terça-feira, 15 de março de 2011

Liberdade para protestar e para não protestar...

O país tem sido "sacudido" por uma série de protestos. Nos últimos dias, os camionistas voltaram a protestar, à semelhança do que se passou em 2008. Felizmente, há pouco chegou a notícia de que as associações dos empresários de camionagem tinham chegado a acordo com o Governo. Mais uma vez as pessoas correram a encher os depósitos dos automóveis ajudando a esgotar mais depressa o combustível das bombas de abastecimento. Vá lá que não houve tempo para esvaziar as prateleiras dos supermercados. Estas atitudes de pânico são incompreensíveis para mim já que, normalmente, não entro nestas histerias.
Ainda sobre os protestos, ou as greves, há um conceito que, para mim, é também incompreensível que é o conceito de piquete de greve. O piquete de greve é constituído por um grupo de pessoas, em protesto, que tem por finalidade impedir de trabalhar aqueles que não querem fazer greve ou então tentam convencer os renitentes a aderirem à greve. Não me parece bem. Se vivermos em liberdade nos dá o direito, entre outras coisas, à greve, essa mesma liberdade também implica que ninguém é obrigado a fazer greve. Permitido não quer dizer obrigatório. Acho um disparate, neste caso em concreto, o bloqueio das estradas, o apedrejamento e o insulto aos camionistas que não aderiram a esta paralização. Como diz a frase: "A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro".

4 comentários:

Jorge Freitas Soares disse...

O mais grave é que isto nem era uma greve.. era uma paralisação por parte das empresas.. os patrões decidiram que os seus empregados não iam trabalhar... há leis para as greves e para os piquetes.. não há nenhuma para as paralisações dos patrões.. resta saber se também vão descontar estes dois dias aos empregados..

Mas há mais coisas interessantes, eles querem o gasóleo ao preço da Espanha.. mas querem pagar salários ao nível de Marrocos. Eu concordo que as pessoas devem protestar.. mas sou contra protestos deste tipo.. até porque no dia em que os empregados decidam fazer uma greve, estes mesmos patrões são os que correm a fazer tudo para obrigar os seus empregados a trabalhar..e a caso façam greve é claro que lhes descontam os dias.

Jorge

blue eyes disse...

É que nenhum dos que atirou pedras, gostaria de certeza de ser apedrejado quando anda a trabalhar...
A empresa com que trabalho foi forçada a paralisar por razões de segurança, para os motoristas e para a carga... Agora quem vai ter trabalho em dobro somos nós logistica e o transportador, que está tudo com distribuição em atraso.

krasiva disse...

Também concordo. Faz-me um bocado impressão andarem a mandar pedras aos colegas. Quem quer paralisar, paralisa...quem não quer, não paralisa...simples.

Lúcia disse...

No ano passado morreu um camionista nestas paralisações, aqui para os meus lados. Não concordo com os apedrejamentos, nem com as obrigações, mas ao que parece se cruzam os braços parece que estão a aceitar estas leis do governo e estes aumentos absurdos.

Quanto a mim, deviam sim baixar o gásoleo e a gasolina ( porque eu ando a gastar um balúridio! ) e nem por isso moro assim tão perto de Espanha para poder atestar por lá.

Faz-me confusão como é que Espanha é um país com tanta coisa boa (má tambem, mas não vamos falar sobre isso...) e Portugal aqui ao lado cheio de dividas, ordenados miseráveis, desempregos absoluto e outras coisas mais. Será que não aprendem nada de bom com os vizinhos?!

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