quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carta publicada

Ontem à noite tive uma agradável surpresa. Há cerca de um mês enviei um texto sobre viagens para uma revista e qual não é a minha surpresa quando dou com o texto publicado na edição deste mês. Ver o nosso nome impresso numa revista é espectacular, ainda por isso quando significa que deram algum valor aquilo que nós escrevemos. O texto foi publicado com umas pequenas alterações mas aqui publico a versão original (assinalei em itálico as partes que não foram publicadas na revista).

"Regresso a Moçambique

Eu ainda não consegui dar a "Volta ao Mundo". Aliás estou muito longe disso. Na verdade, tirando a Europa, ainda só estive em mais um continente. No entanto, viajar está nos meus genes. Tal como os homens dos Descobrimentos sentiram o apelo de se fazerem ao mar para descobrirem outras terras, outras civilizações, eu anseio conhecer outros países, os seus monumentos, a sua arquitectura, a sua cultura e a sua gastronomia. Das “Cidades em Festa” já passei por Londres, Viena, Madrid, Nova Iorque e Berlim. Interessante foi saber que há 150 razões para conhecer as outras cidades e para voltar às que já conheço.
Ler esta revista ajuda-me a sonhar com todos os sítios maravilhosos que ainda me falta conhecer e faz-me recordar o chão que já pisei.
Neste mês de Novembro, a “Volta ao Mundo” levou-me a Moçambique, pela mão e pelas palavras de José Rodrigues dos Santos. A curiosidade pelo continente africano deve ser comum à maioria das pessoas da minha geração ou porque nasceram lá ou porque ouviram falar toda a vida dos encantos de África. José Rodrigues dos Santos faz-nos viajar no espaço e no tempo até à sua infância e, também, pelas páginas do seu romance “O Anjo Branco”. Quase que dá para sentir os sons, os aromas e os sabores de Maputo (a sua Lourenço Marques) e de Tete. Com ele percorremos as ruas, entrámos nos hotéis, olhámos o azul intenso do Índico e sentámo-nos numa esplanada a ver o pôr-do-sol. E não ficámos pela capital. O caminho conduziu-nos até às verdadeiras memórias da infância do escritor. Quase que dá para sentir a tristeza pela degradação que ele encontrou. E, no fim da viagem, com ele abracei, emocionada, o embondeiro… Mais uma vez sentei-me no meu lugar no avião da imaginação e fui pelo mundo fora! "

4 comentários:

guida disse...

Muitos parabéns. Até li com todo o cuidado... Eu identifico-me muito com o teu espírito viajante.

aespumadosdias disse...

Muitos parabéns. O texto é muito bonito.

aespumadosdias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Bom disse...

ela agora é VIP :)

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