro destacar o lançamento do novo trabalho de Ana Moura. Ana Moura assume-se como fadista mas este disco chama-se "Desfado". A artista não abandona o fado mas experimenta outros géneros musicais. Este trabalho conta com a participação com alguns dos melhores artistas da actualidade mas também com músicos estrangeiros. Vale a pena ouvir!

domingo, 11 de novembro de 2012

Banco de medicamentos (post assumidamente tendencioso)

Esta semana, a caridade tem andado na ribalta. Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar contra a fome viu-se envolvida numa polémica que se estendeu pelas redes sociais e que se deveu uma série de declarações infelizes sobre o aumento da pobreza no nosso país e o clima de austeridade em que vamos sendo obrigados a viver.  
Para além disso, na passada sexta-feira foi assinado este Protocolo para formalização do banco de medicamentos entre o Ministério da Solidariedade e Segurança Social, a APIFARMA e a União das Misericórdias Portuguesas. Esta medida parece-me totalmente descabida tendo em conta as constantes descidas de preços nos medicamentos vendidos nas farmácias e a quantidade de substâncias activas disponíveis como medicamentos genéricos. Haverá outras coisas igualmente necessárias e que provavelmente implicam uma despesa superior nomeadamente aos idosos mais carenciados como sejam as fraldas. Para além disso este protocolo levanta-me algumas questões técnicas:
- As empresas farmacêuticas terão assim tantas embalagens de medicamentos com 6 meses de validade em stock? E porquê? Porque é que não foram encaminhados para o mercado? Serão medicamentos que não têm suficiente prescrição para terem rotação no mercado? E, se for assim, quem são as pessoas que os irão tomar?
- No site do Ministério diz que «A partir de agora, as empresas farmacêuticas passam a poder doar diretamente a instituições sociais que disponham de serviço médico e farmacêutico,» Deve ser falha minha mas nunca ouvi falar de nenhuma instituição social que tivesse serviço farmacêutico, ou pelo menos, que esse serviço fosse executado pelo profissional correcto, um(a) farmacêutico(a). Imagino que os medicamentos não irão directos do laboratório para o doente. Haverá mesmo quem garanta as condições de conservação dos medicamentos?
- E as associações que não estiverem ligadas às Misericórdias? Não têm direito a usufruir destes medicamentos?
- E vai abranger só idosos institucionalizados ou também outros idosos?


Até quando iremos arranjar estas situações paliativas (Banco Alimentar e Banco de Medicamentos) em vez de dar condições às pessoas para poderem comprar o que precisam com os seus próprios meios?

A frase é batida mas "mais que dar o peixe, é importante ensinar a pescar".

sábado, 10 de novembro de 2012

Desmotivada

Nos últimos tempos tenho escrito muito pouco aqui no blogue. Admiro (e admiro-me com) as pessoas que, todos os dias e várias vezes ao dia, têm algo a dizer ao mundo. Começo a achar que não acontece nada na minha vida que seja interessante para partilhar com os outros. Ainda para mais o título e o mote deste blogue levou a tentar procurar partilhar momentos de felicidade mesmo que parecessem insignificantes. Este espaço, nos seus primódios, ajudou-me a ultrapassar um momento de crise pessoal e levou-me a encontrar uma nova vereda para onde encaminhar os meus passos. Ultimamente tenho-me apercebido que é mais fácil ultrapassar uma crise pessoal do que uma crise que nos abrange a todos, portugueses, europeus ou cidadãos do mundo. Nunca me senti tão desmotivada como no último ano. Parece-me que o nome do blogue já não faz muito sentido. Seria melhor mudar o nome para "É possível ser feliz?" ou "É possível não ser infeliz...", títulos muito mais adequados para os dias que correm.
Já é muito batida aquela de se dizer que a palavra crise em chinês também quer dizer oportunidade mas, se calhar, nem é uma hipótese descabida. Cada vez será mais difícil fazer uma viagem, comprar o último gadget ou gastar tempo comprando a mais recente carteira CH ou as botas mais modernas. Ou seja, cada vez será mais difícil distrairmo-nos com o acessório mas, realmente, temos oportunidade de nos fixarmos no essencial. Podemos aproveitar para apreciar a companhia da família e dos amigos, para apreciar um passeio à beira-mar mesmo que no Inverno, a beleza de um passeio por um jardim ou um bosque, a beleza do Outono que se mostra na tom das folhas que caem. São tudo momentos de felicidade gratuita que nos podem encher a alma durante muito mais tempo do que uma compra feita sem pensar. Se calhar vamos ter que pensar 2 vezes antes de ir ao cinema ou antes de ir jantar fora quando antes íamos sem pensar. Só que quando fizermos alguma destas coisas vamos apreciar muito mais do que se fossemos todas as semanas.
Que a crise seja mesmo uma oportunidade, uma oportunidade de aprendermos uma nova maneira de sermos felizes.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SBV

Como disse no post anterior, ontem estive em formação.

O tema era Suporte Básico de Vida (SBV) com Desfibrilhador Automático Externo (DAE). É pena que não haja mais pessoas com formação neste tema. Não é só obrigação dos profissionais de saúde, é obrigação de todos os cidadãos.
Já não foi a primeira vez que participei numa formação sobre SBV mas já estava desactualizada. É importante ir renovando a formação para voltar as manobras. Espero nunca ter que usar mas em caso de necessidade até posso conseguir salvar uma vida, ou pelo menos, tentar.

Para mais informações, podem consultar o site da Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha. Os formadores são muito bons e conseguem tornar um assunto delicado num tema divertido.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Em inglês soa muito melhor

Hoje fui a Lisboa para uma formação. Parte do percurso foi feito de metro. Em algumas estações mais antigas, como a estação Marquês de Pombal, há uma voz que diz mais ou menos isto:
- Atenção ao intervalo entre a plataforma e o comboio.



É a versão portuguesa da mítica frase "Mind the gap" que se ouve no metro de Londres. Esta  frase é tão emblemática que até há merchandising alusivo como por exemplo t-shirts e outros artigos. 
Não estou nada a ver um turista comprar uma t-shirt que diga "Atenção ao intervalo entre a plataforma e o comboio." mas quem sabe...

Retrato de um país em clima de austeridade



Durante o dia de ontem vi esta notícia em vários meios de comunicação social. Parece que em Maio, a boysband britânica One Direction vão acabar a sua tournée em Portugal, no Pavilhão Atlântico. Faltam ainda 6 meses mas os bilhetes, colocados à venda no sábado, já estão esgotados. Foram precisas apenas 8 horas para vender todos os ingressos. Não faço ideia do preço dos bilhetes mas não deve ser tão pouco quanto isso. Afinal a crise não é geral. Os papás continuam a ter dinheiro para as meninas irem dar pulinhos e dar gritos histéricos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Imagens de domingo

Esta manhã dei um agradável passeio nas redondezas da casa do A. e captei esta imagem típica do Outono principalmente quando o tempo está húmido.


A tarde foi passada num bar à beira-mar com a companhia do meu livro de cabeceira enquanto o A. navegava na internet planeando uma hipotética viagem para o próximo Verão (só exequivel se a troika deixar).

O jantar resultou de uma sugestão do namorido. Tinhamos alguma carne de vaca do pojadouro e não nos apetecia cozinhá-la da maneira mais habitual. Assim recorri à minha inspiração e saiu este prato

Carne de vaca salteada com legumes

- Carne de vaca cortada em cubos
- cenoura cortada em cubos cozida previamente
- cogumelos
- ervilhas
- pimentos cortados em cubos
- courgete cortada em pedaços
- 2 ou 3 raminhos de bróculos mergulhados durante algum tempo em água quente
- 1 dente de alho
- louro
- sal, pimenta e azeite q.b.

A execução é muito fácil. O alho picado é alourado no azeite. Depois coloca-se a carne para ser salteada. Quando a carne estiver quase cozinhada, junta-se a courgete até se notar que já está a ficar macia e só depois se juntam os outros os legumes e deixa-se saltear durante uns minutos. Demorei cerca de 40 minutos em toda a preparação (com ajuda do A. naturalmente).
Ficou muito bom até porque a carne era de muito boa qualidade. É mais fácil ter bons resultados finais quando os ingredientes são de boa qualidade.

sábado, 3 de novembro de 2012

Chuva no campo

Hoje viemos passar este sábado chuvoso para a casa que a família do A. tem numa aldeia do Oeste. Não dá muito para passear mas não deixa de ser agradável estar deitada a ouvir a chuva lá fora ou sentir o agradável aroma da terra molhada. E hoje utilizei, pela primeira vez, um objecto que sempre achei curioso, uma chaleira para aquecer água no fogão, daqueles bem redondinhas. Um objecto completamente vintage.
E que água quentinha que saiu de lá. Agora ao alomoço vamos aproveitar a churrasqueira para fazer um belo peixinho grelhado. Até agora só me faltou umas galochas bem fashion. Nem era preciso serem da Hunter, bastava aquelas do folheto do Jumbo, desde que água não entrasse!

domingo, 28 de outubro de 2012

Horário de Inverno

Não consigo compreender porque que é que se insiste em mudar a hora. Porque não se respeita o nosso relógio biológico?! Seja qual for a mudança, Verão ou Inverno, incomoda-me sempre. Parece-me que as refeições não são a horas certas e tenho sempre sono fora de propósito como, por exemplo, agora são praticamente 22 horas e eu já tenho vontade de me it deitar. Já bocejei uma série de vezes. E já sei que amanhã a tarde vai custar imenso a passar. É muito deprimente começar a anoitecer às 5 e pouco. O pior é que lá para Março, quando já estiver habituada a este horário, muda tudo outra vez.

sábado, 27 de outubro de 2012

BB cream














Esta moda dos BB cream também chegou à farmácia. Como a minha pele é oleosa, e estes cremes não são matificantes, não sei se conseguirei usar. Já experimentei o da Roche Posay mas ainda tenho que experimentar o da Lierac para poder dar a minha opinião com maior conhecimento de causa. Seja como for reconheço que é uma óptima e prática ideia. O mais engraçado é que quando lhes chamavam cremes com cor, não tinham grande sucesso mas agora como têm um nome mais glamouroso... É tudo uma questão de marketing.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Culinária na TV do século XXI

É impressão minha ou há cada vez mais programas de culinária? Quando estou a fazer zapping e encontro um não consigo deixar de ver mas depois dá cá uma fome... e vontade de experimentar tudo!






domingo, 21 de outubro de 2012

Sugestão para este domingo

Tendo em conta, a austeridade que estamos a viver são sempre benvindas sugestões para ocupar o tempo livre económicas. O domingo pode bem ser aproveitado para fazer algum exercício porque sempre há mais tempo do que durante a semana. Então a minha sugestão é aproveitar para andar de bicicleta. É bom é que a pessoa já tenha compado a bicicleta no tempo das vacas gordas ou então que algém lhe tenha oferecido uma, como aconteceu comigo. Fica muito mais em conta, e é mas divertido, do que ir ao ginásio. E é o que eu pretendo fazer de seguida, se não começar a chover entretanto.

Bom domingo!

sábado, 20 de outubro de 2012

Percebes que já não vais para nova...

... quando a tua médica te diz que já devias ter feito uma mamografia de rotina... há 3 anos. Antes de ter tempo para pensar nisso, já deixei marcado para daqui a 3 semanas. A ideia que eu tenho é que deve doer horrores mas, se tem que ser feito, não se pode desistir.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Folhas levadas pelo vento

Desde que a avó falecera, ela nunca mais voltara àquela casa. Já tinham passado quase 30 anos. Quando era miúda sentia-se imensamente feliz por lá e adorava estar com os avós. Durante a sua infância e adolescência, assim que acabavam as aulas, não descansava enquanto os pais não a levavam para a aldeia onde passava, praticamente, todo o Verão. No jardim, sempre bem cuidado, a sua árvore preferida era o velho plátano. O seu avô arranjou-lhe um banco de madeira, onde se colocavam almofadões no Verão, para ela poder estar confortavelmente instalada ali mesmo, na sombra do plátano. Aí ela passava grande parte dos dias de férias na aldeia, era o seu refúgio, onde ela sonhava com o futuro. Ali chorou quando perdeu o avô e, alguns anos mais tarde, a avó. Quando isso aconteceu, não mais fora capaz de lá regressar.

Sem eles, a casa já não era um lar acolhedor. O rádio do avô já não enchia o silêncio e a cozinha já não cheirava a bolos acabados de fazer. Até o banco do plátano desaparecera. O primeiro beijo dera-o ali mesmo, ao seu primeiro amor, no Verão dos seus 16 anos. Ele era um pouco mais velho e também passava o Verão na aldeia. Já em pequenos tinham brincado juntos mas, durante os primeiros anos da adolescência, não se tinham cruzado. Naquele longínquo e quente dia de Julho, quando se reencontraram, a química foi imediata e não se largaram todo o Verão descobrindo juntos o que era o Amor. No banco do plátano, conversavam horas e horas até a avó dela achar que já era muito tarde e chamá-la para dormir. Numa dessas noites de Verão, engoliram o medo que os dominava e beijaram-se timidamente. Quando o Verão acabou despediram-se lavados em lágrimas, cada um para a sua cidade, entre promessas de cartas diárias e um reencontro no Verão seguinte. Mas as promessas foram arrastadas pelo vento do Outono, por novidades do ano escolar que começava e por novas centelhas de amor que adormeceram a doce lembrança daquele amor de Verão. Ela nunca gostara do Outono por isso mesmo. Era uma estação em que se sentia sempre nostálgica.

E, quis o destino, que se viesse despedir da casa dos avós precisamente em Outubro, no início do Outono, e não conseguia fugir da imensa melancolia que a invadia. A casa, onde fora tão feliz, ia ser vendida. A mãe e os tios tinham recebido uma proposta irrecusável nem percebera bem de quem. Nem sequer tinham posto a casa à venda, não percebia como é que alguém se lembrara de a querer comprar. Era a última hipótese de lá voltar, a escritura estava marcada para a semana seguinte. Durante todos os anos em que não voltara fisicamente, voltara em espírito. Sempre que a vida lhe trazia sofrimento, refugiava-se nas memórias daquele tempo e sentia uma vontade imensa de se refugiar na sombra do plátano. No momento da despedida, encostou-se ao tronco e passou em revista os piores e os melhores momentos da sua vida. Lançou-os ao vento como as folhas secas que caiam da árvore.
O sonho de se tornar escritora ficara pelo caminho e contentara-se em ser professora de português. Com vinte e poucos anos casara, vestida de noiva e numa igreja repleta, com aquele que considerara o “homem da sua vida” e com quem pensava envelhecer. O casamento durou 6 anos e acabara entre mentiras, traições e dor pela morte de mais um sonho. Uns anos mais tarde conhecera um homem maravilhoso com quem viveu 18 anos muito felizes mas a vida também o levara, abruptamente, através de um enfarte de miocárdio. De qualquer das vezes sentira vontade de morrer mas o amor dos filhos fora fundamental para ela se levantar. O amor dos filhos e a recordação da imagem de Filipe. Quando ficara sozinha, tivera muita vontade de o procurar, de saber o que tinha sido feito dele mas agora já era tarde para fantasiar como uma adolescente.

O ranger do portão a abrir sobressaltou-a mas pensou tratar-se do tio que lhe emprestara a chave. Sem se virar foi dizendo:

- Ainda nem sequer entrei em casa. O tio já vinha buscar a chave?

- Não, vim ver se eras mesmo tu ou se era uma partida do meu coração.

Ela sentiu um arrepio na espinha, só podia estar a sonhar. Aquela voz era muito parecida com a voz de Filipe. Não tinha coragem para se virar. A pessoa que entrara tocou-lhe no ombro:

- Desculpa se te assustei…

Sim, era mesmo o seu primeiro amor, mais velho, com rugas e cabelo grisalho mas com o mesmo olhar vivo e penetrante. Ela encarou-o mas estava sem palavras:

- Como é que possível… o que…

- Não sabes?! Sou eu que vou comprar esta casa. Vou mudar-me aqui para a aldeia e adoro esta casa, este jardim. Fui muito feliz aqui, sabes? – Disse ele fazendo-lhe um carinho no rosto. – Vamos entrar, temos mais de 30 anos para pôr em dia.

Os dois conversaram durante horas. Ele tinha ido trabalhar para a Alemanha e lá tinha casado mas agora estava divorciado. Depois do divórcio, Filipe olhou para a vida stressante e competitiva que levava e decidiu que era chegada a hora de trocar Frankfurt pela aldeia dos avós.

- Também alimentei a esperança de te reencontrar. Aos longos destes anos todos, quando passava por momentos difíceis no meu casamento, imaginava como seria se tivéssemos continuado juntos, como seria a nossa vida, como é que estarias… - disse ele.

Ela sorriu dizendo:

- Eu também me lembrei muitas vezes de ti mas agora já é tarde. Não podemos recuperar estes 30 anos.

- Tarde porquê? Lá porque estamos no Outono da vida não quer dizer que não seja possível sermos felizes. – E, aproximando-se dela, beijou-a com a mesma doçura de outrora.


Texto de ficção escrito para a Fábrica das Letras

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Impostos e mais impostos

Ontem, enquanto assinava uns recibos de ordenado que a contabilista nunca manda a horas, estive a tentar perceber a que escalão de IRS vou pertencer em 2013. Estou com taquicardia até agora. Ou pago os impostos ou pago as contas da casa. Não sei se sobra para mais alguma coisa. Mas estas alminhas ainda não perceberam que assim é que dão a machadada final à economia interna?!
Graças a Deus que eu sempre gostei de fazer compras e tenho o roupeiro cheio. É só um toque especial com acessórios mais actuais e está feito. Montras, nem vê-las.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Uma força da natureza

Hoje ao fim do dia aproveitei para ir visitar uma das minhas melhores amigas e seu pequeno S. que têm apenas 18 dias. Tão pequenino mas um volume tão precioso que pesa toneladas nos braços. Quando estava por lá, ela recebeu outra visita. Recordo que, apesar de já ser oficialmente cidade, na minha terra, ainda, todos se conhecem. A visita era um rapaz da nossa idade com o qual eu nunca tinha falado mas de quem conhecia um pouco da história de vida. Porque em terras pequenas é assim... 
O D., quando tinha 21 anos, descobriu que tinha uma terrível doença, leucemia. Precisamente quando começava a sua vida adulta, o seu futuro ficou em suspenso. As pessoas daqui foram acompanhando a doença. A situação era grave mas ele foi mais teimoso do que a doença e do que a morte. Lutou e sobreviveu. Com a Faculdade, o fim do curso, o trabalho e, nos últimos anos, com os fins de semana fora deixei de seguir o seu estado de saúde. Ele continua a travar um combate pela vida e a saúde. A medicação que ele teve que tomar deixou-lhe sequelas, hipertensão, diabetes, osteoporose (já tem 3 próteses)  e até já teve um AVC. E ainda nem chegou aos 40 anos. Não pode trabalhar, está reformado por invalidez, vive com pouco mais de 300 euros ao que acresce mais algum que ganha com alguns biscates. Seria de pensar que alguém que já passou, e continua a passar por tanto, seria uma pessoa triste e amargurada mas não, o D. tem sempre um sorriso e diz: "Ah, mas eu tenho muita sorte. Há pessoas que estão muito piores do que eu". Enfim, uma força da natureza. É desconcertante que alguém com tantos problemas ainda se sinta sortudo quando, com muito menos problemas, qualquer um se sente o mais desgraçado. Porque mais importante do que dinheiro que se possa ganhar, mais importante do que os impostos que vamos ser obrigados a pagar, o mais importante de tudo é a sorte que temos por estarmos vivos. Esta é a lição que reaprendi hoje.

sábado, 13 de outubro de 2012

Farmácias em protesto

Quando há 20 anos, sensivelmente por esta altura, tive a minha primeira aula na Faculdade de Farmácia nunca pensei que iria passar pelo dia de hoje. Nessa altura não podia estar mais feliz, tinha entrado na minha primeira opção, Ciências Farmacêuticas, onde se conjugava a Química e a Saúde. Tudo era novidade. O futuro parecia risonho, todos os licenciados encontravam emprego e a profissão era bem paga. Durante os anos em que estive na Faculdade e nos primeiros anos em que trabalhei, nunca imaginei que, um dia, iria participar na maior Reunião Magna de Farmácia de que há memória e numa marcha até ao Ministério da Saúde entregando uma petição subscrita por 224 mil pessoas como forma de luta pela situação em que as farmácias se encontram. Não tinha muita vontade de ir mas não ficava bem com a minha consciência se não fosse porque a situação é, realmente, insustentável. Há farmácias a fechar, há farmácias com fornecimento suspenso, há farmácias com processos de penhora e litigios por dívidas. A continuar como está prevêem-se que mais 600 farmácias fechem em 2013. Este problema não afecta só os farmacêuticos proprietários mas todos os farmacêuticos e outros profissionais que trabalham na farmácia e também, primeiro que tudo, os doentes que vão ter cada vez menos acesso aos medicamentos, serviços e aconselhamento prestado pelos farmacêuticos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

União Europeia, Prémio Nobel da Paz

Uma surpresa, esta atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia. Como europeia sinto-me reconhecida mas não me parece que, nos últimos anos, a União Europeia não parece um lugar muito pacífico. Já lá diz o povo "Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Linguagem corporal

Tendo em conta que, mesmo quando estou a dar algum esclarecimento pelo telefone a nível profissional, me farto de "falar com as mãos" é possível que eu exagere na linguagem corporal. Convenhamos que a outra pessoa não me está a ver por isso de que adianta acompanhar o que estou a dizer com gestos?! Desperdício de energia...

domingo, 7 de outubro de 2012

Memórias da taberna

retirada daqui


Quando era miúda e estava na casa da minha avó, lá no meu Alentejo, havia um ritual ao qual eu achava muita graça. Naquele tempo, o vinho tinto fazia parte da refeição, principalmente dos homens. Não passavam sem ele.
Sabe-se hoje que o vinho tinto é muito benéfico para a saúde se bebido moderadamente já que é muito anti-oxidante contribuindo para a prevenção de algumas doenças.
Então, ao fim da tarde, um pouco antes da hora do jantar, o meu pai ou o meu avô, ou ambos, iam à taberna. E eu ia alegremente com eles apesar daquele cheiro a vinho me incomodar. No entanto, gostava de ver aqueles depósitos grandes onde estava o vinho e o taberneiro era muito divertido, lembro que estava sempre a dizer piadas. Felizmente, ele também vendia Sumol (de laranja porque a minha avó achava o de ananás muito amargo) já que eu, nessa altura, não apreciava vinho como é óbvio.
Ora lembrei-me disto porque, aqui na terra da família do A., há muitas vinhas e alguns produtores de vinho. Quando cá estamos também vamos comprar vinho, normalmente branco ou rosé, já não à taberna mas directamente ao produtor. Quando lá vou sinto-me um bocadinho tansportada para a minha infância.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Escudo ao contrário



Ora aqui está o reflexo daquilo em que Portugal se tornou, um país virado do avesso. E com tantos ilustres a olhar para a bandeira ninguém viu que estava virada ao contrário?!
Estas comemorações vão ficar mesmo marcadas. Para além de ser a última vez que o dia em que se comemora a Implantação da República num feriado e este episódio caricato da bandeira, o 1º Ministro deu corda aos sapatos e foi para uma reunião "muito importante" para Bratislava (não é mau sítio para se esconder), as comemorações, em vez de se realizarem na Praça do Município onde a República foi proclamada, mudaram-se para um obscuro pátio e, este ano, os Jardins do Palácio de Belém não foram abertos ao público. O Presidente da República alegou que isso se devia a contenção de custos. Mas ele oferecia algum lanche aos visitantes e eu nunca soube?! Não estou a ver porque é que abrir os Jardins leva a gastos desnecessários.
Talvez já não faça mesmo sentido festejar a República, provavelmente já ninguém sabe quais terão sido os ideais republicanos,

Intemporal



50 anos depois mas ainda continua a ser uma boa música.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Assim não vou lá

Comer um gelado às 11 da noite não é uma boa maneira de perder peso pois não?! Ou pelo menos não é uma boa medida para manter o peso. Mas foi mais forte do que eu. Não posso sonhar que tenho cá em casa alguma coisa doce senão não descanso enquanto não comer um pedacinho. O que me consolo é que é bom para o stress.

Homens, não deixem passar esta oportunidade

Um multimilionário de Hong Kong tem uma bela filha, sonha com netos sentados no colo mas a filha, afinal, é lésbica e até mantém uma relação com outra mulher há vários anos. O que é que o pai faz? Conforma-se?! Nada disso. Põe um anúncio oferecendo 50 milhões de euros ao homem que conseguir seduzir (e converter) a sua querida filha. Convenhamos que ele ainda lhe dá a benesse de ser ela a escolher o candidato de entre as ofertas que apareçam. Haverá atitude mais preconceituosa e machista? A filha tem 33 anos, já deve ser capaz de saber o que é que quer da vida. Será que ela não tem o direito com quem quer partilhar a vida, independentemente de concordarmos ou não?
O senhor diz que o candidato só precisa de ser generoso e ter bom coração. Mas que ingenuidade... Ainda por cima, o tal milionário é um conhecido playboy tendo tido relações com centenas de mulheres embora nunca tenha casado. Ou seja, ele pôde conduzir a sua vida como bem entendeu mas a filha não tem o mesmo direito.

sábado, 29 de setembro de 2012

Um blogue é como uma planta...

... tem que ser regado e acarinhado. E eu tenho-me descuidado um bocado com ele logo está a murchar como acontece com as plantinhas aqui de casa que me esqueço de regar.

De luto... pelo SNS

Um dos acontecimentos que marcou esta última semana foi a campanha organizada pela ANF (Associação Nacional de Farmácias) designada por "Farmácias de Luto". Obviamente que a minha farmácia aderiu à campanha embora sem utilizar todo o material disponibilizado porque gostamos de manter alguma discrição. Nunca eu pensei, há 14 anos quando estava quase a começar o estágio nesta mesma farmácia onde trabalho até hoje, que as farmácias passassem pelas dificuldades que estão a passar hoje. Sem esquecer que o encerramento das farmácias, para além de afectar os seus proprietários e funcionários, irá prejudicar os utentes. O acesso aos medicamentos já é difícil devido aos medicamentos constantemente esgotados e ficará muito mais difícil se houver menos estabelecimentos disponíveis.
Agora o que me parece é que o luto não devia ser só nas farmácias mas sim pelo SNS que está agonizante. Ontem soube-se das recomendações da Comissão Nacional de Ética sobre os medicamentos utilizados em patologias como o Cancro, a Sida e a Artrite Reumatóide. A Comissão não foi feliz na redacção do parecer levando a que fosse interpretado como recomendações para racionamento dos medicamentos quando o que é importante é racionalização dos custos. Racionalização é gastar melhor os recursos. Gastar melhor conduz a menores gastos mas não é o mesmo que racionar. Agora por mais explicações que dêem fica sempre a dúvida de qual era a verdadeira intenção dos membros da Comissão.
Para além dos medicamentos também se tem falado dos dispositivos médicos. Dispositivos médicos é todo o material utilizado no tratamento ou diagnóstico mas que não é medicamento, que interage como o organismo. Por exemplo, as próteses utilizadas em ortopedia, as sondas de alimentação, as seringas e por aí fora. A primeira legislação abrangendo os dispositivos médicos já existe há cerca de 14 anos, até fiz um trabalho sobre isso no meu estágio em Farmácia Hospitalar, e agora o Ministro da Saúde diz que ainda está tudo por fazer. Durante estes anos todos ninguém se debruçou sobre isso?!
Acredito que há muito por fazer na área da saúde mas não se pode cortar indiscriminadamente sem olhar às necessidades dos doentes. O sonho de Saúde para Todos ainda se torna num pesadelo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como???? Diga lá outra vez Sr. Mitt Romney

O candidato à presidência dos EUA, Mitt Romney disse que não percebia porque é que as janelas não abrem. Assim para entrar oxigénio por exemplo. Se pretendia fazer uma piada com uma situação de perigo pela qual a mulher passou é mau mas se estava a falar a sério é pior ainda.

Gabriela em 2012

Há muito tempo que não seguia uma telenovela ainda por cima brasileira. Só que fiquei curiosa com esta nova versão da Gabriela. Obviamente que não me lembro da primeira vez que deu em Portugal e até me parece impossível que o país parasse por causa de uma telenovela como, de facto, aconteceu. 
Naturalmente que uma produção destas ainda por cima baseada numa obra de Jorge Amado, esse grande autor da Lusofonia só poderia resultar em momentos bem passados. Sempre é uma oportunidade de nos esquecermos das dificuldades e problemas que se adivinham no horizonte. E também uma oportunidade de ver como a sociedade evoluiu, nomeadamente no que diz respeito ao papel da mulher. Pensar que naquela altura os coronéis tratavam tão mal as mulheres e agora o Brasil tem uma mulher como presidente. Dá que pensar!

domingo, 23 de setembro de 2012

Contestado mas desejado

Um dos nossos orgulhos, a nível internacional, é José Mourinho. Esta época no Real Madrid não lhe tem corrido de feição. Para isso tem contribuido, com toda a certeza, o feitio mimado de alguns dos seus jogadores. Não sei se serve de consolo mas parece que, mesmo que os adeptos do clube não estejam muito satisfeitos, as espanholas continuam rendidas ao charme rude de José Mourinho. Ouvi esta notícia na televisão mas também a encontrei aqui:

O treinador do Real Madrid, José Mourinho, consegue, aos 49 anos, ser o preferido das espanholas para ter uma aventura amorosa, segundo uma sondagem do site RomanceSecreto.com. Os resultados dizem que 40 por cento de “nuestras hermanas” gostariam de passar uma noite com o português, que até destronou o candidato de “sangue azul”, o príncipe das Astúrias. Felipe de Borbon, de 44 anos, sucessor do trono espanhol, ficou em segundo lugar ao cativar 20% do “eleitorado”.

O que será que a mulher dele pensa disto?






sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Tentação"

Um destes dias, enquanto voltava para casa, fui ouvindo o programa "Prova Oral"  do Fernando Alvim. Nesta emissão descobri uma nova maneira de dizer poesia, de contar histórias que se designa por Spoken Words. E gostei do que ouvi. Ainda hei-de ir ver um espectáculo destes. Por agora fica aqui um exemplo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Uma grande MULHER

Uma das notícias de hoje foi esta. Maria Teresa Horta foi distinguida com o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, pelo seu romance histórico "As luzes de Leonor" sobre a Marquesa de Alorna, neta dos Marqueses de Távora. Até aqui nada de extraordinário uma vez que Maria Teresa Horta é uma escritora e poetisa com muitas obras publicadas e com provas dadas. O que é surpreendente é que ela se recusa a receber o prémio das mãos do Primeiro Ministro Passos Coelho. E recusa-se por coerência o que, se formos olhar para o percurso de Maria Teresa Horta faz todo o sentido. Uma mulher com M grande. Quantas pessoas se podem orgulhar, hoje, de agirem com coerência. E se fazia falta...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Despertar

Quando o dia se vai esvaindo e a luz do sol vai sendo substituindo pela escuridão da noite, tudo o  que se viveu, ao longo do dia, parece ficar mais pesado. Os conflitos, os problemas, as mágoas parecem aumentar de modo proporcional ao avanço das trevas. Assim que se deita a cabeça na almofada, o peso acentua-se de tal maneira que. muitas vezes não nos deixa adormecer. Quantos vezes se arranjam estratagemas para adiar a hora de deitar porque a essa hora todos os fantasmas do dia regressam para nos atormentar. E assim  aparece sempre mais qualquer coisa para fazer para deitar, apagar a luz e adormecer. O final do dia é como uma porta que se fecha e nos encerra, sozinhos, com os nossos receios e dramas.




Por isso é que eu prefiro o amanhecer. Quando a luz da manhã começa a entrar pelas frestas da janela arrasta consigo os momentos mais negros. Quanto mais aumenta o brilho do sol, mais insignificantes parecem os problemas que se agigantaram no dia anterior. Os raios de sol fazem renascer a esperança de um dia melhor e mais feliz que o anterior. A própria natureza se renova a cada manhã. Ao despertar, recomeço com esperança. Para mim um novo dia é mais uma oportunidade para ser feliz.

Reflexão subordinada ao tema Recomeços para a Fábrica de Letras


domingo, 16 de setembro de 2012

É possível ser feliz na simplicidade

Nos últimos tempos tenho escrito muito pouco por aqui. Na verdade há cada vez menos inspiração para escrever tendo em conta o mote deste blogue "é possível ser feliz em todas as circunstâncias da vida". O que se passa à nossa volta faz-nos ter cada vez menos esperança e cada vez menos motivos para sorrir. A drástica diminuição do poder de compra vai-nos tirando a oportunidade de aproveitar alguns prazeres que a vida nos proporciona como concertos de música, peças de teatro, livros, passeios, os gadgets mais recentes, viagens, e por que não dizê-lo, o prazer do puro consumismo feminino que nos leva a comprar mais roupa, sapatos ou malas.
Só nos resta tirar proveito das coisas simples da vida. E, se calhar, a crise até nos ensinará que podemos encontrar a felicidade na simplicidade.

O que me leva a partilhar algumas imagens de um local aonde eu nunca tinha ido. Nas várias cidades que já visitei, uma das coisas que mais gosto de ver são os mercados de fruta e legumes na rua. Adoro aquela azáfama, as cores, a disposição dos artigos. E já tenho passado por mercados bem encantadores. Só que há um bem perto, aqui mesmo em Portugal, no Oeste aonde eu nunca tinha ido apesar de já ter ido imensas vezes às Caldas da Rainha. Hoje fiz compras no Mercado da Fruta das Caldas. Não se pode negar que as frutas e os legumes têm um ar muito mais apetitoso do que no supermercado.




Sempre se ajuda os produtores locais que devem estar mesmo a precisar.

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