quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"As intermitências da morte", de José Saramago

Só depois de José Saramago ter morrido é que tive coragem de ler uma das suas obras. E só li por influência de uma amiga que é fã. Seguindo o seu conselho foi por "As intermitências da Morte" que comecei. Embora tenha levado mais tempo a ler do que é habitual, já comecei num período de muito trabalho, gostei muito. Saramago leva-nos a pensar em como seria se a morte deixasse de existir. Todos temos medo da morte e, como é óbvio, sofremos quando morre alguém que amamos mas a morte é necessária para manter o equilíbrio. Como ele demonstra, se a morte acabasse, seria uma situação complicada de resolver. Quem estivesse muito doente poderia ficar eternamente em sofrimento, por exemplo. As pessoas continuariam a envelhecer e os lares iam rebentar pelas costuras... enfim um série de problemas. Adorei quando as pessoas começam a arranjar subterfúgios para poderem resolver estes problemas e também adorei quando a morte começa a ser uma personagem ainda mais interveniente. Para ler Saramago, é preciso muita atenção porque se nos distraimos já não percebemos mais nada. Passei bons momentos com este livro. Sou capaz de repetir a experiência...



"No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme,..."

1 comentário:

na america profunda disse...

Ainda nao li nada do Saramago, falta-me a coragem para iniciar, mas acredito que depois desta barreira vou adorar os livros, como sempre gostei da personalidade e da postura do senhor
bjoo

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